Gabriel Sá defendeu que o São Paulo encerre o ciclo de Arboleda depois de alcançar 45 pontos no Campeonato Brasileiro. A ideia apresentada pelo comentarista é aproveitar a reta final da temporada para mudar o foco do time: em vez de concentrar a utilização no elenco principal, o clube passaria a testar jovens e a preparar decisões para 2027.
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A avaliação foi feita durante a Live do São Paulo, do Canal UOL, em um debate sobre o futuro da equipe. Sá tratou a pontuação como uma espécie de limite esportivo para afastar o risco de rebaixamento e, a partir daí, iniciar uma reformulação gradual do grupo.
O comentário não representa uma determinação da diretoria nem confirma que o zagueiro será desligado. Até o material disponível, não há anúncio oficial sobre saída, renovação ou mudança na condição contratual de Arboleda. A proposta pertence ao debate conduzido pelos comentaristas e está condicionada ao cumprimento da meta de 45 pontos.
Necessidade esportiva foi usada como argumento
Ao explicar por que havia aceitado a permanência do equatoriano, Sá separou a avaliação técnica do jogador das discussões relacionadas à sua conduta fora de campo. Na análise do comentarista, Arboleda continuou sendo uma alternativa importante porque o São Paulo enfrentava limitações no setor defensivo.
O debate citou a saída de Doria e o fato de o zagueiro, conforme o relato apresentado no programa, ter sido ameaçado antes de deixar o clube. Sá classificou aquele momento como uma fase de fragilidade da zaga e afirmou que a falta de opções pesou para que a permanência de Arboleda fosse aceita.
A lógica defendida por ele, portanto, é circunstancial. Enquanto o time precisasse de segurança e alternativas para cumprir o objetivo esportivo, a importância do defensor justificaria sua utilização. Depois da marca de 45 pontos, esse argumento deixaria de prevalecer diante da possibilidade de iniciar uma transição.
Sá também afirmou que muitas pessoas que apoiaram a permanência do jogador o fizeram pela necessidade técnica, e não por concordarem com episódios ligados à sua vida fora das partidas. Essa distinção foi central na defesa da ideia de “encerrar ciclos” ao fim da temporada.
Base ganharia espaço na reta final
O comentarista sugeriu que o São Paulo coloque mais atletas formados nas categorias de base em campo assim que atingir a pontuação considerada segura. A medida teria duas finalidades diretamente ligadas ao planejamento: oferecer experiência em partidas oficiais e permitir uma avaliação mais concreta sobre quem pode integrar o projeto de 2027.
A mudança não foi apresentada como abandono da busca por resultados antes dos 45 pontos. Pelo contrário, a proposta parte da necessidade de o clube primeiro alcançar a meta definida no debate. Só depois disso, na visão de Sá, a comissão técnica poderia assumir maior liberdade para observar jogadores menos utilizados.
O teste de jovens também serviria para identificar quais nomes podem se tornar ativos esportivos e financeiros do São Paulo. O comentarista, porém, não indicou quais atletas deveriam receber oportunidades nem afirmou que o clube já tenha definido uma lista de jogadores prioritários.
Na prática, a sugestão envolveria uma alteração na hierarquia do elenco durante os compromissos restantes do Campeonato Brasileiro. Arboleda deixaria de ser tratado como uma solução necessária para a reta final, enquanto jogadores da base e outras alternativas internas seriam observados em um contexto de preparação para o ano seguinte.
Planejamento está ligado à pressão financeira
A discussão sobre o zagueiro foi relacionada ao cenário econômico do São Paulo e à necessidade de arrecadar com transferências. Gabriel Sá afirmou que o clube teria de alcançar R$ 180 milhões em vendas até o fim da temporada.
Segundo a análise apresentada no programa, esse valor poderia aumentar para uma faixa entre R$ 200 milhões e R$ 220 milhões caso as despesas ultrapassassem o orçamento. Nesse cenário, as negociações seriam utilizadas não apenas para gerar receita, mas também para cobrir um eventual desequilíbrio financeiro.
Sá questionou se algum jogador do elenco atual teria valor suficiente para, sozinho, atingir uma cifra de R$ 220 milhões. A observação reforça a ideia de que o São Paulo precisaria avaliar diversos atletas e tomar decisões esportivas que também considerassem o potencial de mercado de cada um.
O material disponível não apresenta um comunicado oficial detalhando essa meta financeira, tampouco informa quais jogadores seriam negociados ou quais propostas existiriam. Por isso, os valores devem ser entendidos como parte da análise feita por Gabriel Sá, e não como confirmação de uma operação específica.
Renovação dependeria de mudança no salário
Renan Teixeira também comentou a situação de Arboleda e afirmou que uma renovação poderia ser discutida se o jogador aceitasse as condições impostas pelo São Paulo. Na avaliação dele, o defensor não deveria permanecer no mesmo patamar financeiro atual.
Ao mesmo tempo, Teixeira fez elogios ao comprometimento profissional, ao sacrifício e à renúncia demonstrados pelo zagueiro. A manifestação indica que a discussão não se limita ao desempenho em campo: o custo de manutenção do atleta aparece como um dos fatores considerados para uma eventual continuidade.
Essa fala, contudo, não confirma a existência de proposta, negociação em andamento ou acordo entre as partes. O cenário descrito reúne uma opinião favorável à redução salarial e outra defesa pela saída após o cumprimento da meta esportiva.
Assim, o futuro de Arboleda permanece em aberto. O São Paulo ainda precisaria atingir os 45 pontos mencionados no debate e, posteriormente, definir se priorizará a experiência do equatoriano, uma renovação sob novas condições ou a abertura de espaço para jovens no planejamento de 2027.