A vaga do Grêmio na semifinal da Copa do Brasil não mudou a principal urgência do clube na temporada: melhorar o desempenho no Campeonato Brasileiro. O triunfo por 3 a 1 sobre o Internacional, na última quinta-feira (3), garantiu a continuidade da equipe no torneio eliminatório, mas a situação nos pontos corridos ainda exige uma resposta imediata.
NOTAS DA TORCIDA
Avalie os jogadores na última partida
3 × 1 Copa do Brasil
✓
Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
Carlos ViníciusTitular
Média—
Cristian PavónTitular
Média—
Diego CaitoTitular
Média—
Erick NoriegaTitular
Média—
Filip KrovinovicTitular
Média—
Francis AmuzuTitular
Média—
MarlonTitular
Média—
Mathías VillasantiTitular
Média—
WallaceTitular
Média—
Walter KannemannTitular
Média—
WevertonTitular
Média—
Danilo BarbosaEntrou durante o jogo
Média—
Gustavo MartinsEntrou durante o jogo
Média—
José EnamoradoEntrou durante o jogo
Média—
Juan NardoniEntrou durante o jogo
Média—
TetêEntrou durante o jogo
Média—
✓ Resultado final baseado em 0 voto(s) da torcida.
O próximo compromisso será contra o Vitória, nesta segunda-feira (7), às 20h (de Brasília), no Barradão, pela 26ª rodada. Com 28 pontos, o time gaúcho chega ao confronto apenas um ponto à frente do adversário, que ocupa a 14ª posição, com 29. Vasco e Internacional, ambos com 25 pontos, abrem a zona de rebaixamento.
A proximidade entre as equipes transforma a partida em um confronto direto na parte inferior da classificação. Uma vitória em Salvador pode fazer o Grêmio abrir seis pontos de vantagem sobre a zona de descenso, considerando a pontuação dos concorrentes que iniciam a rodada nesse grupo. Por isso, o jogo ganhou peso maior no planejamento tricolor do que a repercussão imediata da classificação na Copa do Brasil.
Em entrevista ao UOL, o executivo de futebol Paulo Pelaipe afirmou que a reação no Brasileirão é a prioridade do clube. O dirigente classificou o duelo com o Vitória como uma decisão e indicou que o Grêmio precisa aproveitar a mudança no calendário para buscar maior regularidade.
Pelaipe relacionou a diferença entre as campanhas nas copas e no campeonato ao acúmulo de partidas. Durante parte da temporada, o Grêmio precisou conciliar o Brasileirão com a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana, cenário que aumentou o número de viagens e reduziu o intervalo de recuperação entre os compromissos.
O clube foi eliminado da competição continental na fase de playoffs, há pouco mais de um mês. Antes disso, a equipe teve de lidar com deslocamentos para diferentes regiões do Brasil e também para a América do Sul, além de partidas realizadas em sequência curta. Na avaliação do executivo, esse tipo de rotina afeta o rendimento dos clubes brasileiros.
O dirigente também afirmou que os elencos do país não costumam ter profundidade suficiente para sustentar três competições simultaneamente sem oscilações. A sequência de jogos aos sábados e terças-feiras ou aos domingos e quartas-feiras, combinada com viagens, foi apontada como um dos fatores que dificultaram a manutenção do desempenho no campeonato nacional.
A classificação diante do Internacional, portanto, representa um resultado importante, mas não resolve o problema esportivo mais imediato. O Grêmio ainda precisa converter a confiança obtida no clássico em pontos no Brasileirão, especialmente em uma rodada na qual enfrenta um adversário que está somente uma posição e um ponto à frente.
Direção mantém confiança em Luís Castro
Mesmo com a campanha irregular nos pontos corridos, a direção não trata a permanência de Luís Castro como uma questão em aberto neste momento. Pelaipe declarou que o clube acompanha o trabalho realizado no centro de treinamento e mantém confiança no treinador, na comissão técnica e no elenco.
O respaldo está ligado à compreensão de que o grupo ainda passa por um processo de formação. O Grêmio contratou jogadores durante a temporada, perdeu atletas e ampliou a utilização de jovens enquanto seguia envolvido em diferentes competições. A reformulação ocorreu ao mesmo tempo em que a equipe precisava disputar partidas decisivas.
Luís Castro assumiu o comando em meio a uma mudança mais ampla no futebol do clube. Para a direção, a montagem do elenco ainda está em desenvolvimento, e a equipe precisa de tempo para criar entrosamento e estabelecer uma resposta mais estável. A eliminação na Sul-Americana reduziu a quantidade de compromissos, mas a pressão por resultados no campeonato permanece.
“Ano de travessia” orienta o planejamento
Pelaipe definiu 2026 como um “ano de travessia” para o Grêmio. A expressão resume as alterações conduzidas pela gestão em áreas esportivas e financeiras, com redução da folha salarial, saída de jogadores e maior espaço para atletas formados no clube.
Segundo o executivo, a direção já esperava enfrentar dificuldades durante a transição. O desafio foi alterar a composição do grupo com a temporada em andamento, sem abandonar a disputa por objetivos relevantes. A equipe continuou competindo pela Copa do Brasil, ao mesmo tempo que precisava acumular pontos para se afastar da zona de rebaixamento.
A semifinal da Copa do Brasil oferece ao Grêmio a possibilidade de continuar em uma competição de mata-mata, mas o clube passou a concentrar sua atenção imediata no Campeonato Brasileiro. A partida contra o Vitória será a primeira oportunidade após o clássico para colocar em prática a reação defendida pela direção.
O adversário também chega sob pressão. O Vitória perdeu os quatro jogos mais recentes que disputou, considerando partidas pelo Brasileirão e pela Copa do Brasil. A sequência diminuiu a margem de segurança do time baiano, mas não elimina a dificuldade de um confronto fora de casa contra uma equipe que está diretamente envolvida na luta para escapar da parte inferior da tabela.
O resultado no Barradão terá efeito direto sobre a distância entre os dois clubes e sobre a margem do Grêmio em relação aos concorrentes. Uma vitória pode fortalecer a recuperação pretendida por Pelaipe; qualquer tropeço, por outro lado, mantém a equipe próxima da zona de rebaixamento e prolonga a pressão sobre o trabalho de Luís Castro, ainda respaldado pela direção.