Luiz Fermino atravessou uma das fronteiras mais simbólicas do futebol gaúcho antes mesmo de estrear como profissional. Aos 17 anos, o zagueiro deixou o Internacional, clube em que iniciou a formação aos 10, e passou a defender o Grêmio. A mudança ocorreu em maio, depois de as conversas para a assinatura de seu primeiro contrato profissional com o Colorado não avançarem.
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No novo clube, a adaptação foi rápida. Fermino assumiu a braçadeira de capitão do Sub-17 e, durante a Data Fifa, começou a participar de trabalhos com o elenco principal no CT Luiz Carvalho. A presença nos treinamentos aproximou o jovem da comissão de Renato Portaluppi e colocou seu desenvolvimento sob observação mais direta.
NOTAS DA TORCIDA
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Carlos ViníciusTitular
Média7,1
Cristian PavónTitular
Média7,4
Erick NoriegaTitular
Média6,4
Fabián BalbuenaTitular
Média7,6
Francis AmuzuTitular
Média8,6
Gustavo MartinsTitular
Média8,1
João PedroTitular
Média6,4
Mathías VillasantiTitular
Média7,9
Pedro GabrielTitular
Média6,9
WallaceTitular
Média8,6
WevertonTitular
Média9,9
Danilo BarbosaEntrou durante o jogo
Média7,3
José EnamoradoEntrou durante o jogo
Média6,9
Jovane CabralEntrou durante o jogo
Média6,6
Marcos RochaEntrou durante o jogo
Média6,4
Martin BraithwaiteEntrou durante o jogo
Média6,4
✓ Resultado final baseado em 112 voto(s) da torcida.
Antes da transferência, Fermino havia percorrido praticamente todo o processo de formação no Internacional. No começo de 2026, ele integrou o grupo colorado que terminou como vice-campeão da Copa Santiago, torneio tradicional das categorias de base. A experiência fazia parte de uma trajetória construída ao longo de aproximadamente uma década no clube.
A saída aconteceu quando as tratativas para transformar o vínculo do defensor em contrato profissional não prosseguiram. De acordo com a apuração do SouGremio, o Grêmio identificou a oportunidade e acertou a chegada do jogador. Assim, Fermino mudou de lado na rivalidade Gre-Nal em uma fase decisiva da carreira, justamente no momento em que buscava iniciar a trajetória profissional.
A troca de clube não significou apenas uma alteração de camisa. No Grêmio, o zagueiro rapidamente ganhou responsabilidades dentro da categoria. A faixa de capitão do Sub-17 passou a fazer parte de sua rotina poucos meses depois da chegada, indicando que o atleta conquistou espaço no grupo e recebeu uma função de liderança durante o processo de formação.
O que levou à aproximação com Renato
Fermino é descrito como um defensor com qualidade para iniciar as jogadas, força nas disputas pelo alto e imposição física. Essas características contribuíram para seu destaque na base e ajudaram a explicar a decisão de levá-lo a atividades junto dos profissionais. O contato, porém, ainda faz parte de uma etapa de observação.
Durante a Data Fifa, Renato aproveita a redução do calendário competitivo para acompanhar jogadores das categorias inferiores e ampliar o conhecimento sobre as opções disponíveis no clube. Para Fermino, o treinamento representa a oportunidade de conviver com atletas mais experientes, conhecer o ritmo do futebol profissional e receber referências diferentes das encontradas no Sub-17.
A comissão técnica também pode observar, em um ambiente de maior exigência, como o jovem reage às atividades, à intensidade e à convivência com o grupo principal. Isso não significa que ele tenha sido promovido em definitivo. A participação nos trabalhos não assegura presença em jogos, convocação para partidas ou utilização imediata pelo time de Renato.
Até o momento, não há indicação de que Fermino tenha sido relacionado para uma partida oficial do Grêmio ou inscrito em uma competição profissional. Sua situação permanece vinculada ao processo de formação, embora o contato com o elenco principal represente uma vitrine relevante para um jogador que chegou recentemente ao clube.
Base gremista e próximo passo
A aproximação ocorre em uma posição que tem histórico de revelações no Grêmio. Viery, negociado com a Fiorentina, Gustavo Martins e Luís Eduardo são citados como zagueiros formados pelo clube que alcançaram o grupo profissional. Esse caminho oferece uma referência institucional para Fermino, mas não permite antecipar que ele terá a mesma trajetória.
O próximo passo do defensor é dar continuidade ao trabalho no Sub-17 e transformar a responsabilidade de capitão em desempenho consistente. A experiência com os profissionais pode contribuir para sua evolução, mas a consolidação depende da sequência na base e das avaliações futuras da comissão técnica e do clube.
O caso reúne três elementos importantes da fase inicial da carreira de Fermino: a passagem de cerca de dez anos pelo Internacional, a mudança para o Grêmio após a não formalização do primeiro contrato profissional e a ascensão rápida no novo clube. Aos 17 anos, ele já exerce liderança no Sub-17 e começa a ser observado por Renato, mas ainda precisa percorrer outras etapas antes de disputar espaço efetivo no time principal.