Vasco enfrentará o Boca Juniors sem Gómez e ainda precisa resolver a situação do Maracanã.Foto: Reprodução da Internet
O Vasco terá de lidar com uma ausência confirmada e uma indefinição fora de campo antes do segundo confronto com o Boca Juniors pela semifinal da Copa Sul-Americana. Expulso na partida de ida, Andrés Gómez cumprirá suspensão automática e não poderá participar do duelo decisivo. Ao mesmo tempo, o clube segue envolvido em uma disputa judicial que pode influenciar a realização do jogo no Maracanã.
OFERTAS PARA A TORCIDA
Ofertas podem mudar no Mercado Livre
Chuteira Masculina Futebol Society Adulto Infantil CosturadaDe R$ 78,90
Gómez recebeu o cartão vermelho aos 18 minutos do segundo tempo do confronto disputado na Bombonera, em Buenos Aires. O atacante havia sido advertido depois de reclamar de uma falta marcada a favor da equipe argentina. Na sequência da discussão, continuou protestando e empurrou o árbitro, que aplicou o segundo amarelo e, depois, o vermelho.
A expulsão aconteceu quando o Vasco vencia o Boca Juniors por 1 a 0. Com um jogador a menos, o time carioca precisou disputar a parte final da partida sem um de seus principais recursos ofensivos. A punição, porém, não ficou restrita ao andamento do jogo na Argentina: a consequência disciplinar também atingirá diretamente a partida que definirá o finalista da competição.
Vasco perde alternativa de velocidade no ataque
Andrés Gómez vinha sendo tratado como uma peça importante no setor ofensivo vascaíno. O colombiano oferece velocidade, capacidade de enfrentar marcadores no um contra um e possibilidade de atuar pelos lados do campo. Sem essa opção, Pedro Emanuel terá de encontrar uma solução diferente para montar o time que enfrentará o Boca na volta.
O material disponível não indica qual jogador será escolhido para ocupar a vaga. A definição dependerá das alternativas disponíveis no elenco e do plano elaborado pela comissão técnica. A troca pode ser nominal, com a entrada de outro atacante, ou envolver uma mudança na forma como o Vasco pretende levar a bola ao campo ofensivo.
O problema também exige atenção porque o Cruz-Maltino precisará equilibrar dois objetivos no Maracanã: proteger a vantagem construída fora de casa e continuar ameaçando o adversário. A ausência de Gómez retira uma opção de velocidade para os contra-ataques e para os duelos individuais, embora não determine, por si só, qual será a formação escolhida pelo treinador.
A situação reforça o peso da disciplina em uma semifinal. Uma reclamação iniciada após uma decisão da arbitragem terminou com o empurrão no juiz, deixando o Vasco em inferioridade numérica na ida e sem o atacante na partida seguinte. O clube, portanto, terá de administrar a vantagem esportiva obtida em Buenos Aires sem contar com um jogador que participou da construção do cenário favorável.
Maracanã ainda está no centro da disputa
Além do desfalque, o Vasco convive com uma batalha judicial relacionada ao estádio da partida de volta. Até a publicação das informações disponíveis, uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinava que o consórcio Fla-Flu disponibilizasse o Maracanã para o confronto. A medida, contudo, ainda poderia ser contestada pelos administradores do estádio.
A determinação foi a terceira decisão relacionada ao local do jogo em menos de quatro dias. O Consórcio Fla-Flu, formado por Flamengo e Fluminense, vinha se posicionando contra a realização da partida no estádio. O caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça depois de novas tentativas de impedir o uso do Maracanã pelo Vasco.
A indefinição ganhou importância porque São Januário não pode receber a semifinal. De acordo com as informações publicadas, o estádio vascaíno não atende à capacidade mínima de 30 mil torcedores exigida pela Conmebol para esse confronto. Por isso, a manutenção do Maracanã é considerada essencial para o planejamento do clube e para o mando de campo no Rio de Janeiro.
A Conmebol também notificou o Vasco e a CBF sobre a possibilidade de mudança do local. Caso uma nova decisão judicial retirasse o jogo do Maracanã, a entidade sul-americana havia informado que a partida poderia ser transferida para o Paraguai. Assim, a disputa jurídica não representava apenas uma questão administrativa: ela poderia alterar cidade e país do encontro decisivo.
Torcida esgota ingressos em meio à instabilidade
Mesmo com as idas e vindas judiciais, a torcida vascaína aderiu ao confronto. O clube anunciou que os ingressos para a volta da semifinal estavam esgotados. O Vasco não divulgou o total final de entradas vendidas, mas a última parcial conhecida contabilizava 45 mil ingressos emitidos.
A comercialização também foi afetada pela disputa sobre o estádio. As vendas chegaram a ser abertas depois de uma decisão favorável ao clube, foram suspensas após um recurso e voltaram a avançar com a nova determinação da Justiça. O anúncio de casa cheia aumentou a expectativa em torno do duelo, mas não eliminou a possibilidade de novos questionamentos sobre o local.
O segundo jogo está marcado para terça-feira, 20 de outubro, no Maracanã, no Rio de Janeiro, conforme o cenário vigente nas informações apuradas. O encontro definirá um dos finalistas da Copa Sul-Americana de 2026, cuja decisão está prevista para 21 de novembro, em Barranquilla, na Colômbia.
O Vasco busca uma classificação histórica e o primeiro título do clube na competição. Para alcançar esse objetivo, Pedro Emanuel precisará reorganizar o ataque sem Gómez e preparar a equipe para uma partida de alta pressão. Enquanto a suspensão do colombiano está definida, a escolha do substituto e a estabilidade do Maracanã permanecem como os principais pontos de atenção antes da decisão.