Neto critica Memphis Depay como responsável pela crise no Corinthians após goleada para o Palmeiras.Foto: Reprodução da Internet
A goleada do Palmeiras por 4 a 1 sobre o Corinthians, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, provocou novas críticas ao ambiente do clube alvinegro. Durante o programa Os Donos da Bola, o ex-jogador e apresentador Craque Neto apontou Memphis Depay como o principal responsável pela crise interna que, em sua avaliação, atingiu o vestiário corintiano.
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A análise ocorreu depois de um Dérbi marcado por forte pressão sobre o Corinthians. O resultado manteve a equipe sem vencer havia oito partidas e deixou o time com 32 pontos, ainda ameaçado pela parte inferior da tabela. O Palmeiras chegou aos 63 pontos e permaneceu na vice-liderança do campeonato.
Na opinião de Neto, o problema não estaria restrito ao desempenho apresentado em campo. O comentarista questionou as condições acertadas entre o Corinthians e o atacante holandês, citando a existência de bônus financeiros vinculados ao cumprimento de metas e o pagamento de custos diários de hospedagem pelo clube.
As informações sobre essas cláusulas foram apresentadas por Neto durante o programa. O ex-jogador considerou que esse tipo de benefício pode prejudicar a convivência entre os integrantes do elenco, especialmente em um momento no qual os resultados não correspondem às expectativas.
Ao se dirigir ao camisa 10, Neto afirmou que Memphis seria, em sua avaliação, o “maior responsável” pelo ambiente de instabilidade. A declaração representa uma opinião do apresentador sobre a crise e não comprova, por si só, que o atacante seja o único causador dos problemas enfrentados pelo Corinthians.
O debate sobre o holandês ocorre em meio a outras críticas recentes ao rendimento do jogador. Depois da derrota no clássico, Memphis também foi questionado pelas oportunidades desperdiçadas, em uma partida na qual o Corinthians teve dificuldade para reagir ao domínio palmeirense.
Discussão no vestiário aumentou tensão após o intervalo
O clima de insatisfação também apareceu nos bastidores do Dérbi. Segundo relato publicado pelo SouTimão, os jogadores discutiram no vestiário durante o intervalo, quando o Corinthians já perdia por 2 a 0. Gritos, cobranças e xingamentos foram ouvidos por funcionários do estádio, que acionaram seguranças para verificar a situação.
De acordo com o mesmo relato, a discussão não evoluiu para agressões físicas. Pessoas ligadas ao clube minimizaram a gravidade do episódio e disseram que as cobranças ficaram dentro do que pode ocorrer em um ambiente de futebol. Os seguranças permaneceram no local por alguns instantes e depois deixaram o vestiário.
A intenção dos jogadores, conforme a apuração, era cobrar uma mudança de postura para o segundo tempo. A reação, porém, não veio. O Palmeiras marcou mais duas vezes no início da etapa final, abriu 4 a 0 e controlou o confronto até o Corinthians descontar.
O placar ampliou a repercussão negativa em torno do time. A derrota expôs tanto a fragilidade esportiva da equipe quanto a dificuldade de transformar as cobranças internas em uma resposta durante a partida. O episódio do intervalo, contudo, foi descrito como uma discussão entre atletas, e não como uma briga com violência física.
Críticas também atingem a diretoria
Além de Memphis, a condução administrativa do Corinthians passou a ser alvo de questionamentos. O zagueiro Gabriel Paulista criticou publicamente a falta de apoio da diretoria após o clássico e relatou problemas que, segundo sua manifestação, afetam o cotidiano do elenco.
Entre os pontos mencionados pelo defensor estão atrasos salariais e situações em que jogadores precisam ajudar financeiramente outros integrantes do grupo. Gabriel também demonstrou insatisfação com a falta de proteção institucional em um período de pressão esportiva.
As declarações do zagueiro foram interpretadas como mais um sinal de desgaste interno, mas não permitem concluir que todos os jogadores tenham a mesma avaliação sobre a situação. O próprio debate apresentado após o jogo reuniu versões diferentes sobre as dificuldades do clube.
Neto, por exemplo, contestou a ideia de que todos os compromissos financeiros do Corinthians estariam atrasados. Em sua análise, afirmou que os vencimentos ligados à Consolidação das Leis do Trabalho e os pagamentos dos funcionários estariam em dia, embora tenha criticado comportamentos de jogadores e decisões internas da equipe.
Pressão aumenta na reta final do Brasileirão
A sequência de oito partidas sem vitória coloca o Corinthians diante de uma reta final de campeonato marcada pela urgência. Com 32 pontos, o time precisa interromper a série negativa para evitar que a proximidade da zona de rebaixamento se transforme em uma ameaça ainda maior nas rodadas seguintes.
O Dérbi também reacendeu críticas a decisões disciplinares tomadas ao longo da campanha. Neto questionou cartões amarelos que, na avaliação dele, teriam sido forçados e acabaram provocando suspensões em momentos importantes do Campeonato Brasileiro.
Dentro desse cenário, a discussão sobre Memphis se soma a problemas de desempenho, ambiente e gestão. O atacante virou o principal alvo da análise de Neto por causa das condições contratuais atribuídas a ele, mas a crise corintiana aparece nas fontes relacionadas como um quadro mais amplo, que envolve o resultado em campo, o relacionamento entre os jogadores e a cobrança sobre a diretoria.
O Corinthians agora precisa responder esportivamente depois do 4 a 1 e administrar as repercussões do clássico. A prioridade imediata é recuperar resultados, enquanto o clube tenta reduzir a tensão interna que voltou a ficar exposta após a derrota para o Palmeiras.