Eduardo Baptista iniciou o trabalho no Internacional com a necessidade de acelerar uma reação no Campeonato Brasileiro. A troca no comando, porém, pode representar mais do que uma mudança de treinador: o novo técnico avalia diferentes estruturas, alterações de função e a possibilidade de devolver espaço a jogadores que tiveram pouca participação na reta final da passagem de Paulo Pezzolano.
OFERTAS PARA A TORCIDA
Ofertas podem mudar no Mercado Livre
Camisa Internacional Betel Gold Licenciada FemininaR$ 228,41
Entre os nomes envolvidos nesse processo está Alerrandro. O centroavante perdeu terreno recentemente, mas pode voltar à disputa por minutos caso a comissão técnica escolha um sistema com um atacante central de referência. Nesse cenário, Antonio Sanabria aparece como o principal concorrente pela posição.
Ainda não existe uma formação definida para a estreia. Eduardo terá aproximadamente duas semanas de treinamentos antes do primeiro compromisso oficial, marcado para 7 de outubro, contra o Corinthians, no Beira-Rio. O período será usado para conhecer melhor o elenco, avaliar as características dos atletas e testar soluções para as dez partidas restantes do Brasileirão.
Estrutura com três defensores está no radar
Os trabalhos recentes de Eduardo Baptista no Novorizontino e no Criciúma ajudam a explicar as alternativas consideradas para o Internacional. O treinador costuma trabalhar com possibilidades que incluem três zagueiros e alas avançados. Por isso, o 3-4-3 e o 3-4-2-1 aparecem como modelos que podem ser observados durante a preparação.
A linha de três não é uma definição antecipada, já que o comandante também pode utilizar uma formação com quatro defensores. A escolha dependerá da resposta do elenco aos treinamentos e da avaliação sobre o equilíbrio entre proteção defensiva e capacidade de atacar pelos lados do campo.
Bruno Gomes é um dos jogadores que podem ganhar importância nesse processo justamente pela versatilidade. Ele tem condições de atuar como o defensor pelo lado direito em uma linha de três, exercer a função de ala ou voltar ao meio-campo, setor em que já foi utilizado pelo Internacional.
Essa variedade oferece alternativas para o treinador durante a partida. Bruno pode iniciar em uma posição mais recuada e avançar conforme a equipe tenha a posse, ou assumir uma função de meio-campista se Eduardo entender que o time precisa de maior presença no setor. Ainda assim, qualquer mudança dependerá dos testes feitos antes da estreia.
Bernabei também aparece como opção para uma atuação mais agressiva pela esquerda. Com três zagueiros garantindo cobertura, o jogador poderia ser utilizado como ala, recebendo liberdade para avançar. Outra possibilidade seria mantê-lo mais adiantado, como ponta, em uma equipe que priorize a ocupação dos corredores ofensivos.
Internacional pode ter nove fixo ou ataque móvel
A presença de Alerrandro no time titular estará ligada à forma como Eduardo pretende organizar o ataque. Se a prioridade for contar com um camisa 9 de referência, o centroavante terá a chance de recuperar espaço e disputar diretamente a posição com Sanabria. A função exigiria presença mais constante na área e participação nas jogadas de conclusão.
O técnico, contudo, também pode optar por uma configuração sem um centroavante tradicional. Alan Patrick é uma alternativa para atuar mais adiantado, como falso 9. Nessa função, o camisa 10 teria liberdade para sair da área, participar da construção, aproximar-se dos jogadores de lado e abrir espaços para infiltrações.
Um modelo mais móvel aumentaria a importância dos atletas responsáveis por ocupar os corredores. Vitinho é uma das peças que podem se adaptar a esse desenho. Sem a bola, ele poderia compor uma linha de cinco e ajudar na recomposição pela faixa direita. Quando o Internacional recuperasse a posse, teria liberdade para avançar, aproximar-se da área e buscar espaços na defesa adversária.
A escolha entre um centroavante fixo e um ataque com maior movimentação também mudaria as características da disputa interna. Em um sistema com referência central, Alerrandro e Sanabria seriam avaliados pela capacidade de ocupar a área e finalizar. Com Alan Patrick mais adiantado e jogadores de velocidade ao redor, o time dependeria mais de aproximações, infiltrações e trocas de posição.
Bernabei e Vitinho, portanto, não seriam apenas alternativas para as laterais. A posição inicial de cada um poderia mudar conforme o momento do jogo e a necessidade de atacar ou recompor. Esse tipo de flexibilidade está entre os aspectos que Eduardo deverá observar durante a pausa no calendário.
Tempo curto aumenta peso da preparação
A direção do Internacional levou em consideração algumas características dos trabalhos recentes de Eduardo Baptista ao escolhê-lo para comandar a equipe. Organização defensiva, atenção às bolas paradas e liberdade para os jogadores ofensivos estão entre os pontos associados ao treinador e que podem orientar a preparação para a reta final da competição.
O contexto da tabela torna esse período especialmente importante. O Internacional está dentro da zona de rebaixamento e terá apenas dez rodadas para buscar uma reação. Assim, a comissão técnica precisará conciliar a construção de um novo modelo com a urgência por resultados. Não haverá espaço para mudanças que não produzam melhora no funcionamento coletivo.
A estreia contra o Corinthians será o primeiro teste oficial do ciclo de Eduardo. Até lá, o técnico deverá avaliar a utilização de três ou quatro defensores, a posição de Bruno Gomes, a função de Bernabei e Vitinho e a melhor maneira de aproveitar Alan Patrick, Alerrandro e Sanabria.
As possibilidades estão abertas, mas nenhuma delas representa uma decisão tomada. O desempenho nos treinamentos e a leitura do novo comandante sobre as características do elenco definirão o caminho do Internacional. Para Alerrandro, a chegada de Eduardo cria uma nova oportunidade de voltar ao planejamento principal; para o clube, os testes precisarão resultar rapidamente em uma equipe capaz de reagir no campeonato.