A mudança no comando técnico alterou rapidamente alguns indicadores do Fluminense. Ainda é cedo para estabelecer conclusões definitivas, já que Marcão dirigiu a equipe em apenas três partidas, mas o período inicial apresenta uma combinação clara: o time passou a marcar mais gols e conquistou uma parcela maior dos pontos disputados. Ao mesmo tempo, a defesa perdeu rendimento e foi vazada em todos os jogos da nova sequência.
NOTAS DA TORCIDA
Avalie os jogadores na última partida
2 × 1 Brasileirão Série A
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Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
Agustín CanobbioTitular
Média6,4
FábioTitular
Média9,9
GansoTitular
Média8,0
HérculesTitular
Média7,7
HulkTitular
Média7,3
IgnácioTitular
Média7,9
MartinelliTitular
Média8,9
RenêTitular
Média7,4
Samuel XavierTitular
Média6,6
Thiago SilvaTitular
Média9,4
Yeferson SoteldoTitular
Média8,1
Germán CanoEntrou durante o jogo
Média6,9
Julio FidelisEntrou durante o jogo
Média7,7
Kevin SernaEntrou durante o jogo
Média9,0
NonatoEntrou durante o jogo
Média7,1
RiquelmeEntrou durante o jogo
Média8,1
✓ Resultado final baseado em 112 voto(s) da torcida.
Os números são comparados ao recorte de oito partidas que antecedeu a saída de Luis Zubeldía. Nesse intervalo, o Fluminense ficou sem vencer. Foram sete empates e uma derrota, sequência que aumentou a pressão sobre o treinador e terminou com sua demissão. O empate por 0 a 0 com o Independiente Rivadavia, no Maracanã, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, foi a última partida de Zubeldía no cargo.
A série negativa também incluiu a eliminação na Copa do Brasil. O Fluminense perdeu por 3 a 1 para o Vasco, resultado que encerrou a participação tricolor na competição. No conjunto das oito partidas sem vitória, a equipe marcou somente cinco gols. A média foi de 0,62 gol por jogo, indicador que ajuda a explicar a dificuldade ofensiva apresentada durante o período.
Com Marcão à frente do time, o ataque encontrou uma frequência maior. Nas três partidas sob o comando do treinador, o Fluminense balançou as redes seis vezes. A marca representa dois gols por jogo, média mais de três vezes superior à registrada na sequência anterior. A diferença não está apenas na quantidade total, mas também no impacto sobre os resultados obtidos pela equipe.
O crescimento ofensivo veio acompanhado de uma melhora expressiva no aproveitamento. Durante os oito jogos com Zubeldía, o Fluminense somou sete pontos de 24 possíveis, o equivalente a 29,1%. Na sequência de Marcão, foram novamente sete pontos, porém em apenas três partidas. Nesse caso, o aproveitamento chegou a 77,8%.
A comparação exige cuidado por causa do tamanho desigual das amostras. O recorte de Marcão tem três jogos, enquanto o período usado para medir o trabalho de Zubeldía reúne oito. Ainda assim, a diferença serve para mostrar como o início da nova comissão técnica produziu uma resposta imediata nos resultados e na capacidade de marcar gols.
O ataque, portanto, aparece como o principal ponto de alento para o torcedor do Fluminense. A equipe saiu de uma produção ofensiva limitada, com cinco gols em oito compromissos, para seis gols em três partidas. Essa evolução ajudou o time a conquistar sete pontos no novo período, mesma pontuação obtida ao longo da sequência que terminou com a troca no comando.
Defesa sofre mais com novo treinador
A melhora na frente, no entanto, veio acompanhada de um problema que merece atenção. A média de gols sofridos pelo Fluminense subiu de 0,87 por partida, registrada nos oito jogos anteriores, para 1,33 nos três compromissos de Marcão. A elevação mostra que o time ficou mais produtivo no ataque, mas também mais exposto na defesa.
Há um dado ainda mais direto: em nenhuma das três partidas dirigidas por Marcão o Fluminense conseguiu terminar sem sofrer gol. A equipe marcou seis vezes no período, mas não obteve um jogo com a defesa intacta. O contraste ajuda a definir o momento atual: a produção ofensiva melhorou, enquanto a consistência defensiva ainda não acompanhou a mudança.
Esse equilíbrio entre os setores será uma das questões a serem observadas na sequência da temporada. O início de trabalho de Marcão trouxe resultados melhores e uma equipe mais eficiente para finalizar as partidas com gols. Porém, a maior frequência de gols sofridos pode dificultar a confirmação dessa reação caso o time não consiga reduzir os espaços concedidos aos adversários.
Os números não indicam, sozinhos, que a mudança no comando resolveu os problemas do Fluminense. Eles mostram uma resposta inicial, com amostra reduzida e características distintas em relação ao período de Zubeldía. A evolução do ataque é concreta no recorte apresentado, assim como a piora defensiva. A manutenção ou não dessas tendências dependerá dos próximos jogos.
Athletico-PR testa nova fase
O próximo compromisso coloca o Fluminense diante de uma situação exigente. A equipe enfrenta o Athletico-PR no domingo, dia 30, na Arena da Baixada, em Curitiba, pela 25ª rodada do Brasileirão Série A. A partida será a primeira oportunidade indicada para medir a reação de Marcão contra um adversário que apresenta números relevantes como mandante.
O Athletico-PR marcou em dez dos 12 jogos disputados em casa pelo campeonato nacional. Isso significa que só não balançou as redes em dois desses compromissos. Para um Fluminense que sofreu gol nas três partidas da nova comissão técnica, a estatística reforça a necessidade de atenção na organização defensiva.
O desempenho do time paranaense em casa também inclui cinco jogos sem sofrer gols. O dado apresenta outra dificuldade para o Fluminense: embora o ataque tenha elevado sua média no início da era Marcão, encontrará um adversário que conseguiu preservar a própria meta em parte importante dos compromissos como mandante.
A combinação dos números deixa o confronto com uma característica específica. O Fluminense chega embalado por uma produção ofensiva superior à da sequência de oito jogos sem vitória, mas precisa enfrentar a capacidade do Athletico-PR de marcar em seu estádio. Também terá de encontrar uma forma de superar uma defesa que terminou cinco partidas caseiras sem ser vazada.
O jogo em Curitiba, assim, servirá para colocar à prova os dois lados do começo de trabalho de Marcão. Se o ataque mantiver a evolução, o Fluminense poderá confirmar que a troca no comando trouxe uma resposta imediata nesse setor. Se a defesa voltar a sofrer gols, o alerta registrado nas três primeiras partidas continuará presente e poderá limitar os efeitos do melhor aproveitamento.
A situação tricolor permanece aberta porque o período analisado ainda é curto. Marcão conseguiu somar sete pontos em três jogos e elevou a média de gols marcados para dois por partida. Em contrapartida, o time passou a sofrer 1,33 gol por compromisso e não registrou um único jogo sem ser vazado. São sinais simultâneos de melhora e vulnerabilidade.
O Fluminense terá, portanto, uma tarefa dupla no duelo pela 25ª rodada: sustentar o ganho de força ofensiva e corrigir a queda de rendimento defensivo. A partida contra o Athletico-PR oferecerá um teste especialmente relevante porque reúne um mandante que marcou em dez de 12 jogos e que não sofreu gols em cinco deles. O resultado e o desempenho poderão ampliar a confiança na reação ou evidenciar que o novo treinador ainda precisa ajustar o time.