São Paulo enfrenta dilemas na zaga com dores de Sabino, enquanto Tolói e a comissão técnica buscam soluções.Foto: Reprodução da Internet
A vitória do São Paulo por 1 a 0 sobre o Vasco, no último sábado (17), pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, deixou uma preocupação para a sequência da competição. Sabino, que vinha sendo utilizado com frequência na defesa, começou entre os reservas por causa de dores e de um processo de recuperação considerado difícil pela comissão técnica. Mesmo assim, o zagueiro entrou no intervalo e terminou sendo necessário durante a partida.
A escolha inicial de Dorival Júnior foi Rafael Tolói. O defensor ocupou a posição desde o começo e permaneceu em campo durante todo o primeiro tempo. A decisão não representou apenas uma mudança por critério técnico: segundo o treinador, o São Paulo vem controlando a participação de Sabino para evitar que o problema físico se agrave em uma fase de calendário apertado.
Sabino não iniciou o confronto porque a comissão técnica pretendia reduzir sua carga. A estratégia, porém, durou apenas 45 minutos. No intervalo, Dorival colocou o zagueiro em campo para reorganizar o setor defensivo, em uma demonstração de que a equipe ainda considera sua presença importante mesmo quando ele não reúne as condições ideais para começar.
Depois do jogo, o treinador explicou que a alternância na zaga está diretamente relacionada à condição física do jogador. Dorival afirmou que a recuperação de Sabino tem sido complicada e que o atleta segue convivendo com dores. O técnico também destacou o comportamento profissional do defensor, que continua colaborando com o time apesar dos incômodos.
A declaração ajuda a entender por que o São Paulo tem adotado estratégias diferentes de uma partida para outra. Em determinados jogos, Sabino pode ser preservado desde o início. Em outros, a necessidade esportiva faz com que ele seja acionado durante o confronto. A comissão técnica tenta equilibrar a importância do zagueiro no sistema com o cuidado necessário para não submetê-lo a uma sobrecarga.
A situação não foi apresentada como uma nova lesão grave, e também não há prazo confirmado para afastamento. O cenário informado é de dores e dificuldade na recuperação, com acompanhamento do departamento responsável. Por isso, qualquer decisão sobre treinos, titularidade ou participação no banco dependerá da evolução do jogador e das avaliações realizadas antes dos próximos compromissos.
Contra o Vasco, a entrada de Sabino ocorreu junto com outra mudança importante. Lucas Moura substituiu Luciano no intervalo, e Dorival aproveitou a pausa para modificar a configuração da equipe. As alterações contribuíram para uma atuação mais organizada na segunda etapa, período em que o São Paulo conseguiu buscar o gol da vitória.
Artur marcou o único gol do confronto após cruzamento de Pedro Lima. O resultado representou a segunda vitória consecutiva do Tricolor no Campeonato Brasileiro e levou a equipe aos 42 pontos. A partida, portanto, teve dois efeitos distintos: melhorou o ambiente esportivo pelo resultado e manteve aberta a preocupação com a condição de um dos defensores utilizados na reta final da competição.
O triunfo também foi importante no contexto da campanha são-paulina. A equipe precisava somar pontos para ganhar tranquilidade na tabela, mas a necessidade de resultados aumenta a dificuldade de preservar atletas que ainda não estão totalmente recuperados. É nesse equilíbrio que Dorival precisa trabalhar: manter a defesa competitiva sem transformar a urgência por vitórias em uma exigência excessiva sobre Sabino.
Tolói aparece como alternativa na defesa
Com Sabino sob cuidados, Rafael Tolói passa a ter papel relevante na composição do setor. O zagueiro retornou ao São Paulo em 2025, depois de dez anos defendendo a Atalanta, da Itália. Desde a volta ao futebol brasileiro, disputou 23 partidas pelo clube, sem gols ou assistências, conforme as informações disponíveis.
O contrato de Tolói com o São Paulo é válido até dezembro de 2026. A experiência do defensor oferece a Dorival uma alternativa para iniciar os jogos enquanto Sabino é administrado. Contra o Vasco, ele foi escolhido para começar justamente em um cenário no qual a comissão técnica preferiu não exigir do companheiro os 90 minutos desde o primeiro instante.
A utilização de Tolói, no entanto, não elimina a importância de Sabino para o time. O fato de o zagueiro ter sido chamado no intervalo mostra que a comissão ainda recorre a ele quando entende que sua presença pode ajudar a corrigir problemas do jogo. A tendência é que os dois continuem sendo considerados dentro de um planejamento condicionado à resposta física de Sabino.
Próximo compromisso será decisivo para a avaliação
O São Paulo volta a campo contra o Mirassol, no sábado (24), às 16h30, fora de casa. O período até a partida será utilizado para acompanhar a recuperação do zagueiro e definir o melhor momento para sua utilização. Ainda não está confirmado se Sabino poderá começar o duelo ou se novamente será preservado.
A avaliação não deverá levar em conta apenas a necessidade de reforçar a defesa. O clube também precisará observar a resposta do atleta aos treinamentos e o risco de ampliar o desgaste acumulado. Se a comissão entender que ele não está pronto para iniciar, Tolói aparece como uma das opções naturais para ocupar a posição desde o começo.
Por enquanto, não há indicação de afastamento prolongado. O que está confirmado é que Sabino vem atuando com dores, tem enfrentado dificuldades no processo de recuperação e precisa ter sua participação controlada. A situação exige acompanhamento contínuo, principalmente porque o São Paulo entra em uma fase na qual cada rodada pode influenciar diretamente a campanha.
Assim, a vitória sobre o Vasco não resolveu a dúvida na zaga. O resultado deu pontos ao São Paulo e confirmou a boa sequência recente, mas Dorival terá de decidir novamente como utilizar Sabino. A preservação completa pode proteger o defensor; a entrada durante o jogo pode ser uma alternativa intermediária; e a titularidade dependerá da evolução física observada até o duelo com o Mirassol.