Domínguez destacou que a responsabilidade pela falha de Lyanco é coletiva, não apenas individual.Foto: Reprodução da Internet
Eduardo Domínguez não deixou que Lyanco carregasse sozinho o peso da derrota do Atlético-MG por 2 a 0 para o Grêmio, no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil. O zagueiro participou diretamente do lance que abriu o placar, foi substituído no intervalo e terminou a partida sob fortes críticas, mas recebeu do treinador a sinalização de que a falha deveria ser analisada dentro de um problema coletivo.
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O primeiro gol saiu ainda no começo do confronto, em uma jogada de reposição rápida do goleiro Weverton. Depois de um ataque atleticano ser interrompido por impedimento, o goleiro recolocou a bola em jogo com velocidade e encontrou a defesa adversária desorganizada. Lyanco estava de costas para Carlos Vinícius, chegou atrasado na disputa aérea e não conseguiu fazer o corte.
O atacante do Grêmio dominou em vantagem, passou por Léo Duarte e finalizou para colocar a equipe gaúcha na frente. O lance ocorreu aos 10 minutos do primeiro tempo, segundo o ge. Para Domínguez, o Atlético já tinha conhecimento da forma como o adversário iniciava as jogadas, mas não respondeu com a atenção necessária.
“Oferecemos um gol muito fácil ao rival, pois sabíamos que ele saía rápido com a bola a partir do goleiro. Nossa concentração não foi a máxima”, afirmou o técnico na entrevista coletiva após a partida. A avaliação colocou a falha de Lyanco no contexto da movimentação de toda a linha defensiva, e não apenas na decisão individual do zagueiro.
O treinador argentino reconheceu que Lyanco atravessa um momento abaixo do esperado. Ainda assim, evitou transformar o erro em uma condenação individual. Na visão do comandante, a defesa deveria ter reagido melhor à reposição rápida e protegido o companheiro depois que a jogada se desenvolveu.
“Lyanco hoje teve um erro individual que custou caro. Não foi só a concentração dele, foi a de toda linha defensiva. Foi um erro individual, mas vejo o que acontece atrás e ao lado de cada jogador, não só ao dele”, declarou Domínguez, conforme relato do No Ataque.
O técnico também pediu que o elenco mantenha a confiança no defensor. “A consequência tem que ser paga por todos e não só por um. Todo o time. Temos que acreditar no jogador, que pode ter momentos. O momento dele não é o melhor. Terá que trabalhar mais forte e melhor para que sua cabeça comece a mudar e acredite mais na sua qualidade”, disse.
A fala ocorreu depois de uma atuação que alimentou a insatisfação dos torcedores atleticanos. Nas redes sociais, parte da torcida direcionou críticas a Lyanco e apontou os erros cometidos durante o jogo. Uma manifestação citada pelo No Ataque chegou a questionar a permanência do zagueiro entre os titulares, enquanto Frederico Bolivar, conselheiro do clube e ex-candidato à presidência, também publicou críticas ao jogador.
Substituição mudou o desenho defensivo
Lyanco deixou o campo no intervalo por opção técnica. Igor Gomes entrou em seu lugar, e Domínguez aproveitou a alteração para modificar a estrutura da equipe. Na etapa final, o Atlético passou a jogar com uma linha de quatro defensores, em vez do desenho utilizado no primeiro tempo.
A substituição não ocorreu apenas depois do erro que resultou no gol. Nos minutos finais da primeira etapa, Lyanco voltou a se envolver em uma jogada de risco ao errar um passe e permitir que o Grêmio armasse um contra-ataque. A equipe gaúcha não conseguiu aproveitar a oportunidade para ampliar naquele momento, mas o lance reforçou a avaliação negativa sobre o desempenho do zagueiro.
O defensor ainda foi visto mancando no túnel de acesso aos vestiários após o apito final. A possibilidade de uma lesão, porém, foi descartada pela assessoria do Atlético em apuração do ge. As informações disponíveis não indicaram um novo problema físico relacionado ao jogador, e a saída no intervalo foi atribuída à decisão técnica de Domínguez.
O segundo gol do Grêmio foi marcado pelo volante Noriega na etapa final. Com isso, o Atlético terminou o primeiro encontro em desvantagem de dois gols e sem marcar fora de casa. O resultado ampliou a importância da correção defensiva para a partida decisiva, embora as fontes não tenham informado qual será a escolha do treinador para a zaga.
Atlético precisa reverter vantagem no segundo jogo
A classificação será definida no duelo de volta, marcado para a Arena MRV, no sábado, dia 7, às 18h. O Atlético-MG precisará vencer por pelo menos três gols de diferença para avançar diretamente à final da Copa do Brasil.
Uma vitória atleticana por dois gols levará a disputa para os pênaltis. Qualquer outro resultado — empate, derrota ou triunfo do mandante por apenas um gol — garante ao Grêmio a vaga na decisão, conforme as informações publicadas pelo No Ataque. O time gaúcho, portanto, deixou o primeiro confronto com uma vantagem que permite administrar o placar agregado no jogo de volta.
Antes de definir a equipe para a decisão, Domínguez terá de trabalhar tanto a organização da defesa quanto a recuperação da confiança dos jogadores envolvidos nos erros. A declaração do treinador, no entanto, indicou que a cobrança não será direcionada exclusivamente a Lyanco. Para o comandante, o Atlético precisa evitar novas desatenções coletivas e transformar a reação exigida pelo placar em uma resposta de todo o elenco.