Joaquín Freitas precisou de poucos minutos para deixar uma primeira impressão positiva no Flamengo. O atacante argentino, de 19 anos, entrou na parte final da vitória por 1 a 0 sobre o Remo, pelo Campeonato Brasileiro, e mostrou personalidade em uma partida disputada sob forte presença da torcida rubro-negra no Mangueirão, em Belém.
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Agustín RossiTitular
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ArrascaetaTitular
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Ayrton LucasTitular
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Emerson RoyalTitular
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Jorge CarrascalTitular
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JorginhoTitular
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Léo OrtizTitular
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Léo PereiraTitular
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Lucas PaquetáTitular
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PedroTitular
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Samuel LinoTitular
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Anthony ValenciaEntrou durante o jogo
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Bruno HenriqueEntrou durante o jogo
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Erick PulgarEntrou durante o jogo
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Joaquín FreitasEntrou durante o jogo
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Saúl ÑíguezEntrou durante o jogo
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Mesmo com tempo reduzido em campo, o jogador participou das ações ofensivas, suportou uma falta dura por trás logo no início de sua participação e continuou normalmente no jogo. A atuação não permite conclusões definitivas sobre seu futuro, mas reforçou características que já eram associadas ao atleta desde o período no River Plate: força física, velocidade, mobilidade e disposição para disputar cada lance.
O desempenho também foi bem recebido internamente. A comissão técnica de Leonardo Jardim avalia positivamente o comportamento do jovem, que encarou o gramado encharcado e a pressão de sua primeira partida pelo novo clube sem demonstrar desconforto. Nos primeiros contatos com a bola, Freitas chamou atenção pelo domínio e pela condução, além da movimentação para buscar espaços.
Freitas chegou ao Flamengo como uma alternativa para o comando do ataque, principalmente como reserva de Pedro. A ideia, porém, não limita o argentino à função de centroavante fixo. O jogador também pode atuar como segundo atacante ou meia-atacante, aproximando-se do camisa 9 e participando mais da construção das jogadas.
Durante a apresentação no Ninho do Urubu, o reforço explicou que prefere atuar como um camisa 9 móvel ou mais recuado. Ele afirmou que gosta de sair da área para tocar na bola e contribuir com o jogo ofensivo. A descrição combina com a maneira como foi observado em seus primeiros minutos no futebol brasileiro.
“Eu me considero um jogador intenso, bastante rápido para romper as linhas adiante, não tem uma bola perdida”, declarou o atacante durante a apresentação. Freitas também disse que procura participar das jogadas e disputar os lances com intensidade.
A versatilidade foi construída ainda na formação. No River Plate, o argentino chegou a atuar pela ponta direita e em funções que exigiam recomposição. A velocidade fez com que fosse utilizado em posições diferentes, embora sua preferência sempre tenha sido jogar como atacante ou meia-atacante. A força física, apontada como uma de suas virtudes desde a adolescência, também contribuiu para essa adaptação.
O novo camisa 30 chega, portanto, como uma peça que pode oferecer alternativas ao treinador. Em vez de apenas substituir Pedro em uma função semelhante, Freitas tem características para ocupar espaços próximos ao centroavante ou formar uma dupla de ataque com maior movimentação.
Torcida em Belém marca a estreia do argentino
A experiência de Freitas em Belém não se resumiu ao desempenho dentro das quatro linhas. O atacante ficou impressionado com a presença dos torcedores do Flamengo no Mangueirão e agradeceu pelo apoio recebido após a partida. A dimensão da torcida foi um dos aspectos que mais chamaram sua atenção no primeiro contato com o ambiente rubro-negro.
“Foi uma loucura a recepção da torcida do Flamengo. A torcida do River também tem muita gente. Os torcedores do Flamengo são incríveis”, afirmou o jogador na zona mista. Ele também agradeceu pela forma como foi recebido desde a chegada ao clube.
Antes da estreia, Freitas já havia acompanhado uma partida no Maracanã e conhecido parte da força da torcida. A mobilização dos rubro-negros fora do Rio de Janeiro, contudo, ampliou essa percepção. Para um atleta que deixou recentemente o futebol argentino, o apoio encontrado em uma cidade distante da sede do clube teve peso especial no início da adaptação.
O atacante também vem recebendo suporte dentro do elenco. Agustín Rossi, goleiro argentino do Flamengo, aparece como uma referência no processo de adaptação ao país e ao novo grupo. A comissão técnica e os companheiros também foram citados positivamente pelo jovem, que chegou ao clube vindo de um ambiente de grande cobrança no River Plate.
Projeto do Flamengo pesou na saída do River
A transferência foi apresentada por Freitas como uma decisão importante para a carreira. O atacante reconheceu que estava adaptado ao River Plate, mas afirmou que o projeto esportivo do Flamengo foi determinante para a mudança. A escolha, segundo ele, foi discutida com a família e com o estafe.
“Quando chegou a proposta, foi uma decisão difícil de tomar. Eu venho de um clube muito grande dentro do que é a América, que é o River, onde também tem uma pressão muito grande”, disse o argentino. Na avaliação do jogador, a possibilidade de crescimento e o planejamento do clube carioca foram decisivos para aceitar o desafio.
O Flamengo adquiriu 80% dos direitos econômicos do atacante. Há divergência sobre o valor total da operação: informações ligadas ao clube indicam US$ 7 milhões fixos, com cerca de US$ 2 milhões em bônus, enquanto o River Plate trata o negócio como uma negociação que pode alcançar US$ 15 milhões. Como os valores não coincidem, o montante definitivo depende da referência considerada e das eventuais metas previstas no acordo.
A negociação mostra a aposta do Flamengo em um jogador jovem, mas ainda não transforma Freitas em uma solução consolidada para o ataque. O argentino terá de disputar espaço e se adaptar ao futebol brasileiro, à exigência do clube e às decisões de Leonardo Jardim. A estreia contra o Remo foi apenas o primeiro passo, embora tenha oferecido sinais positivos sobre intensidade, personalidade e capacidade de atuar em diferentes funções.
Pedro aparece como referência para a evolução
Ao falar sobre a concorrência no elenco, Freitas tratou Pedro como uma oportunidade de aprendizado. O argentino elogiou a qualidade e a trajetória do centroavante brasileiro e afirmou que pretende observar seu companheiro no dia a dia.
“Eu sempre vou me espelhar no Pedro como centroavante porque é um jogador de qualidade enorme, com grande trajetória”, declarou. Freitas acrescentou que se identifica com atacantes que deixam a área para participar da construção e que pretende aproveitar a convivência para evoluir.
O ambiente do Flamengo oferece ao jovem contato com um elenco de alta cobrança e com competições relevantes. Na apresentação, ele também demonstrou entusiasmo com a possibilidade de disputar a Libertadores pelo clube, depois de defender o River Plate na Copa Sul-Americana. A adaptação será acompanhada a partir dos próximos compromissos, quando a comissão técnica poderá ampliar gradualmente sua participação.
Por enquanto, o primeiro contato com o futebol brasileiro deixou uma avaliação favorável. Freitas mostrou recursos técnicos nos domínios, força para suportar o contato físico e disposição para se movimentar. O Flamengo, por sua vez, ganhou uma alternativa ofensiva de apenas 19 anos, com margem para desenvolvimento e características diferentes das de um centroavante tradicional.