Uma disputa entre Emerson Royal e Wesley provocou reclamações durante a vitória do Flamengo por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, pela Libertadores, em 19 de agosto de 2026. Aos 16 minutos do primeiro tempo, o lateral rubro-negro atingiu o rosto do ponta da equipe mineira em uma dividida. Parte dos torcedores considerou que o movimento poderia justificar a expulsão, mas o árbitro Gustavo Tejera não aplicou cartão, e o VAR também não recomendou a revisão do lance.
A jogada ocorreu em um momento de pressão do Flamengo no Maracanã. O time carioca controlava as ações e atacava principalmente pelo lado esquerdo, enquanto o Cruzeiro demonstrava dificuldade para acompanhar o ritmo imposto pelo adversário. A intensidade da partida contribuiu para que o contato entre Emerson Royal e Wesley se tornasse um dos principais assuntos discutidos nas redes sociais durante o confronto.
Emerson Royal vira alvo de debate
As imagens do lance foram interpretadas de maneiras diferentes por quem acompanhava a partida. Alguns torcedores entenderam que o lateral poderia ter sido expulso por ter acertado o rosto do jogador do Cruzeiro. Outros trataram a jogada como uma dividida forte, sem considerar que a ação fosse suficiente para uma punição mais severa. A ausência de cartão alimentou a discussão, especialmente porque o contato aconteceu de forma clara diante da disputa pela bola.
O árbitro uruguaio Gustavo Tejera optou por não interromper a sequência com uma advertência. A decisão foi mantida depois da análise do árbitro de vídeo, Andrés Cunha, também do Uruguai. Como não houve intervenção do VAR, o lance permaneceu sem cartão para Emerson Royal. A arbitragem, portanto, considerou que a jogada não exigia alteração da decisão tomada em campo.
O critério adotado por Tejera apareceu em outros momentos do duelo. Ao longo dos 90 minutos, o árbitro marcou 22 faltas e mostrou somente três cartões amarelos. Dois foram destinados a jogadores do Cruzeiro, enquanto um foi aplicado a um atleta do Flamengo. A quantidade de advertências indicou uma condução mais permissiva em relação aos contatos, algo que também foi observado na disputa envolvendo o lateral rubro-negro.
Flamengo domina a primeira etapa
Antes mesmo da polêmica, o Flamengo já havia assumido o controle do jogo. A equipe dirigida por Jardim ocupou o campo de ataque, circulou a bola e encontrou espaços especialmente pelo lado esquerdo. O Cruzeiro teve dificuldades para conter as investidas e não conseguiu impor o mesmo ritmo. A superioridade rubro-negra foi traduzida em volume ofensivo e em uma atuação mais intensa diante da torcida que lotou o Maracanã.
O domínio resultou no primeiro gol aos 34 minutos. Arrascaeta participou de uma tabela com Pedro e recebeu a bola em condições para finalizar. O camisa 10 acertou um chute forte, sem dar oportunidade de defesa ao goleiro Otávio. O lance encerrou uma sequência de pressão do Flamengo e colocou a equipe carioca em vantagem ainda no primeiro tempo.
Pedro teve papel importante na construção das principais jogadas ofensivas do Flamengo. Além de participar da assistência para Arrascaeta, o atacante apareceu novamente como pivô no segundo gol da equipe. A movimentação do centroavante ajudou a abrir espaços e permitiu que os jogadores que vinham de trás participassem das conclusões.
O Cruzeiro terminou a primeira etapa em desvantagem e com pouca capacidade de reação. O time mineiro não encontrava soluções para avançar com consistência e sofria com a pressão exercida pelo adversário. Pela quantidade de oportunidades e pelo controle territorial, o Flamengo poderia ter chegado ao intervalo com uma vantagem maior, segundo a avaliação apresentada sobre a partida.
Cruzeiro reage após intervalo
A equipe mineira voltou do vestiário com postura mais agressiva. Logo aos dois minutos do segundo tempo, uma finalização do Cruzeiro passou sobre a linha do gol. Os jogadores reclamaram que a bola teria entrado, mas a arbitragem não confirmou a marcação. O lance aumentou a tensão no início da etapa final e mostrou que o time visitante buscava uma reação imediata.
No ataque seguinte, o Cruzeiro conseguiu empatar. Gerson tocou para Romero, que finalizou cruzado e colocou a bola nas redes. O gol mudou momentaneamente a dinâmica do jogo. Depois de um primeiro tempo de domínio rubro-negro, os mineiros encontraram uma maneira de explorar o espaço ofensivo e igualaram o placar nos primeiros minutos da etapa final.
A resposta do Flamengo, contudo, veio rapidamente. Aos 16 minutos, Samuel Lino recebeu a bola após outra participação de Pedro como pivô. O atacante eliminou um defensor com categoria e concluiu a jogada, recolocando o time carioca em vantagem. O gol fez o placar voltar a favorecer o mandante e premiou uma combinação ofensiva construída com participação do centroavante e definição individual de Lino.
Flamengo sustenta vantagem no Maracanã
Depois de sofrer o segundo gol, o Cruzeiro tentou buscar novamente o empate. A equipe mineira teve iniciativa e procurou avançar, mas não conseguiu transformar a posse e as tentativas em oportunidades realmente efetivas. Faltaram criatividade e precisão para superar a defesa do Flamengo e chegar ao gol defendido por Rossi.
O Flamengo também não se limitou a administrar a vantagem. Na reta final, o time carioca voltou a criar as ameaças mais perigosas e permaneceu capaz de levar perigo ao gol adversário. Mesmo sob a tentativa de reação do Cruzeiro, a equipe rubro-negra manteve maior presença ofensiva e terminou o confronto com o triunfo por 2 a 1.
O resultado foi construído em um jogo de alternância após o intervalo, mas com uma diferença importante entre os times na etapa inicial. O Flamengo teve mais ritmo, vontade e qualidade na bola durante os primeiros 45 minutos. O Cruzeiro reagiu depois do descanso, empatou com Romero, porém permitiu que Samuel Lino recolocasse os cariocas à frente poucos minutos mais tarde.
A controvérsia envolvendo Emerson Royal permaneceu como um dos pontos de maior repercussão fora das quatro linhas. A discussão não alterou o resultado nem recebeu nova decisão da arbitragem durante a partida. O lance, no entanto, dividiu opiniões entre os torcedores, que avaliaram de forma distinta a intensidade do contato com Wesley e a possibilidade de um cartão vermelho.
Com Gustavo Tejera mantendo a decisão tomada em campo e Andrés Cunha sem recomendar revisão, o episódio terminou sem punição disciplinar para o lateral do Flamengo. Dentro de campo, a equipe carioca aproveitou a superioridade do primeiro tempo, respondeu ao empate do Cruzeiro e confirmou a vitória na Libertadores com gols de Arrascaeta e Samuel Lino. O time mineiro marcou com Romero, mas não encontrou a efetividade necessária para voltar a igualar a partida.