Grêmio chega ao Gre-Nal com quase meio time renovado
Para enfrentar o Inter pela Copa do Brasil, Luís Castro prepara uma escalação bastante diferente da usada no clássico de abril, com mudanças em todos os setores.
O Grêmio terá uma formação bastante diferente no próximo Gre-Nal. O time preparado por Luís Castro para enfrentar o Internacional pela ida das quartas de final da Copa do Brasil apresenta mudanças importantes em comparação com a equipe utilizada no clássico anterior. Entre negociações, lesões, reforços e alterações de função, quase metade dos titulares foi modificada no intervalo de 199 dias entre os dois confrontos.
A partida está marcada para esta quinta-feira, dia 27, às 20h, no Beira-Rio. Será o primeiro duelo entre os rivais gaúchos nesta edição do mata-mata nacional. O Grêmio chega ao compromisso com uma provável escalação que preserva parte da estrutura tática, mas reúne personagens diferentes em setores decisivos, principalmente na defesa, no meio-campo e no ataque.
Uma escalação com novas peças
No Gre-Nal disputado em 11 de abril, pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o Grêmio começou com Weverton; Pavón, Gustavo Martins, Viery e Pedro Gabriel; Noriega, Nardoni e Arthur; Tetê, Carlos Vinícius e Amuzu. A formação projetada para o encontro no Beira-Rio é Weverton; Diego Caito, Wallace, Kannemann ou Gustavo Martins e Marlon; Noriega, Villasanti e Krovinović; Pavón, Carlos Vinícius e Amuzu.
A comparação direta aponta alterações em diferentes linhas. Diego Caito aparece na lateral direita, Wallace ganha espaço na zaga, Marlon é o provável dono da lateral esquerda e Villasanti e Krovinović surgem no meio-campo. Kannemann também pode retornar à equipe inicial, embora Gustavo Martins seja mencionado como alternativa para a posição.
Considerando a presença de Kannemann na defesa, cinco titulares seriam diferentes em relação ao clássico de abril. A conta envolve Diego Caito, Wallace, Kannemann, Marlon e as mudanças provocadas pelas entradas de Villasanti e Krovinović em vagas ocupadas anteriormente por outros jogadores. A quantidade de alterações mostra o processo de remodelação vivido pelo elenco no período.
Diego Caito altera o papel de Pavón
Uma das transformações mais claras está relacionada a Pavón. No último Gre-Nal, o argentino foi escalado como lateral-direito, uma escolha que recebeu questionamentos por causa das dificuldades defensivas apresentadas pelo jogador. Para o novo clássico, a tendência é que ele volte a atuar no setor ofensivo, função em que teve melhores atuações.
A chegada de Diego Caito, lateral de origem, abriu espaço para essa mudança. Com um jogador específico para ocupar o corredor direito, Luís Castro passou a ter maior possibilidade de devolver Pavón ao ataque. A queda de rendimento de Tetê também contribuiu para a recuperação do argentino entre os candidatos à titularidade.
Pavón, portanto, pode iniciar dois Gre-Nais consecutivos, mas em posições completamente diferentes. A alteração não representa apenas uma troca nominal na escalação. Ela modifica a maneira como o Grêmio distribui suas peças pelos lados do campo e busca aproveitar melhor uma característica ofensiva do atacante argentino.
Meio-campo passa por reformulação
O setor que mais sofreu mudanças foi o meio-campo. No clássico de abril, Arthur era apontado como o principal responsável pela organização da equipe, tendo Nardoni e Noriega ao seu redor. Para a partida da Copa do Brasil, Arthur já deixou o clube, enquanto Nardoni está lesionado. Noriega é uma das poucas permanências previstas na comparação entre as duas equipes.
Villasanti volta a aparecer entre os titulares depois de enfrentar problemas físicos no primeiro semestre. Sua presença altera a composição do setor e oferece a Luís Castro uma peça que não estava disponível nas mesmas condições no primeiro encontro. O paraguaio passa a ocupar uma das vagas abertas pelas mudanças no elenco e pela lesão de Nardoni.
