A utilização de Memphis Depay voltou a provocar discussão no Corinthians em meio à tentativa de Fernando Diniz de encontrar uma formação que favoreça o atacante. Com Yuri Alberto ausente, o holandês vinha ocupando a função de referência no ataque, mas a possibilidade de escalá-lo ao lado de Gui Negão abriu um debate sobre seu posicionamento e sobre o retorno esportivo proporcionado pelo jogador.
A avaliação apresentada por Walter Casagrande é que a presença do jovem não deve ser interpretada como uma aposta para resolver sozinho as partidas. O principal objetivo seria retirar Memphis de uma função na qual, segundo o comentarista, ele não conseguiu render e recolocá-lo em uma área mais confortável do campo. Danilo Lavieri, por outro lado, concentrou sua análise no custo-benefício do camisa 10 e afirmou que não acredita que o atleta justifique o salário recebido no clube.
NOTAS DA TORCIDA
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1 × 3 Brasileirão Série A
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André LuizTitular
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Breno BidonTitular
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Gustavo HenriqueTitular
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Hugo SouzaTitular
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I. MachadoTitular
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Kaio CésarTitular
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Matheus BiduTitular
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MatheuzinhoTitular
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Memphis DepayTitular
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RanieleTitular
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Rodrigo GarroTitular
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Gui NegãoEntrou durante o jogo
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Jesse LingardEntrou durante o jogo
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Matheus PereiraEntrou durante o jogo
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Pedro RaulEntrou durante o jogo
Média—
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Para Casagrande, Memphis enfrentou dificuldades quando precisou atuar como centroavante. Nessa posição, o atacante recebe muitas vezes de costas para o gol, disputa espaço com os defensores e tem menos liberdade para conduzir a bola de frente. A leitura do comentarista é que esse cenário limitou justamente características importantes do jogador.
Com Gui Negão mais adiantado, Memphis poderia se afastar da última linha de marcação e ocupar uma faixa intermediária. As funções citadas na análise incluem as de segundo atacante, ponta de lança ou meia de ligação. A intenção seria permitir que o holandês recebesse a bola olhando para o campo, participasse da construção e se aproximasse mais dos companheiros.
A alteração, portanto, não é apresentada como uma solução definitiva baseada apenas na entrada de um jogador jovem. Ela representa uma tentativa de ajustar o sistema às características de Memphis. A ausência de Yuri Alberto contribuiu para o teste, já que o Corinthians precisava reorganizar o setor ofensivo sem manter necessariamente o camisa 10 como referência central.
Casagrande também fez uma ressalva sobre Gui Negão. Embora tenha considerado o jovem um jogador com possibilidade de evolução, o comentarista destacou que não seria correto atribuir a ele a responsabilidade de decidir confrontos importantes. Na análise, sua participação serve principalmente para criar um encaixe que possa beneficiar Memphis, e não para transformar o garoto em solução imediata para todos os problemas do ataque.
Rendimento recente aumenta a pressão
A discussão tática ocorre em um momento de cobrança sobre o desempenho do holandês. Casagrande descreveu a atuação recente de Memphis como abaixo do esperado, com pouca criação, perdas de bola e ações previsíveis. Na visão apresentada, essas dificuldades tornaram o atacante mais fácil de ser marcado e reduziram sua influência na partida.
Esse diagnóstico ajuda a explicar por que a comissão técnica procura uma alternativa mesmo sem indicar, no material disponível, uma mudança definitiva no modelo de jogo. Se Memphis continuar como referência, a equipe pode repetir a dinâmica que o deixou de costas para o gol e distante das melhores condições para finalizar ou construir. Ao recuar o jogador, o Corinthians tenta ampliar sua participação e evitar que ele fique isolado entre os defensores.
A mudança também serve como teste para medir quanto do problema está ligado à função desempenhada. Caso o atacante passe a receber em melhores condições, sua produção poderá ser observada a partir de outro contexto. Se as dificuldades permanecerem, a avaliação sobre o momento individual ganhará peso, já que a justificativa baseada apenas no posicionamento perderá força.
Crítica financeira vai além da escalação
Danilo Lavieri separou a possibilidade de uma melhora no futebol de Memphis da análise sobre o investimento feito pelo Corinthians. O colunista afirmou que o atacante pode até apresentar atuações melhores, mas não acredita que isso seja suficiente para justificar o salário ou a mobilização provocada por sua permanência.
Lavieri também relacionou a popularidade do holandês entre parte da torcida à insatisfação existente com a diretoria. Na leitura do comentarista, Memphis ocupou um espaço simbólico nesse ambiente e recebeu apoio que não estaria ligado exclusivamente ao desempenho dentro de campo. A observação amplia o debate: mesmo uma eventual evolução esportiva não mudaria, necessariamente, a avaliação financeira feita sobre o vínculo.
Não há, no material disponível, números oficiais sobre salário, gols, assistências ou participação em partidas que permitam medir objetivamente o custo-benefício do atacante. Por isso, essa parte da discussão permanece no campo da opinião de Lavieri, enquanto a análise de Casagrande se concentra no encaixe tático e no rendimento observado nas atuações recentes.
O próximo parâmetro para o Corinthians será verificar se a parceria com Gui Negão consegue oferecer a Memphis mais espaço para jogar de frente. A escalação do jovem não garante gols, vitórias ou decisões individuais, assim como a mudança de função não assegura recuperação automática. O que está em jogo é saber se a alteração produzirá uma resposta concreta do camisa 10 e se o desempenho em campo será capaz de reduzir a cobrança sobre sua passagem pelo clube.