O Internacional chega ao Gre-Nal desta quinta-feira, às 20h, na Arena, diante de uma oportunidade para alterar o rumo de uma temporada marcada por pressão. O clássico vale uma vaga nas semifinais da Copa do Brasil, depois do empate sem gols no jogo de ida, no Beira-Rio. Para avançar no tempo normal, o Colorado precisa vencer por qualquer placar. Uma nova igualdade levará a definição para os pênaltis.
NOTAS DA TORCIDA
Avalie os jogadores na última partida
3 × 2 Brasileirão Série A
✓
Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
Alan PatrickTitular
Média8,0
Alexandro BernabeiTitular
Média7,0
Braian AguirreTitular
Média6,3
Bruno HenriqueTitular
Média7,0
Félix TorresTitular
Média6,0
Guillermo MaripánTitular
Média7,0
Matheus BahiaTitular
Média7,0
Matheus CunhaTitular
Média6,7
RonaldoTitular
Média6,3
Thiago MaiaTitular
Média8,3
VitinhoTitular
Média6,7
Antonio SanabriaEntrou durante o jogo
Média6,3
CalebeEntrou durante o jogo
Média6,0
Johan CarboneroEntrou durante o jogo
Média7,0
JuninhoEntrou durante o jogo
Média6,7
Niclas EliassonEntrou durante o jogo
Média6,7
✓ Resultado final baseado em 48 voto(s) da torcida.
A situação no Campeonato Brasileiro aumenta o peso do confronto. O time comandado por Paulo Pezzolano atravessa uma sequência de nove partidas sem vitória e entrou na zona de rebaixamento no último domingo. A competição mata-mata, portanto, aparece como uma possibilidade concreta de resposta esportiva em meio à instabilidade.
Ataque precisa produzir mais no clássico
O setor ofensivo é um dos principais pontos de atenção para o Internacional. A equipe tem um dos piores ataques do Brasileirão e ainda tenta encontrar uma solução para a vaga deixada por Borré, negociado com o River Plate. No fim da partida contra o Atlético-MG, Pezzolano chegou a improvisar o zagueiro Juninho como centroavante.
Antonio Sanabria foi anunciado recentemente como alternativa para o comando de ataque. Alerrandro também está no elenco, mas não atua desde 17 de agosto, quando entrou no empate com o Remo. Eliasson, contratado para atuar pelos lados, é outra opção incorporada ao grupo, embora venha sendo reserva.
A ausência de Alan Patrick também interfere na construção das jogadas. No primeiro duelo com o Grêmio, o capitão começou no banco, e o Inter teve dificuldade para criar pelo corredor central, recorrendo com frequência às bolas pelas laterais. O camisa 10, que marcou nove gols em clássicos contra o rival neste século, participou diretamente dos dois gols colorados na derrota para o Bahia, com um gol e uma assistência.
Velocidade pode ser alternativa para vencer na Arena
O comportamento do Grêmio como mandante pode abrir espaços diferentes dos encontrados no primeiro jogo. A necessidade de buscar o resultado tende a exigir momentos de maior agressividade do Tricolor, o que pode favorecer a velocidade dos jogadores colorados pelos corredores.
Carbonero, Vitinho e Bernabei aparecem como peças capazes de explorar esse tipo de situação. O problema está na execução: nos últimos compromissos, o Internacional tem acelerado mal as transições e cometido erros no passe final. Ainda assim, esse foi um caminho importante em vitórias obtidas contra Corinthians e Santos como visitante antes da parada para a Copa do Mundo.
O técnico também terá de recuperar a confiança de um elenco pressionado pelos resultados. Depois da derrota para o Bahia, Pezzolano afirmou que o grupo precisa estar plenamente preparado no aspecto mental para voltar a vencer. O retrospecto recente em Gre-Nais reforça a necessidade de equilíbrio: na primeira partida da final do Campeonato Gaúcho, o Inter perdeu por 3 a 0 para o Grêmio na Arena, em um jogo cujo placar foi construído após a expulsão de Bernabei.
Crise financeira atravessa a preparação
O ambiente interno ganhou outro elemento de tensão durante a semana do clássico. Os jogadores decidiram não concentrar antes do Gre-Nal por causa do atraso de dois meses nos pagamentos de direitos de imagem. A programação prevista para a partida indica concentração do elenco.
O presidente Alessandro Barcellos declarou que a prioridade é regularizar os vencimentos o mais rapidamente possível. A resolução da pendência não garante, por si só, uma mudança no desempenho, mas pode retirar do centro das discussões um problema que alcançou diretamente o vestiário antes de uma decisão.
O momento torna a classificação especialmente relevante para o Internacional. A eliminação aumentaria a pressão já provocada pela campanha no Brasileiro, enquanto a vaga nas semifinais poderia oferecer ao grupo um resultado capaz de interromper a sequência negativa. O desafio, porém, exige solucionar problemas que apareceram tanto na produção ofensiva quanto na estabilidade emocional.
Histórico favorece o Colorado em decisões nos pênaltis
Se o Gre-Nal terminar novamente empatado, o Internacional terá a seu favor um retrospecto superior nas decisões por penalidades entre os rivais. Segundo levantamento do Correio do Povo, os clubes já disputaram oito clássicos definidos nos pênaltis, com seis vitórias coloradas e duas gremistas.
A última dessas decisões ocorreu em 2019, na Arena, pelo Campeonato Gaúcho. O Grêmio venceu nas cobranças após um empate sem gols. Antes disso, o Inter havia levado a melhor em uma disputa que valeu vaga na semifinal da Copa do Brasil de 1992, quando o goleiro paraguaio Gato Fernández foi decisivo.
O histórico também reúne confrontos por troféus, pontos e títulos estaduais. Em 2011, o Colorado venceu duas decisões consecutivas contra o rival nos pênaltis e conquistou o Campeonato Gaúcho. Os números não determinam o resultado desta quinta-feira, mas acrescentam um componente ao duelo que já chega equilibrado após 90 minutos sem gols no Beira-Rio.
Com a série empatada e a classificação em jogo, o Internacional precisa combinar eficiência no ataque, melhor uso das transições e controle da pressão para deixar a Arena com a vaga. Caso não consiga abrir vantagem no tempo regulamentar, terá de lidar com a disputa que historicamente tem sido mais favorável ao clube.