O Internacional decidiu manter Paulo Pezzolano no comando, mas já começou a mapear alternativas para o caso de uma mudança na comissão técnica. Entre os nomes consultados por pessoas ligadas ao clube está Thiago Carpini, atualmente livre no mercado. O contato, porém, ainda não representa uma negociação aberta nem indica que o treinador uruguaio esteja demitido.
A sondagem foi feita de maneira preventiva. A direção busca conhecer a disponibilidade de profissionais antes de tomar uma eventual decisão, evitando começar do zero caso o trabalho de Pezzolano seja interrompido. Conforme apurado pelo SC Inter, o nome de Carpini apareceu nesse levantamento, que ainda não evoluiu para proposta ou acordo.
Pezzolano segue respaldado internamente e prepara o time para enfrentar a Chapecoense no sábado, dia 13, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida ganhou importância por ocorrer em meio à pressão sobre o desempenho colorado e pela necessidade de reação na competição.
Carpini só avançaria após eventual saída
Thiago Carpini está sem clube desde julho, quando deixou o Fortaleza. O técnico também manteve conversas recentes com o Sport, mas as partes não chegaram a um entendimento. Depois disso, o clube pernambucano encaminhou a contratação do argentino Mariano Soso, e Carpini permaneceu disponível para receber novas propostas.
Durante os contatos feitos por pessoas ligadas ao Internacional, o estafe do treinador indicou que ele não pretende negociar com equipes que já tenham um técnico empregado. A condição impede, neste momento, que a aproximação avance para uma tratativa mais concreta com o Colorado.
Na prática, qualquer conversa aprofundada dependeria de uma eventual saída de Pezzolano. Enquanto o uruguaio continuar no cargo, Carpini aparece apenas como uma alternativa analisada pelo clube. A consulta serviu para entender o cenário futuro, e não para formalizar uma contratação imediata.
Essa distinção é importante porque a movimentação de mercado não equivale a uma decisão pela troca de comando. O Internacional pode avaliar nomes e, ao mesmo tempo, manter o treinador atual à frente da preparação para a próxima rodada. Por enquanto, é exatamente esse o cenário no Beira-Rio.
Derrota para o Santos aumentou a pressão
A permanência de Pezzolano foi discutida após a derrota por 3 a 2 para o Santos, no Beira-Rio. Depois do resultado, diretoria e comissão técnica permaneceram reunidas por mais de uma hora para avaliar o momento da equipe e o futuro do treinador.
A conclusão foi pela continuidade do uruguaio, que recebeu mais uma oportunidade para tentar mudar a trajetória do time. O revés, entretanto, manteve o Internacional em uma sequência de dez partidas sem vitória no Campeonato Brasileiro, marca que ampliou a cobrança sobre o trabalho e a necessidade de uma resposta imediata.
A pressão não se limita ao resultado recente. O Colorado precisa interromper a série negativa em um confronto contra a Chapecoense, lanterna da competição. A posição do adversário aumenta a expectativa por uma reação, já que um novo tropeço em casa ou diante de um rival que ocupa a última colocação tende a tornar o ambiente ainda mais difícil para a comissão técnica.
Desempenho contra a Chapecoense será observado
Pezzolano está garantido pelo menos até o compromisso de sábado. A avaliação posterior, conforme o cenário apresentado, poderá considerar tanto o placar quanto o desempenho da equipe. Uma vitória acompanhada de evolução pode fortalecer a permanência do treinador, enquanto um resultado negativo aumentaria a pressão por uma mudança.
O jogo também representa uma oportunidade para o Inter apresentar sinais de reação depois de uma sequência prolongada sem vencer. A direção precisa avaliar se o grupo responde às orientações da comissão técnica e se há elementos esportivos que sustentem a continuidade do trabalho. Esses fatores podem pesar na análise interna após a partida.
A busca por informações sobre Carpini se encaixa nesse planejamento. Ao consultar previamente um técnico disponível, o clube passa a conhecer uma possibilidade de mercado caso decida abrir uma vaga. Isso reduz o tempo de procura em uma eventual troca, mas não significa que o profissional já tenha sido escolhido ou que outros nomes não possam ser considerados.
Também não há, no momento, negociação paralela entre Carpini e o Internacional. A restrição apresentada pelo estafe do treinador deixa qualquer avanço condicionado à saída de Pezzolano. Enquanto essa hipótese não se concretizar, o técnico segue responsável pela preparação colorada e pelo comando da equipe no Campeonato Brasileiro.
O Internacional, portanto, trabalha com duas frentes: mantém a comissão técnica atual para o duelo com a Chapecoense e monitora alternativas para um possível cenário de mudança. A definição dos próximos passos dependerá da resposta do time em campo e da avaliação da direção depois da 27ª rodada.