Para o Náutico, o ponto conquistado fora de casa teve valor na disputa contra o rebaixamento. O Timbu chegou aos 43 pontos, permaneceu em 15º lugar e abriu seis pontos de vantagem sobre o Avaí, primeiro integrante da zona de rebaixamento. Com quatro rodadas ainda pela frente, a equipe pernambucana ganhou uma margem importante, embora ainda não tenha assegurado matematicamente a permanência.
Goiás cria, mas para no goleiro do Náutico
A equipe da casa começou tentando controlar o jogo pelo meio. Lourenço, Lucas Lima e Lucas Rodrigues participaram da circulação de bola e ajudaram o Goiás a ocupar o campo ofensivo. O domínio territorial, porém, não se transformou em uma sequência de finalizações perigosas. O mandante encontrou dificuldades para dar precisão ao último passe e às conclusões.
A primeira oportunidade mais clara apareceu aos 28 minutos. Lucas Lima levantou a bola na área, e Felipe Clemente surgiu na segunda trave para finalizar. Guruceaga, que substituiu Muriel, posicionou-se bem e evitou o gol. Pouco depois, o goleiro uruguaio voltou a ser exigido em uma tentativa de Lourenço, que arriscou de fora da área.
O Náutico teve menos posse no início, mas encontrou caminhos principalmente em cruzamentos e bolas longas. Vinícius, jogador com passagem pelo Goiás, obrigou Tadeu a defender uma finalização rasteira. Igor Fernandes também apareceu pelo alto. A melhor chance do visitante antes do intervalo foi de Paulo Sérgio, que aproveitou um cruzamento e chutou sob pressão. A bola acertou a trave direita de Tadeu.
O primeiro tempo, portanto, terminou com o Goiás mais presente no ataque, mas sem conseguir transformar a superioridade em vantagem. Do outro lado, o Náutico mostrou que poderia ameaçar quando explorasse a bola aérea e os espaços próximos à área adversária.
Náutico muda o cenário após o intervalo
A dinâmica da partida se alterou na segunda etapa. O Goiás perdeu força no setor central depois de mudanças de posicionamento e substituições. Lucas Lima passou a atuar mais aberto pelo lado esquerdo, enquanto Kadu Sousa entrou no lugar de Lourenço. A alteração reduziu a capacidade de organização do mandante e permitiu ao Náutico avançar com mais frequência.
Vinícius foi o principal finalizador pernambucano. Aos seis minutos, bateu rasteiro da entrada da área e obrigou Tadeu a espalmar para escanteio. Em seguida, aproveitou erros na saída de bola do Goiás e voltou a levar perigo. O Náutico também ameaçou em cobrança de escanteio: o zagueiro Betão ganhou pelo alto e acertou o travessão.
A ausência de Jean Carlos dificultou a criação do visitante pelo chão, mas o time compensou essa limitação com bolas alçadas e presença física na área. A defesa também conseguiu limitar as investidas do Goiás durante boa parte do segundo tempo. Enquanto Guruceaga protegia a meta, Betão se destacava nos duelos aéreos e ajudava a manter o placar zerado.
O Náutico vinha de duas derrotas consecutivas nos Aflitos e precisava interromper a sequência para não permitir a aproximação dos concorrentes diretos. O empate em Goiânia não resolveu a situação, mas retomou a pontuação em um momento decisivo. A campanha alvirrubra segue exigindo atenção, como mostram também os recentes desdobramentos envolvendo o clube, reunidos em notícias sobre a luta na parte inferior da tabela.
Pressão tardia e protestos no estádio
O Goiás voltou a incomodar na reta final, especialmente depois da entrada de Gegê no lugar de Cadu. A equipe recuperou parte da iniciativa, mas continuou sem construir chances em volume suficiente. Aos 42 minutos, a bola permaneceu viva dentro da área, e Gegê finalizou. Guruceaga fez outra defesa importante e confirmou sua atuação como um dos nomes decisivos da partida.
Nos acréscimos, Tadeu abandonou a meta para participar da última tentativa esmeraldina. O goleiro cabeceou na área do Náutico, mas mandou a bola para fora. O lance encerrou a reação do time da casa, que deixou o gramado sob protestos da torcida direcionados ao técnico Mozart.
Além de Guruceaga, a atuação defensiva foi determinante para o Náutico sustentar o resultado. O Goiás teve iniciativa e criou as melhores oportunidades no começo, mas caiu de produção após o intervalo. O empate refletiu essa divisão do jogo: o mandante lamentou a chance perdida de se aproximar do acesso, enquanto o visitante celebrou um ponto obtido em um confronto no qual passou a controlar as ações durante boa parte da etapa final.
Próximos jogos pela Série B
O Goiás terá pouco tempo para reagir. Na 35ª rodada, enfrenta o Ceará na terça-feira, dia 27 de outubro, às 20h (de Brasília), na Arena Castelão, em Fortaleza. A equipe precisa voltar a vencer para manter viva a tentativa de alcançar o G6 nas rodadas finais.
O Náutico entrará em campo antes, na segunda-feira, dia 26, às 20h30, contra o Juventude, no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. O compromisso será mais uma oportunidade para ampliar a vantagem sobre o Avaí e reduzir a pressão na luta pela permanência. Os dois confrontos terão impacto direto nos objetivos opostos que marcaram o empate em Goiânia.