O Vitória poderá recorrer à naturalização de jogadores para reduzir os efeitos da nova regra da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que diminuirá gradualmente o número de estrangeiros relacionados por partida. Os argentinos Emmanuel Martínez e Emanuel Brítez são apontados como atletas que podem cumprir as condições de residência para solicitar a nacionalidade brasileira.
NOTAS DA TORCIDA
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1 × 3 Brasileirão Série A
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CacáTitular
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Caíque GonçalvesTitular
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Diego TarziaTitular
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Emmanuel MartínezTitular
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ErickTitular
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JamersonTitular
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Luan CândidoTitular
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Lucas ArcanjoTitular
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MateusinhoTitular
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MatheuzinhoTitular
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RenêTitular
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Alex BrunoEntrou durante o jogo
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Emanuel BrítezEntrou durante o jogo
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Lucas SilvaEntrou durante o jogo
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Renato KayzerEntrou durante o jogo
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Zé VitorEntrou durante o jogo
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A possibilidade ainda está no campo das alternativas. Não há confirmação de que os dois jogadores tenham iniciado um processo, e a eventual mudança dependeria da iniciativa dos próprios atletas, da apresentação dos documentos exigidos e da aprovação pelas autoridades responsáveis. No caso de Brítez, a informação foi divulgada pelo jornalista Vitor Sergio Rodrigues.
Se um dos argentinos obtiver a nacionalidade e passar a atender às regras esportivas aplicáveis, o jogador deixará de ocupar uma vaga destinada a estrangeiros nas relações do Vitória. O efeito prático seria ampliar a margem do clube para manter ou contratar atletas de outros países em um cenário de restrição progressiva.
Regra começa a ser reduzida em 2027
A mudança foi aprovada pelos clubes da Série A e começará a valer na temporada de 2027. O limite atual é de nove estrangeiros relacionados por jogo. No próximo ano, a quantidade cairá para oito; em 2028, será de sete; em 2029, de seis; e, a partir de 2030, cada equipe poderá relacionar no máximo cinco jogadores nascidos fora do Brasil.
A redução não cria um problema imediato para o Vitória em 2027. Conforme o levantamento utilizado na apuração, o elenco principal rubro-negro tem seis estrangeiros: Brítez, Pochettino, Martínez e Tarzia, da Argentina; Rúben Ismael, de Portugal; e Nacho Laquintana, do Uruguai. Mesmo com a diminuição para oito atletas, o clube permaneceria abaixo do limite na próxima temporada.
O desafio está no planejamento das temporadas seguintes. A diferença entre o número de estrangeiros do elenco e o teto permitido ficará menor até 2030, quando o limite será inferior ao grupo atual. Além disso, a composição do plantel pode mudar com contratações, saídas e promoções das categorias de base, o que torna a regra um fator permanente nas decisões do departamento de futebol.
Martínez já atingiu prazo de residência
Emmanuel Martínez é o caso com informações mais detalhadas sobre os requisitos legais. O volante está no Brasil desde agosto de 2022, quando chegou ao América-MG. Depois, transferiu-se para o Vitória. De acordo com a apuração publicada pelo jornal A Tarde, esse período permite que o argentino alcance o requisito mínimo de quatro anos de residência contínua exigido para a naturalização ordinária.
O cumprimento do prazo, porém, não garante a concessão da nacionalidade. O interessado também precisa ser maior de 18 anos, demonstrar capacidade de comunicação em português e não ter condenação penal, salvo eventual reabilitação nos termos previstos pela legislação. A residência deve ser contínua e por tempo indeterminado, com regras específicas para ausências do território brasileiro.
Para processos baseados no período ordinário de quatro anos, a legislação considera a duração das saídas do país. Uma ausência acumulada superior a um ano pode interromper a contagem e exigir que o prazo seja reiniciado após o retorno. O material apurado também cita hipóteses de redução do período para um ano, como casamento com brasileiro ou brasileira e existência de filho brasileiro, mas não informa que essas situações se apliquem a Martínez ou Brítez.
No caso de Brítez, as informações disponíveis indicam que ele está entre os estrangeiros que já poderiam buscar a naturalização, mas não detalham o tempo exato de permanência no Brasil nem eventual avaliação do zagueiro sobre iniciar o procedimento. Por isso, a situação dos dois deve ser tratada como uma possibilidade, não como uma decisão tomada pelo clube ou pelos atletas.
Impacto no elenco e na política do clube
A discussão acontece em um momento no qual o Vitória utiliza jogadores estrangeiros em sua montagem de elenco. A nova regra não obriga o clube a dispensar atletas nem impede contratações internacionais, mas reduz progressivamente a quantidade que poderá ser utilizada em cada partida. Assim, a diretoria precisará considerar não apenas o número total de estrangeiros, mas também a possibilidade de todos eles serem relacionados simultaneamente.
O presidente Fábio Mota votou a favor da redução durante a reunião que aprovou a alteração. Na ocasião, defendeu que a medida pode abrir mais espaço para atletas formados nas categorias de base: “A redução de atletas estrangeiros proporciona mais atletas da base a serem promovidos e jogar”, afirmou o dirigente.
A declaração ajuda a explicar o impacto esportivo da mudança para o Vitória. A regra pode influenciar tanto a busca por reforços quanto a utilização de jogadores formados no clube. Caso Martínez ou Brítez avance em um processo de naturalização, o benefício não será apenas administrativo: o Vitória poderá preservar uma vaga para outro estrangeiro e, ao mesmo tempo, manter um atleta que já conhece o futebol brasileiro.
Há precedentes recentes no futebol nacional. Segundo A Tarde, o zagueiro Walter Kannemann, do Grêmio, obteve a cidadania brasileira e deixou de ser contabilizado como estrangeiro nas competições. O caso mostra como a naturalização pode produzir consequência direta na montagem das relações, embora cada processo dependa da situação individual do jogador e da análise da documentação.
Por enquanto, o Vitória ainda não precisa tomar uma decisão imediata sobre os dois argentinos. O limite de 2027 será superior ao número de estrangeiros atualmente apontado no elenco principal. A relevância de Martínez e Brítez está no horizonte de médio prazo: se um deles optar pelo procedimento e cumprir todas as exigências, o clube poderá ganhar flexibilidade justamente quando a cota chegar a seis em 2029 e a cinco em 2030.