O empate sem gols entre Grêmio e Internacional, no Beira-Rio, deixou a disputa por uma vaga na semifinal da Copa do Brasil completamente indefinida. Depois do primeiro jogo das quartas de final, o técnico Luís Castro reconheceu o equilíbrio do Gre-Nal e apontou o mando de campo como o principal trunfo gremista para a partida decisiva, marcada para a Arena do Grêmio.
O confronto de volta será disputado na quinta-feira, 3 de setembro de 2026, às 20h (de Brasília). Como não há vantagem pelo resultado agregado, qualquer vitória garante a classificação ao vencedor. Se o clássico terminar novamente empatado, a vaga será definida nos pênaltis.
Arena será o trunfo gremista
Luís Castro afirmou que o Grêmio já esperava que a definição não acontecesse no estádio do Internacional. Para o treinador, o resultado no Beira-Rio manteve o duelo em aberto e transferiu para Porto Alegre a responsabilidade pela decisão.
O comandante português ressaltou a presença dos torcedores como um fator favorável ao time tricolor. Na avaliação dele, jogar na própria casa oferece conforto e aumenta o apoio durante os 90 minutos, embora essa vantagem precise ser confirmada em campo.
A declaração do treinador veio acompanhada de uma ponderação. Luís Castro classificou o mando de campo como uma vantagem apenas teórica e disse que o Grêmio terá de demonstrar intensidade, organização e capacidade para transformar o apoio das arquibancadas em uma vitória. O objetivo estabelecido pela comissão técnica é avançar à semifinal da competição nacional.
A partida também será o Gre-Nal 453, de acordo com a comunicação divulgada pelo Grêmio após o empate. A rivalidade aumenta a pressão sobre as equipes, mas o resultado do primeiro encontro fez com que nenhum dos lados construísse vantagem para o jogo decisivo.
Grêmio teve dificuldades no segundo tempo
Na entrevista coletiva, Luís Castro também fez uma leitura do desempenho gremista. O treinador admitiu que o Internacional teve mais posse de bola e chegou com maior frequência ao ataque na segunda etapa. Ainda assim, avaliou que o Grêmio não sofreu uma oportunidade clara que exigisse uma intervenção de grande dificuldade do goleiro Weverton.
Segundo o técnico, o desgaste físico de Villasanti e Krovinovic contribuiu para que o adversário encontrasse mais espaço após o intervalo. A entrada de Alan Patrick também exigiu uma adaptação defensiva do Grêmio, já que um jogador da linha de cinco precisou se adiantar para acompanhar o meia colorado.
A análise indica que o time gremista conseguiu preservar o empate fora de casa, mas teve menos controle do jogo na parte final. O resultado, portanto, foi considerado útil para manter a eliminatória equilibrada, sem eliminar a necessidade de uma atuação mais consistente na Arena.
Luís Castro explicou ainda por que não utilizou todas as cinco substituições disponíveis. O treinador relacionou a decisão ao desgaste do elenco e ao risco de novos problemas físicos durante a partida. Ele citou o calendário do futebol brasileiro e lembrou que episódios de cãibras têm sido frequentes no Campeonato Brasileiro.
Na visão do português, as substituições também precisam ser administradas para que a equipe tenha alternativas até o fim do jogo. A preocupação com a condição física será retomada antes do próximo compromisso, já que o Grêmio terá uma partida pelo Brasileirão antes da decisão da Copa do Brasil.
Chapecoense vem antes da decisão
Entre os dois clássicos, o Grêmio receberá a Chapecoense neste domingo, dia 30, às 19h30, pela Série A do Campeonato Brasileiro. O jogo também será realizado na Arena do Grêmio e exigirá uma nova avaliação da comissão técnica sobre a utilização dos atletas.
Luís Castro informou que o departamento de saúde participará da análise do grupo. A intenção é verificar o estado de fadiga e as condições físicas dos jogadores nos dias que antecedem o duelo pelo campeonato nacional. A escalação será definida a partir da resposta individual de cada atleta.
A sequência impõe ao Grêmio a necessidade de equilibrar duas prioridades. O confronto com a Chapecoense é importante para a campanha no Brasileirão, enquanto o Gre-Nal seguinte vale a continuidade na Copa do Brasil. O treinador indicou que serão escolhidos para domingo os jogadores mais preparados para suportar a partida, sem antecipar uma escalação ou confirmar uma equipe alternativa.
A situação no campeonato aumenta a pressão sobre o elenco. Luís Castro afirmou que o Grêmio está muito próximo da zona de rebaixamento e que o ambiente não oferece tranquilidade para a equipe. Para ele, a falta de paz interfere na preparação e no desempenho, razão pela qual o jogo contra a Chapecoense será tratado com a mesma seriedade reservada à decisão continental.
Treinador evita desviar foco
Questionado sobre as cobranças recentes da torcida, Luís Castro evitou ampliar a discussão. O técnico declarou que sua atenção está concentrada no trabalho diário, nos treinamentos e nas partidas. A resposta foi dada em meio à pressão por resultados no Campeonato Brasileiro e à expectativa criada pelo clássico eliminatório.
O treinador também não apresentou uma vantagem definitiva para o Grêmio após o empate no Beira-Rio. Embora tenha valorizado a possibilidade de decidir em casa, reforçou que o apoio dos torcedores não substitui a atuação da equipe. Para avançar, o time precisará vencer no tempo regulamentar ou superar o Internacional nas penalidades em caso de novo empate.
Com a classificação ainda indefinida, o Grêmio terá primeiro de administrar o desgaste diante da Chapecoense. Depois, voltará as atenções ao duelo que pode levar o clube à semifinal da Copa do Brasil. A Arena será o palco da decisão, mas, na avaliação de Luís Castro, a vantagem só terá valor se for acompanhada por desempenho suficiente para superar o rival.