John Textor mudou o tom ao comentar a relação com Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do Botafogo. Depois de uma sequência de críticas públicas envolvendo os dois, o empresário norte-americano admitiu a possibilidade de uma reconciliação. Em entrevista à ESPN, Textor afirmou que espera, no futuro, sentar-se com Montenegro para tomar uma cerveja e superar as divergências que marcaram os últimos tempos.
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A declaração representa uma abertura ao diálogo, embora não apague as acusações e provocações trocadas anteriormente. O ex-controlador da SAF do Botafogo reconheceu que a relação chegou a um ponto de forte desgaste. Ainda assim, ao falar sobre o ex-presidente, deixou claro que não considera encerrada a possibilidade de uma aproximação entre os dois.
Textor admite desgaste com Montenegro
Textor disse que os dois passaram a se enfrentar publicamente por causa do Botafogo. O empresário também afirmou que os egos contribuíram para ampliar o conflito e avaliou que essa disputa prejudica o clube. Na entrevista, ele incluiu a si próprio na reflexão sobre o problema e questionou o que poderia ter feito para a situação alcançar aquele nível.
Em outro trecho, o norte-americano voltou a fazer críticas duras a Montenegro. Textor mencionou o apelido “Rei do Rebaixamento”, usado por ele para se referir ao ex-presidente, e afirmou que o dirigente seria provavelmente uma pessoa fantástica com a família e com outras pessoas. A ressalva, porém, foi acompanhada da avaliação de que a convivência entre os dois é afetada por questões de ego.
O empresário também adotou uma postura irônica ao falar do nome do ex-presidente. Segundo o relato publicado pelo FogaNet, Textor declarou que havia esquecido o nome de Montenegro e que não conseguia pronunciá-lo. Em seguida, explicou que as falas do ex-dirigente provocavam uma reação negativa nele. A manifestação foi feita no mesmo contexto em que o empresário defendeu a possibilidade de paz.
Convite para deixar a disputa para trás
Apesar das críticas, Textor afirmou que ainda existe esperança para a relação. O empresário disse esperar que um dia os dois possam beber cerveja juntos e superar o episódio. A fala foi apresentada como uma espécie de sinalização de paz, sem indicação de que tenha ocorrido uma conversa privada ou um acordo entre eles.
Textor ainda declarou gostar de cerveja, de pessoas e da cerveja brasileira. A referência serviu para reforçar o caráter informal da possibilidade de encontro com Montenegro. O ex-controlador não informou quando uma eventual reunião poderia acontecer e também não relatou qualquer iniciativa concreta para que os dois retomassem o diálogo.
A entrevista, portanto, registra uma mudança de disposição, não necessariamente uma reconciliação já concretizada. O que está confirmado é a manifestação pública de Textor a favor de uma futura aproximação. A fonte não apresenta resposta de Montenegro às declarações nem informa se o ex-presidente aceitou ou rejeitou o convite.
Durcesio Mello é apontado como amigo
Na mesma entrevista, John Textor foi questionado sobre quem considera seu principal amigo no futebol brasileiro. A resposta foi Durcesio Mello, também ex-presidente do Botafogo. O empresário foi enfático ao escolher o dirigente e afirmou que a amizade com ele ocupa posição especial entre suas relações no país.
Textor separou os dirigentes dos jogadores ao responder à pergunta. Ele mencionou ter amizade com atletas ligados ao Botafogo, como Alex Telles, Marçal e Júnior Santos. Também disse que continua acompanhando a vida de jogadores que deixaram o clube, sinalizando que os vínculos construídos durante sua passagem pela equipe não ficaram restritos aos profissionais que ainda fazem parte do elenco.
A menção a Durcesio Mello cria um contraste com a relação descrita com Montenegro. Enquanto Montenegro foi associado por Textor ao principal conflito vivido por ele no futebol brasileiro, Durcesio apareceu como a pessoa mais próxima do empresário entre os dirigentes do país. A fonte, contudo, não detalha quando a amizade começou nem quais episódios contribuíram para sua formação.
Relação com o Botafogo segue central
As declarações estão diretamente ligadas ao período em que Textor esteve à frente da SAF do Botafogo. O empresário foi apresentado na matéria como ex-controlador da estrutura responsável pelo futebol do clube. A disputa com Montenegro ocorreu por meio da imprensa e teve o Botafogo como principal ponto de referência, sem que a entrevista forneça novos detalhes sobre os episódios que deram origem às críticas.
O próprio Textor associou o embate ao funcionamento do clube e afirmou que os egos estariam destruindo essa instituição. Ao fazer essa avaliação, ele também assumiu parte da responsabilidade pela escalada do problema ao questionar suas próprias atitudes. A declaração não esclarece quais decisões específicas ele considera determinantes, mas mostra que o empresário reconhece a existência de participação dos dois lados na deterioração da relação.
O material também registra que Textor havia classificado Montenegro como seu pior inimigo no futebol brasileiro. Essa frase ajuda a dimensionar a distância entre os dois antes da nova manifestação. Mesmo após usar uma definição tão forte, o empresário passou a defender a hipótese de um encontro amistoso. A mudança não foi acompanhada por pedido formal de desculpas, retratação ou anúncio de negociação.
Sem resposta pública de Montenegro
Até o momento descrito pela fonte, não há declaração de Carlos Augusto Montenegro reagindo ao convite para uma cerveja. Também não foi informado se o ex-presidente pretende responder às críticas feitas por Textor ou se houve contato entre eles depois da entrevista. Por isso, não é possível afirmar que a sinalização tenha produzido uma reaproximação efetiva.
A notícia tampouco aponta qualquer alteração administrativa, esportiva ou institucional no Botafogo em razão das falas. O assunto permanece concentrado na relação pessoal e pública entre dois nomes ligados à história recente do clube. A principal novidade é a disposição manifestada por Textor para encerrar a troca de farpas em algum momento.
Ao citar Montenegro e Durcesio Mello na mesma conversa, Textor também expôs duas relações distintas construídas durante sua trajetória no futebol brasileiro. O primeiro foi associado ao conflito e às críticas recíprocas. O segundo foi identificado como seu maior amigo no país. Entre os jogadores, o empresário citou nomes que tiveram ligação com o Botafogo e afirmou manter contato ou interesse pela vida de alguns deles mesmo após suas saídas.
O caso ainda depende de uma eventual resposta de Montenegro para avançar além da declaração pública. Sem essa confirmação, a possibilidade de paz continua sendo uma intenção expressa por Textor, e não um acordo entre as partes. A expectativa apresentada pelo empresário é que o tempo permita superar as divergências e transforme uma relação marcada por ataques em uma convivência menos hostil.