A vitória sobre o Cruzeiro é considerada o ponto de virada do Atlético-MG na temporada de 2026.Foto: Reprodução da Internet
Uma vitória em clássico passou a ocupar lugar central na leitura que o Atlético-MG faz da própria temporada de 2026. Para Paulo Bracks, diretor de futebol do clube, o triunfo sobre o Cruzeiro, no Mineirão, foi o acontecimento que alterou o comportamento da equipe e abriu caminho para uma sequência mais regular.
A avaliação foi apresentada pelo dirigente em entrevista ao jornal O Tempo. Segundo Bracks, o Atlético-MG obteve 65% de aproveitamento nas 30 partidas disputadas depois daquele confronto. O recorte é usado por ele para sustentar a percepção de que o resultado não ficou restrito ao impacto imediato de um clássico, mas produziu efeitos no desempenho do elenco ao longo da temporada.
Vitória no Mineirão virou referência interna
Na análise de Bracks, o duelo contra o Cruzeiro representou mais do que uma oportunidade de somar um resultado importante diante do rival. O diretor identificou naquele jogo uma mudança de postura do grupo, que teria passado a demonstrar maior confiança e capacidade de manter um nível mais estável nas partidas seguintes.
“O momento-chave da temporada é o clássico que jogamos no Mineirão e vencemos. Ali foi uma virada de chave na temporada, e ousei afirmar isso pouco tempo depois. E foi mesmo. De lá para cá, são 30 jogos e um aproveitamento muito alto, de 65%”, declarou.
O dado citado pelo dirigente delimita o período que, na visão da diretoria, melhor representa a reação atleticana. A informação, porém, não detalha a divisão desse aproveitamento entre vitórias, empates e derrotas, nem apresenta os resultados individuais das 30 partidas. Por isso, o percentual é o principal indicador fornecido para comparar o momento posterior ao clássico com o cenário anterior.
Bracks também deixou claro que não atribui a evolução exclusivamente ao placar do clássico. O triunfo aparece como o gatilho de uma transformação que precisou ser sustentada pelo trabalho diário, pela adaptação da comissão técnica e por mudanças no ambiente do departamento de futebol.
Domínguez ganhou mais controle sobre o elenco
Eduardo Domínguez foi apontado pelo diretor como um dos responsáveis por consolidar a melhora. O treinador argentino, de acordo com Bracks, precisou de um período de amadurecimento para implementar suas ideias e estreitar a relação com os jogadores.
O dirigente afirmou que o trabalho do técnico se fortaleceu durante a intertemporada. Também associou a evolução ao tempo de convivência entre treinador e atletas: após três meses, Domínguez teria alcançado maior domínio sobre o grupo e conseguido estabelecer com mais clareza a condução da equipe.
“Eu diria também que é a soma de dois fatores. Primeiro, o comando do Eduardo, que se consolidou na intertemporada. Após três meses de trabalho, hoje ele tem o elenco na mão”, afirmou Bracks.
A fala indica que a diretoria enxerga a continuidade como parte importante do processo. O clássico, portanto, é tratado como o ponto de inflexão, enquanto a consolidação do treinador aparece como o elemento que ajudou a transformar a reação inicial em uma sequência prolongada.
Guilherme Alves é associado à coesão no CT
O segundo nome destacado por Paulo Bracks foi Guilherme Alves, diretor técnico do Atlético-MG. Na avaliação do diretor de futebol, a chegada do profissional teve impacto na organização cotidiana e na relação entre as diferentes áreas ligadas ao futebol.
Guilherme passou a trabalhar próximo dos jogadores e da comissão técnica. Bracks entende que essa presença contribuiu para aproximar o departamento, fortalecer a rotina no centro de treinamento e dar maior unidade ao grupo. A função, conforme descrita pelo dirigente, não é apresentada como uma alteração pontual no time, mas como parte do ambiente que ajudou a sustentar a evolução esportiva.
“Segundo, a chegada do Guilherme, um profissional que agregou e deu maior coesão ao CT e ao grupo”, completou o diretor.
A menção a Guilherme amplia a explicação da diretoria sobre a melhora. Em vez de concentrar a responsabilidade em um único resultado ou em uma decisão tática específica, Bracks relaciona o desempenho a uma combinação de liderança técnica, integração interna e confiança construída no cotidiano.
Ambiente do elenco aparece como fator esportivo
O diretor de futebol também descreveu o elenco como unido. Para ele, essa característica pode ser observada em diferentes momentos da rotina, desde os treinamentos até as viagens, os vestiários e os jogos.
“O grupo é muito unido, e isso é nítido em todos os momentos: treino, viagem, vestiário, jogos. Dia a dia. Isso mostra como é o nosso ambiente. E ambiente bom ganha jogo”, disse.
A declaração apresenta o ambiente interno como um componente diretamente ligado ao rendimento. Bracks não atribuiu ao grupo uma sequência específica de resultados além do aproveitamento geral de 65% nas 30 partidas posteriores ao clássico, mas defendeu que a integração entre os jogadores ajudou a consolidar a resposta da equipe.
O diagnóstico ocorre em um momento no qual o Atlético-MG precisa preservar a regularidade nas competições que disputa. A cautela adotada pelo clube antes de uma sequência decisiva também foi registrada em conteúdo relacionado do FutNet News. O vínculo entre os temas está na necessidade de transformar uma fase positiva em continuidade, e não apenas em uma lembrança do clássico.
Assim, a explicação de Paulo Bracks reúne três etapas: a vitória sobre o Cruzeiro como marco emocional e esportivo, a consolidação de Eduardo Domínguez no comando e a contribuição de Guilherme Alves para a coesão do ambiente. O aproveitamento de 65% em 30 jogos é o número que sustenta essa leitura. Para o Atlético-MG, o desafio passa a ser manter os mesmos fatores funcionando enquanto a temporada avança.