O Grêmio terá uma janela curta para definir se poderá contar com seus dois laterais titulares na retomada do Campeonato Brasileiro. Diego Caito, pela direita, e Marlon, pela esquerda, ainda não participaram dos trabalhos no gramado e permanecem sob os cuidados do departamento médico.
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O duelo contra o Remo está marcado para 7 de outubro, no estádio Mangueirão, em Belém. A delegação gremista tem embarque previsto para a manhã de segunda-feira, dia 5, em voo fretado. Por isso, o domingo aparece como o limite prático para que os jogadores sejam liberados e incluídos no planejamento da viagem.
A presença na delegação, contudo, não significará automaticamente que os dois estarão em condições de começar a partida. Após a autorização médica, Caito e Marlon ainda precisarão passar pela transição física no campo, etapa acompanhada por preparadores e fisiologistas. Só depois dessa fase poderão retomar os trabalhos com bola junto ao restante do elenco.
Diego Caito tem cenário mais favorável
O lateral-direito é quem reúne, neste momento, a perspectiva mais positiva de retorno. Ele sofreu uma lesão muscular depois da derrota para o Botafogo, mas o problema foi considerado de menor gravidade. A avaliação abre espaço para uma evolução rápida, desde que o jogador responda bem aos testes e às atividades previstas na recuperação.
Mesmo com o quadro menos preocupante, Caito ainda não voltou às atividades no campo. A comissão técnica, portanto, precisará acompanhar não apenas a liberação clínica, mas também a capacidade do atleta de suportar a carga de treinamento antes de transformá-lo em opção para o confronto em Belém.
Marlon depende da evolução da lesão na coxa
O caso do lateral-esquerdo exige mais cautela. Marlon trata uma lesão de grau II no reto femoral da coxa direita, diagnosticada em setembro. Quando o problema foi identificado, a previsão inicial de recuperação ficou entre 20 e 30 dias.
Essa estimativa mantém a possibilidade de retorno contra o Remo, mas não assegura a participação. O prazo projetado precisa ser acompanhado pela resposta do jogador no processo de recuperação, especialmente na transição para o campo e na retomada dos exercícios com bola.
A ausência dos dois nos trabalhos desta terça-feira mantém a definição em aberto. O Grêmio ainda terá de esperar a evolução clínica para saber se poderá preservar os titulares das laterais ou se precisará preparar uma formação alternativa para os dois lados da defesa.
Suspensões aumentam a pressão sobre a escalação
Além das dúvidas médicas, Renato Portaluppi já sabe que terá de lidar com duas suspensões. Gustavo Martins e Erick Noriega não estarão disponíveis para o compromisso, o que reduz a margem de manobra da comissão técnica na montagem da equipe.
Nesse cenário, a recuperação de Caito e Marlon teria efeito direto sobre o planejamento. A volta dos laterais evitaria mudanças adicionais em setores importantes e permitiria que o treinador concentrasse o trabalho nas ausências já confirmadas. Caso a dupla não seja liberada até domingo, será necessário avançar na preparação de substitutos antes da viagem.
O cronograma em Belém prevê dois treinamentos antes da partida no Mangueirão. Essas atividades poderão ajudar na adaptação final da equipe, mas não eliminam a necessidade de que Renato tenha uma definição prévia para as laterais. O intervalo entre o embarque e o jogo será utilizado para ajustes, e não para resolver integralmente dúvidas que ainda dependam de avaliação médica.
Até a conclusão das próximas etapas, Diego Caito e Marlon seguem como dúvidas para o confronto. O Grêmio trabalha com a possibilidade de recuperar ao menos parte da dupla, mas precisa respeitar o processo de retorno para não antecipar a utilização dos jogadores. A decisão final dependerá da liberação médica, da transição física e da resposta apresentada nos treinamentos que antecederem a viagem.