Jogadores disputam a bola em campo durante a partida.Foto: Reprodução da Internet
O Náutico voltou a sofrer com um início de partida ruim e acabou derrotado pelo Novorizontino por 2 a 0, nesta quinta-feira, no Estádio dos Aflitos, em Recife. O confronto valeu pela 32ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Com dois gols marcados nos primeiros minutos, o time paulista controlou o resultado mesmo tendo menos posse de bola durante a maior parte do jogo.
O revés manteve o Náutico na 13ª colocação, com 42 pontos, e adiou a confirmação matemática da permanência na segunda divisão. De acordo com o cenário apresentado após a rodada, a vantagem alvirrubra para a zona de rebaixamento caiu para nove pontos. O Novorizontino, por outro lado, aproveitou o triunfo fora de casa para alcançar 57 pontos e assumir a terceira posição.
Novorizontino decide o jogo no começo
A equipe visitante foi mais eficiente desde os primeiros movimentos. Entre os seis e sete minutos do primeiro tempo, Nicolas Careca recebeu espaço na entrada da área e finalizou forte, de fora, para abrir o placar. O lance nasceu depois de uma recuperação de bola no campo defensivo do Náutico, seguida de passe de Luís Oyama.
Pouco depois, o Novorizontino ampliou. Léo Índio tocou com a mão na bola dentro da área, e a arbitragem marcou pênalti. Rômulo assumiu a cobrança e bateu no canto esquerdo de Muriel, com a bola passando por baixo do goleiro. As fontes divergem por um minuto na marcação dos lances, mas convergem sobre o roteiro: Nicolas Careca marcou no início da partida e Rômulo fez o segundo em cobrança penal logo na sequência.
Os dois gols alteraram o comportamento das equipes. Em desvantagem, o Náutico passou a ficar mais tempo com a bola e terminou o confronto com 66% de posse, além de 518 passes trocados. O domínio territorial, contudo, não se transformou em pressão constante nem em oportunidades suficientes para mudar o placar.
Posse de bola não se transforma em reação
O primeiro momento de perigo do Náutico veio aos 25 minutos, quando Jean Carlos finalizou perto da trave após receber na entrada da área. Ainda no primeiro tempo, o time pernambucano perdeu Júnior Todinho, substituído por Borasi. A alteração ocorreu em uma etapa na qual o mandante tentava encontrar espaços, mas seguia com dificuldades para superar a marcação do adversário.
Bruno Pivetti promoveu novas mudanças no intervalo, com as entradas de Wanderson e Kauã Maranhão. A intenção era dar mais força à equipe na defesa e na referência ofensiva. Mesmo assim, o Novorizontino começou a segunda etapa com mais iniciativa e não permitiu que o Náutico transformasse a posse em uma sequência de chances claras.
O Timbu voltou a ameaçar aos 19 minutos da etapa final, em cobrança de falta de longa distância de Jean Carlos, que passou por cima do travessão defendido por Jordi. Na jogada seguinte, Borasi avançou pela direita e finalizou para fora. Pato Núñez e Paulo Sérgio também foram acionados no decorrer do segundo tempo, em novas tentativas de aumentar o poder ofensivo.
A equipe de Enderson Moreira, entretanto, permaneceu perigosa. Aos 30 minutos, Carlão quase marcou o terceiro após um bate-rebate na área, mas parou em defesa de Muriel. O goleiro alvirrubro terminou a partida com três intervenções, enquanto Jordi precisou trabalhar apenas uma vez para evitar o gol do Náutico.
Números explicam a eficiência do visitante
O contraste entre posse e efetividade foi decisivo. O Náutico ficou com 66% da bola e trocou 518 passes, contra 34% de posse e 263 passes do Novorizontino. Ainda assim, o time paulista finalizou 12 vezes, sendo cinco no alvo. O mandante teve seis arremates e apenas um deles exigiu defesa do goleiro adversário.
Os dados ajudam a explicar por que o controle do jogo não significou domínio real para o Náutico. Depois de abrir vantagem, o Novorizontino recuou em alguns momentos, protegeu a área e explorou as dificuldades do adversário para criar jogadas de maior risco. O time pernambucano teve presença no campo de ataque, mas não encontrou soluções para reduzir a diferença.
A partida também teve cinco cartões amarelos e 26 faltas, sendo 12 cometidas pelo Náutico e 14 pelo Novorizontino. Betão, Júnior Todinho e Léo Índio foram advertidos pelo mandante. Reidiney e Léo Naldi receberam cartões pelo Tigre do Vale.
Situação na tabela e próximos jogos
Com 57 pontos, o Novorizontino ficou a dois do líder Juventude e a um do Vila Nova, segundo colocado, conforme a classificação informada após a rodada. O resultado reforçou a campanha da equipe na parte superior da Série B e manteve o clube paulista na disputa pelas primeiras posições.
O Náutico permaneceu com 42 pontos e chegou ao terceiro jogo consecutivo sem uma vitória no recorte recente de cinco partidas, período em que obteve apenas um triunfo. A equipe ainda conserva uma distância relevante para a zona de rebaixamento, mas perdeu a oportunidade de encaminhar a permanência diante da torcida.
O próximo compromisso do Náutico será novamente nos Aflitos. No domingo, dia 11, o time enfrentará o Vila Nova, às 17h30, pela 33ª rodada. O Novorizontino voltará a campo na segunda-feira, dia 12, contra a Ponte Preta, às 19h, no Estádio Dr. Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte.