O Flamengo entrou em uma pausa de 16 dias no calendário em uma situação mais favorável do que a enfrentada na interrupção anterior. Líder do Campeonato Brasileiro, com três pontos de vantagem sobre o Palmeiras, o time comandado por Leonardo Jardim terá uma janela de preparação antes de iniciar a sequência que pode definir sua campanha na temporada.
NOTAS DA TORCIDA
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2 × 0 Brasileirão Série A
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Agustín RossiTitular
Média—
ArrascaetaTitular
Média—
Ayrton LucasTitular
Média—
Gonzalo PlataTitular
Média—
Guillermo VarelaTitular
Média—
Jorge CarrascalTitular
Média—
JorginhoTitular
Média—
Léo OrtizTitular
Média—
Léo PereiraTitular
Média—
PedroTitular
Média—
Saúl ÑíguezTitular
Média—
Alex SandroEntrou durante o jogo
Média—
Bruno HenriqueEntrou durante o jogo
Média—
Joaquín FreitasEntrou durante o jogo
Média—
Luiz AraújoEntrou durante o jogo
Média—
Nicolás de la CruzEntrou durante o jogo
Média—
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A comissão técnica pretende usar o período para resolver duas necessidades diferentes: diminuir a carga dos jogadores mais exigidos e aumentar o ritmo daqueles que vêm recebendo poucas oportunidades. O primeiro compromisso após a parada será contra o Santos, e Jardim quer que o elenco chegue ao confronto com mais alternativas disponíveis.
Menos jogadores fora do trabalho coletivo
A quantidade de ausências é um dos fatores que mudam o planejamento do treinador. Durante a pausa relacionada à Copa do Mundo, o Flamengo teve nove convocados afastados dos treinos: Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira, Lucas Paquetá, Varela, Arrascaeta, De la Cruz, Carrascal e Plata. Naquele momento, Léo Ortiz também não participou integralmente por causa de uma lesão.
Na parada atual, o clube conta com sete desfalques temporários. Pedro e Samuel Lino estão com a Seleção Brasileira; Arrascaeta e Varela defendem o Uruguai; e Valencia representa o Equador. Plata foi cortado da seleção equatoriana após sentir dores na coxa direita, enquanto Ayrton Lucas se recupera de uma lesão muscular na mesma região.
Mesmo com essas ausências, Jardim terá uma parcela maior do grupo principal à disposição para trabalhar. A diferença é relevante porque, na interrupção anterior, o técnico precisou esperar o retorno de muitos atletas que haviam passado por rotinas e métodos diferentes nas seleções. A reintegração foi acompanhada por problemas físicos que atingiram nomes importantes, como Arrascaeta e Paquetá.
O trabalho durante a pausa será organizado de acordo com a condição de cada jogador. Os atletas que acumulam muitos minutos deverão receber atenção no controle de carga e na recuperação física. Em paralelo, os integrantes com baixa minutagem terão atividades voltadas à manutenção ou à recuperação do ritmo competitivo.
Vitão e Luiz Araújo estão entre os jogadores citados como exemplos desse segundo grupo. O zagueiro e o atacante participaram pouco dos jogos recentes e podem ser beneficiados por uma preparação específica. A comissão técnica também avalia a utilização de jovens das categorias de base em um jogo-treino, possibilidade que ainda não foi confirmada como compromisso.
“Esse momento vai servir para duas coisas: recuperar jogadores que vêm com uma carga grande e tentar fazer um jogo-treino para dar oportunidade àqueles que jogam menos”, afirmou Jardim, em declaração publicada pelo UOL. O treinador explicou que a atividade poderia envolver Vitão, atletas da base e outros jogadores com pouco tempo em campo, evitando concentrar todos eles no mesmo esforço.
A ideia é oferecer uma etapa intermediária antes do retorno às partidas oficiais. Jogadores que não vêm atuando regularmente não precisariam ser lançados diretamente em uma sequência competitiva, enquanto os mais utilizados poderiam seguir um cronograma de recuperação sem perder o planejamento coletivo.
Momento esportivo mudou desde a última parada
O contexto da tabela também é diferente. Na pausa anterior, o Flamengo ainda tentava reduzir a distância para o Palmeiras na disputa pela liderança. Depois do intervalo, venceu a Chapecoense, mas empatou ou perdeu pontos diante de São Paulo e Internacional. Os resultados aumentaram a pressão sobre Jardim em um período marcado pelo retorno de atletas das seleções e pela necessidade de adaptar novamente o grupo.
Na sequência daqueles três compromissos, o calendário abriu dez dias até o jogo contra o Vitória. O intervalo ajudou o Flamengo a reorganizar o elenco e recuperar estabilidade. A partir daí, a equipe apresentou uma trajetória mais consistente nas duas competições que disputava.
Nos 12 jogos seguintes entre Campeonato Brasileiro e Libertadores, o retrospecto foi de nove vitórias, uma derrota e dois empates. No torneio nacional, o time alcançou cinco triunfos consecutivos. A vitória sobre o Mirassol, em uma partida atrasada, também teve peso na corrida pela primeira colocação.
Esse recorte explica por que a pausa atual não é tratada apenas como um período para descanso. O Flamengo chega ao intervalo na liderança e com uma sequência recente mais positiva, mas precisa preservar a condição física do grupo para sustentar o desempenho. Ao mesmo tempo, a comissão técnica busca ampliar o número de jogadores prontos para participar das partidas.
Preparação para os últimos 13 jogos
Jardim trabalha com a perspectiva de que o Flamengo terá 13 partidas na reta final. O treinador também indicou que o calendário ainda deve apresentar outras interrupções, separando novas sequências de compromissos. Por isso, o período atual é visto como uma primeira etapa de preparação, e não como a única oportunidade para ajustar o elenco.
Antes do duelo com o Santos, os principais pontos serão a recuperação de Plata e Ayrton Lucas, a reintegração dos convocados e a evolução dos atletas que vêm atuando menos. O retorno dos jogadores que estão com suas seleções será acompanhado pela comissão técnica para que a equipe retome o trabalho coletivo sem perder o controle das cargas.
A pausa, portanto, oferece ao líder do Brasileirão a chance de combinar recuperação e aprofundamento do elenco. O resultado prático dependerá da condição dos atletas no retorno e da capacidade de Jardim de transformar os treinos em opções para a sequência. Com menos ausências do que na interrupção anterior, o Flamengo terá um cenário mais adequado para preparar o grupo para o trecho decisivo.