Moisés, comprado por R$ 12 milhões, enfrenta forte concorrência e não é mais relacionado por Cuca.Foto: Reprodução da Internet
Moisés atravessa o momento mais delicado desde que chegou ao Santos. O atacante deixou de ser relacionado por Cuca e pode completar dois meses fora das listas para as partidas do clube, embora continue treinando normalmente com o restante do elenco.
A última atuação do camisa 21 ocorreu em 2 de setembro, no empate por 0 a 0 com o Palmeiras, pela Copa do Brasil. O resultado eliminou o Santos nas quartas de final da competição e marcou a participação mais recente do jogador em uma partida oficial.
Desde aquele confronto, Moisés não voltou a aparecer entre as opções do treinador. A ausência se repetiu inclusive no clássico contra o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro, quando o Santos tinha disponibilidade reduzida no setor ofensivo e, ainda assim, Cuca escolheu relacionar o jovem Pedro Assis.
Atacante perdeu espaço na disputa ofensiva
Moisés vinha sendo utilizado principalmente pelo lado esquerdo do ataque. A posição, porém, passou a ter uma concorrência diferente ao longo da temporada. Everton Cebolinha se tornou a principal alternativa para a função, enquanto Rony e Barreal também aparecem à frente do camisa 21 na avaliação atual da comissão técnica.
As últimas contratações ampliaram o número de opções ofensivas do Santos e alteraram a hierarquia do elenco. Na prática, Moisés deixou de disputar apenas minutos em campo e passou a ficar fora até da relação de jogadores disponíveis para o banco de reservas.
O cenário não representa uma saída do grupo de trabalho. O atacante segue participando dos treinamentos, mas a presença nas atividades não tem se convertido em oportunidades durante os jogos. A decisão, até aqui, é de natureza técnica, sem indicação de afastamento ou problema físico no material disponível.
Participação caiu depois da pausa do calendário
Moisés teve mais espaço no primeiro semestre sob o comando de Cuca. Ao todo, disputou 14 partidas nesse período, antes de ver sua utilização diminuir após a pausa do calendário.
Na etapa posterior, o atacante foi relacionado para sete jogos, mas entrou em campo somente duas vezes. Uma delas foi justamente contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil. A outra aconteceu na vitória do Santos por 4 a 1 sobre a UCV, da Venezuela, pela Copa Sul-Americana.
No duelo diante da equipe venezuelana, Moisés perdeu a bola dentro da área em uma jogada que terminou no gol adversário. O lance provocou irritação em Cuca e passou a fazer parte do contexto da redução de espaço do jogador, embora a fonte não indique que tenha havido uma decisão formal baseada exclusivamente naquele erro.
A queda de participação, portanto, ocorreu em um intervalo relativamente curto: de presença frequente no elenco durante a primeira metade do ano para apenas duas entradas em campo depois da pausa. A mudança também coincidiu com o aumento da concorrência pelas posições de ataque.
Investimento mantém situação em aberto
O Santos investiu 2 milhões de euros, aproximadamente R$ 12 milhões, para contratar Moisés junto ao Fortaleza. O vínculo assinado pelo atacante é válido até o fim de 2028 e prevê ainda o pagamento de bônus condicionado ao cumprimento de metas estabelecidas no acordo.
A contratação teve a aprovação de Juan Pablo Vojvoda, que deixou o comando do Santos cerca de um mês depois da chegada do jogador. Com a mudança no comando, Moisés passou a ser avaliado por Cuca, que inicialmente lhe concedeu oportunidades, mas depois reduziu gradualmente sua participação.
O contrato longo faz com que o jogador permaneça ligado ao clube apesar da perda de espaço imediata. Não há, no material disponível, informação sobre proposta de outro time, rescisão, empréstimo ou decisão do Santos de negociar o atacante. O dado confirmado é que ele continua integrado aos treinamentos e sem presença nas relações recentes.
Reta final aumenta a importância das escolhas
A situação ocorre na reta final da temporada, período em que o Santos tenta alcançar uma vaga na Libertadores. A disputa pelo objetivo torna cada escolha do treinador mais relevante, especialmente no setor ofensivo, onde Cuca conta atualmente com Everton Cebolinha, Rony e Barreal à frente de Moisés na busca por oportunidades.
Para voltar a ser relacionado, o atacante precisará recuperar espaço dentro dessa concorrência. O retorno não está confirmado nem tem prazo informado. A próxima convocação dependerá da avaliação da comissão técnica, de mudanças na hierarquia do ataque ou de uma necessidade específica do elenco.
Enquanto isso, Moisés mantém a rotina de treinamentos e aguarda uma nova oportunidade no Santos. O investimento feito pelo clube e a duração do contrato explicam a relevância do caso, mas não alteram a decisão atual de Cuca: nas últimas partidas, o camisa 21 não tem sido utilizado nem como opção no banco.
O momento se soma aos assuntos que cercam o trabalho do treinador na reta decisiva, como a definição das alternativas ofensivas e a busca por uma formação capaz de sustentar a campanha do Santos. Para Moisés, o desafio imediato é voltar a entrar na lista de relacionados antes de transformar o vínculo até 2028 em uma permanência sem participação esportiva.