Hulk encerrou a passagem pelo Atlético-MG sem ressentimentos, segundo o próprio atacante. Em entrevista à Romário TV, conduzida pelo jornalista Romário, o jogador afirmou que mantém uma relação de respeito e gratidão com o clube mineiro, mesmo após deixar Belo Horizonte em maio de 2026. Atualmente no Fluminense, ele também relatou bastidores da despedida e disse ter recebido apoio de pessoas ligadas diretamente ao futebol do Galo.
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2 × 0 Brasileirão Série A
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Alan FrancoTitular
Média8,0
AlexsanderTitular
Média7,0
BernardTitular
Média6,0
Gabriel DelfimTitular
Média7,0
Kevin CastañoTitular
Média8,0
NatanaelTitular
Média9,0
ReinierTitular
Média6,0
Renan LodiTitular
Média9,0
Tomás CuelloTitular
Média7,0
Victor HugoTitular
Média8,0
VitãoTitular
Média9,0
Alan MindaEntrou durante o jogo
Média6,0
FredEntrou durante o jogo
Média9,0
Gustavo ScarpaEntrou durante o jogo
Média8,0
Mateo CassierraEntrou durante o jogo
Média6,0
Vitor HugoEntrou durante o jogo
Média6,0
✓ Resultado final baseado em 16 voto(s) da torcida.
O atacante foi questionado sobre a possibilidade de ter saído em meio a algum desgaste interno. A resposta foi de distanciamento em relação a qualquer conflito. Hulk declarou que não se arrepende das decisões tomadas e reforçou que sua história no Atlético é maior do que interesses individuais.
“Não tenho mágoa nenhuma. Tudo é como tem que ser. Não me arrependo do que faço. Não sei como alguém pensa que eu tenho algo contra o Galo e vice-versa. Tem respeito e gratidão de todas as partes. O Atlético é muito maior do que o Hulk, e tenho respeito e gratidão por tudo”, afirmou.
Atacante aponta respaldo no departamento de futebol
Na mesma conversa, Hulk admitiu que poderia haver pessoas no clube interessadas em antecipar sua saída ou até em vê-lo encerrar a carreira. Ele, porém, separou essa possibilidade da postura dos profissionais que acompanhavam o trabalho da equipe no dia a dia.
De acordo com o atacante, os integrantes diretamente envolvidos na rotina do futebol demonstravam vontade de contar com ele. Hulk citou especificamente Eduardo Domínguez, treinador do Atlético-MG, a quem se referiu pelo apelido “Barba”. Segundo o jogador, o técnico manifestou esse desejo em uma conversa antes da despedida.
“No meu entendimento, talvez sim, tinha pessoas no Atlético que queriam que eu me aposentasse. Mas não as pessoas do dia a dia que fazem parte do futebol. Uma das coisas que me deixava tranquilo era que o pessoal do dia a dia queria que eu continuasse. O próprio Barba, quando fui falar com ele, disse que queria contar comigo”, relatou.
Hulk não citou nomes ao falar sobre quem poderia desejar sua saída. A declaração, portanto, não identifica dirigentes ou outros profissionais envolvidos na decisão. O ponto destacado pelo atacante foi a diferença entre eventuais opiniões internas e o respaldo que afirma ter encontrado na comissão técnica e no ambiente de trabalho.
Saída encerrou ciclo de mais de cinco temporadas
A despedida colocou fim a uma das passagens mais marcantes do Atlético-MG neste século. Hulk chegou ao clube depois de avaliar propostas de outras equipes. Em seu relato, contou que recebeu sondagens de times brasileiros, entre eles o Palmeiras, além de ofertas do futebol turco.
A escolha pelo Galo ganhou força após uma conversa com Rodrigo Caetano, então diretor de futebol. Hulk explicou que estava havia quase 30 dias de férias no Brasil e já havia decidido não renovar seu contrato na China. O projeto apresentado pelo dirigente, segundo o jogador, foi determinante para a decisão.
“Quando o Caetano apresentou o projeto, vi que era grandioso. Estava há quase 30 dias de férias no Brasil e tinha avisado que não ia renovar na China. Conversei com muitos clubes aqui. Perguntaram por que não fui para o Palmeiras, e o Palmeiras ia jogar a final da Libertadores. Eles queriam esperar a final para a gente sentar. Eu disse que não ia garantir nada. Chegaram outras da Turquia também. Quando vi o projeto do Galo, vi que ia dar certo. E deu certo”, disse.
O balanço estatístico ajuda a dimensionar o impacto do atacante. Hulk disputou 311 partidas pelo Atlético-MG, marcou 140 gols e registrou 56 assistências. Ao todo, participou diretamente de 196 gols e conquistou oito troféus com a camisa alvinegra.
Entre os títulos estão o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil de 2021, a Supercopa do Brasil de 2022 e cinco edições do Campeonato Mineiro. O atacante também se tornou o maior goleador do Atlético no século XXI e lidera a artilharia do clube na Libertadores, com 16 gols. Em 2025, alcançou a marca de 500 gols na carreira profissional.
Hulk tenta consolidar nova fase no Fluminense
Depois da saída do Atlético, Hulk passou a defender o Fluminense. A adaptação inicial foi descrita como difícil: aos 39 anos, o atacante precisou de algumas semanas para recuperar ritmo e chegou a ser vaiado nas primeiras apresentações pelo novo clube.
O cenário mudou com a chegada de Marcão. Segundo o material apurado, Hulk ganhou mais liberdade no sistema ofensivo e passou a ocupar papel de destaque na equipe tricolor. Em dez partidas, acumulava cinco gols e duas assistências, participação direta em sete tentos.
A fase positiva no Fluminense ocorre enquanto o jogador busca novos objetivos na carreira. O próximo desafio mencionado na entrevista era o confronto com o Platense, no Maracanã, pelas quartas de final da Libertadores. A competição continental aparece como uma das conquistas que ainda fazem parte das ambições do veterano.
Mesmo em um novo clube, Hulk tratou de preservar o vínculo com o Atlético-MG. A declaração sobre a saída não trouxe acusações nem apontou responsáveis por uma eventual ruptura. O atacante preferiu ressaltar o legado construído, os títulos conquistados e a relação de gratidão mantida com o Galo.