Memphis Depay chega às quartas de final da Libertadores em um momento de retomada no Corinthians. Desde a renovação contratual, concluída em 18 de agosto, o atacante participou de nove treinamentos completos com bola e disputou quatro partidas, acumulando 250 minutos. A média de 62,5 minutos por jogo indica que o camisa 10 voltou a ter presença regular na equipe depois de meses marcados por interrupções.
NOTAS DA TORCIDA
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1 × 2 Brasileirão Série A
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Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
AllanTitular
Média6,0
André CarrilloTitular
Média7,0
Breno BidonTitular
Média6,0
Gustavo HenriqueTitular
Média8,0
Kaio CésarTitular
Média6,0
KauêTitular
Média6,0
Matheus BiduTitular
Média7,0
MatheuzinhoTitular
Média6,0
Memphis DepayTitular
Média8,0
Rodrigo GarroTitular
Média6,0
TchocaTitular
Média10,0
DieguinhoEntrou durante o jogo
Média7,0
Gui NegãoEntrou durante o jogo
Média10,0
Jesse LingardEntrou durante o jogo
Média9,0
Matheus PereiraEntrou durante o jogo
Média7,0
Pedro RaulEntrou durante o jogo
Média9,0
✓ Resultado final baseado em 16 voto(s) da torcida.
A sequência foi construída em menos de três semanas de trabalho no CT Joaquim Grava após o retorno ao Brasil. Nesse intervalo, Memphis também colaborou com uma assistência na campanha corintiana pelas oitavas de final da competição continental. O ganho de ritmo, porém, acontece em um período no qual o clube precisa recorrer aos principais jogadores em partidas eliminatórias.
O próximo compromisso será contra o Estudiantes, nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), na Argentina. O duelo abre a série das quartas de final da Conmebol Libertadores e coloca o atacante diante de uma exigência elevada justamente enquanto ele tenta encontrar uma carga de jogos sustentável.
Sequência interrompida por lesão voltou a ser construída
A marca de quatro partidas consecutivas tem significado especial para Memphis. A última vez que ele havia alcançado uma sequência semelhante fora em fevereiro, quando participou da final da Supercopa Rei contra o Flamengo e, depois, enfrentou Capivariano, Palmeiras e Red Bull Bragantino. A continuidade acabou interrompida no mês seguinte por um problema muscular.
Na decisão contra o Flamengo, disputada na Neo Química Arena, o holandês sofreu uma lesão de grau dois na parte anterior da coxa direita. Durante a recuperação, um problema ocorrido em um exercício na academia do CT Joaquim Grava atrasou novamente o processo. O retorno aos gramados só ocorreu em 24 de maio.
O período de afastamento alterou a preparação do jogador e reduziu o tempo de convivência com o elenco. Quando voltou a atuar, Memphis foi convocado pela Holanda para a Copa do Mundo. Sem o ritmo considerado ideal, ficou no banco e teve participação limitada na campanha da seleção, eliminada pelo Marrocos na segunda fase.
A programação inicial previa que o atacante retornasse ao Corinthians com tempo para acompanhar a preparação do grupo depois do torneio. A negociação para a renovação contratual, entretanto, prolongou sua permanência fora do país. Ao voltar ao Brasil para realizar os exames solicitados pelo clube, apresentou resultados positivos, especialmente nos testes de força muscular.
Atacante alerta para o limite do próprio corpo
Os exames apontaram uma boa condição de força, mas o desafio passou a ser recuperar intensidade e ritmo de competição. Estar apto para treinar não significa necessariamente suportar uma sequência de partidas no mesmo nível, principalmente depois de uma lesão muscular e de um período com participação irregular.
Em declaração reproduzida pelo site Sou Timão, Memphis afirmou que está fisicamente bem, mas considera necessário respeitar o processo de adaptação do corpo. O jogador destacou que disputou quatro partidas em duas semanas e reconheceu que costuma cobrar muito de si para ser importante para a equipe.
O alerta não representa uma recusa à sequência. Na prática, mostra que a comissão técnica precisa equilibrar a utilização do atacante com a necessidade de contar com sua qualidade em uma fase decisiva. A participação em quatro jogos consecutivos representa evolução, mas ainda não elimina a necessidade de controlar a carga de minutos.
Para o Corinthians, a situação envolve uma diferença importante entre recuperar o jogador e colocá-lo em condições de render durante toda a eliminatória. Memphis já voltou a competir, mas a manutenção desse nível dependerá da resposta física entre uma partida e outra, além do tempo disponível para recuperação antes dos compromissos seguintes.
Entrosamento também faz parte da recuperação
A retomada individual ocorre ao mesmo tempo que o atacante tenta ampliar a conexão com companheiros com quem teve pouco tempo de convivência em campo. Kaio César, Pedro Raul e Allan estão entre os jogadores citados como parte desse processo de adaptação. A construção dessas relações pode influenciar a frequência com que Memphis recebe a bola em condições de acelerar as jogadas.
O próprio holandês relacionou seu rendimento à participação coletiva. Memphis reconheceu que ainda pode melhorar quando estiver totalmente recuperado, mas afirmou que não consegue decidir os jogos sozinho. Para ser mais efetivo, segundo o jogador, precisa receber passes em situações que permitam o confronto individual ou a finalização.
A declaração ajuda a dimensionar o papel do camisa 10 no duelo com o Estudiantes. O atacante pode oferecer capacidade técnica em jogadas de um contra um, criação e conclusão, mas seu impacto depende da forma como o Corinthians constrói as ações ofensivas. A assistência nas oitavas foi uma contribuição concreta, enquanto as quartas de final apresentam um novo teste para sua influência.
O confronto na Argentina, portanto, reunirá duas metas. Memphis tentará manter a sequência sem ultrapassar o limite físico que ele próprio apontou, enquanto o Corinthians buscará transformar a evolução do atacante em produção ofensiva. Depois de lesão, recuperação prolongada, participação reduzida pela Holanda e indefinição contratual, o jogador voltou a acumular minutos. A partida contra o Estudiantes será a oportunidade de medir quanto dessa retomada já pode aparecer em uma decisão continental.