A outra novidade é Krovinović. O meio-campista croata ganhou espaço nas partidas mais recentes e é cotado para começar o clássico. Ele entrou no jogo contra o Atlético-MG e depois foi titular diante do Bragantino. O duelo no Beira-Rio poderá marcar sua estreia em Gre-Nais, caso a projeção da comissão técnica se confirme.
A tendência é que o Grêmio continue próximo do desenho 4-2-3-1. A estrutura permanece reconhecível, com uma linha defensiva de quatro jogadores, meio-campo organizado e três atletas mais adiantados atrás ou ao redor do centroavante. O que mudou foi a combinação das peças disponíveis e a função atribuída a alguns nomes.
Defesa também ganha novos titulares
Na linha defensiva, a negociação de Viery com o futebol italiano abriu uma vaga. O zagueiro deixou o clube e sua posição passou a ser disputada por jogadores que não estavam na formação do primeiro Gre-Nal. Wallace, contratado posteriormente junto ao CRB, assumiu espaço e aparece como provável titular no confronto decisivo.
A situação de Kannemann ainda é apresentada como uma possibilidade, com Gustavo Martins como alternativa. No clássico de abril, Gustavo Martins começou jogando ao lado de Viery. A configuração agora pode reunir Kannemann e Wallace, mas a definição do treinador ainda permite uma variação na dupla de zaga.
Nas laterais, Diego Caito e Marlon são os nomes projetados para substituir Pavón e Pedro Gabriel. A mudança cria uma defesa com jogadores mais habituados às respectivas funções de corredor. No lado direito, esse ajuste também está diretamente ligado à decisão de utilizar Pavón mais avançado.
Ataque mantém três nomes
Apesar das modificações em outras áreas, o setor ofensivo conserva três nomes da escalação utilizada em abril. Pavón, Carlos Vinícius e Amuzu seguem entre os principais candidatos às vagas no ataque. A permanência do trio indica uma tentativa de manter referências ofensivas enquanto o restante do time é reorganizado.
Carlos Vinícius continua sendo considerado para a função central, enquanto Amuzu permanece entre as opções mais fortes para atuar pelo lado. Pavón tende a completar a linha ofensiva, agora com a expectativa de contribuir em uma posição mais próxima de suas características originais.
Essa continuidade não significa que o ataque seja idêntico ao do clássico anterior. A mudança de Pavón da lateral para a frente altera o equilíbrio da equipe. No primeiro encontro, o argentino precisou cumprir uma função defensiva; desta vez, a projeção é de que ele participe das ações ofensivas desde o início.
Grêmio busca resposta no mata-mata
O duelo contra o Internacional acontece em um momento de pressão para o Grêmio, segundo a avaliação apresentada na fonte. A comissão técnica tenta encontrar uma formação capaz de responder no confronto de ida das quartas de final da Copa do Brasil, competição que passa a exigir decisões em dois jogos.
As alterações feitas por Luís Castro refletem acontecimentos distintos. Algumas foram provocadas pela saída de jogadores, como Arthur e Viery. Outras decorreram de problemas físicos, casos de Nardoni e Villasanti, enquanto Diego Caito e Wallace passaram a fazer parte do elenco. Também houve mudanças motivadas pelo rendimento e pela busca por uma utilização mais adequada de Pavón.
O novo Gre-Nal, assim, colocará à prova uma equipe que mantém a base do sistema, mas não repete a escalação do clássico de 11 de abril. Weverton, Noriega, Pavón, Carlos Vinícius e Amuzu são os nomes que aparecem nas duas projeções. Todos os demais setores têm alterações possíveis ou confirmadas na comparação apresentada.
A escalação oficial ainda depende da confirmação de Luís Castro. A principal dúvida está na zaga, entre Kannemann e Gustavo Martins. Fora essa disputa, a formação projetada indica Diego Caito, Wallace, Marlon, Villasanti e Krovinović como as principais novidades do Grêmio para o confronto no Beira-Rio.