O Corinthians atravessa seu momento mais delicado no Campeonato Brasileiro sob o comando de Fernando Diniz. A derrota por 2 a 1 para a Chapecoense, no domingo (6), na Neo Química Arena, foi a quarta consecutiva da equipe na competição e provocou novos protestos nas arquibancadas. O resultado ganhou peso porque o adversário ocupava a lanterna e havia conquistado apenas a terceira vitória no torneio.
O time paulista começou a partida em vantagem, com gol marcado logo no primeiro minuto, mas não conseguiu sustentar o resultado. A Chapecoense reagiu, virou o placar e deixou o Corinthians novamente sem pontuar em casa. A equipe ainda teve de buscar o empate durante boa parte do confronto, mas não encontrou uma resposta suficiente para evitar a sequência negativa.
Depois do apito final, Diniz reconheceu que o desempenho não correspondeu ao apoio recebido no estádio. O treinador disse estar constrangido com a situação, pediu desculpas aos torcedores em nome dos jogadores e afirmou que o elenco precisa entregar resultados melhores. A manifestação ocorreu após mais uma partida em que a torcida demonstrou apoio, mas terminou cobrando o time.
“Peço desculpa em nome dos jogadores, porque temos de entregar a vitória. O torcedor tem dado show aqui, nós temos de entregar mais”, declarou o técnico. Diniz também afirmou que o torcedor do Corinthians merece viver um momento com mais resultados positivos e que a reação não pode ser adiada.
O treinador assumiu a principal responsabilidade pelo momento da equipe. Segundo ele, quatro derrotas seguidas provocam um impacto significativo, especialmente porque três desses tropeços ocorreram como mandante. Diniz reconheceu que o time apresentou alguns momentos de desempenho satisfatório, mas ponderou que isso não é suficiente para justificar a ausência de vitórias no campeonato nacional.
“Tem que ganhar a próxima partida, não tem muito o que ficar projetando no campeonato. Situação difícil”, afirmou. A cobrança por uma resposta imediata também se relaciona à tabela: conforme relatado pelo Terra, a sequência fez o Corinthians perder posições e se aproximar da zona de rebaixamento. O clube, portanto, passou a lidar simultaneamente com a pressão por resultados e com o risco de agravamento da situação no Brasileirão.
Gols sofridos aumentam cobrança sobre a organização defensiva
Na entrevista, Diniz apontou a origem dos dois gols da Chapecoense como um problema específico da atuação corintiana. O treinador afirmou que os lances começaram em tiros de meta e avaliou que a equipe não poderia ter concedido as jogadas daquela maneira. A análise expõe uma preocupação que vai além da dificuldade para marcar: o Corinthians também vem permitindo ao adversário construir situações decisivas a partir de erros de organização.
O técnico comparou o momento atual com o início de seu trabalho no clube. Na avaliação dele, a equipe apresentava anteriormente uma consistência defensiva maior e não oferecia aos rivais determinadas oportunidades que passaram a resultar em derrotas. A queda desse padrão se tornou um dos pontos centrais da cobrança interna após a virada sofrida na Neo Química Arena.
Diniz afirmou que tem se empenhado para corrigir os erros junto aos jogadores. O objetivo, segundo o comandante, é recuperar comportamentos que o time já demonstrou e reduzir falhas que vêm custando pontos. A necessidade de ajuste é ainda mais urgente porque o Corinthians não conseguiu transformar a vantagem inicial contra a Chapecoense em controle da partida.
“Tenho me empenhado ao máximo e procurado fazer melhor ainda para tirar dos jogadores os erros que estão custando derrotas”, disse. O treinador também defendeu que a equipe volte a se conectar com aquilo que sabe fazer melhor, mas reconheceu que essa retomada precisa aparecer no placar, e não apenas em períodos de bom desempenho.
Libertadores muda o foco imediato do calendário
A oportunidade mais próxima de interromper a série negativa será pela CONMEBOL Libertadores. O Corinthians visita o Estudiantes nesta quarta-feira (9), às 21h30 (de Brasília), no jogo de ida das quartas de final. Embora o confronto continental concentre a atenção por ser o próximo compromisso, Diniz ressaltou que a obrigação de vencer não se limita ao torneio sul-americano.
O treinador afirmou que o Corinthians precisa buscar vitórias tanto na Libertadores quanto no Brasileirão. A declaração evita tratar a competição continental como uma saída para os problemas do campeonato nacional. A equipe terá de administrar a mudança de torneio sem perder de vista a necessidade de recuperar pontos na disputa por sua posição na tabela.
Após o duelo na Argentina, o Corinthians enfrenta o Flamengo no dia 13 de setembro, às 17h30, pelo Campeonato Brasileiro. Três dias depois, em 16 de setembro, às 21h30, recebe o Estudiantes no jogo de volta das quartas de final. A sequência reúne dois confrontos decisivos pela Libertadores e uma partida nacional contra um adversário de peso.
O cenário esportivo ainda é acompanhado por dificuldades financeiras do clube. O Terra informou que existem pendências com o elenco e que não havia previsão apresentada para a regularização dos pagamentos. Essa questão acrescenta pressão administrativa ao período, embora a cobrança feita por Diniz após a derrota tenha se concentrado na resposta da equipe dentro de campo.
Para o treinador, a saída passa por vencer o próximo compromisso e recuperar a identidade apresentada anteriormente. “Tem que vencer todo jogo”, afirmou. O encontro com o Estudiantes será a primeira chance de reação após a derrota para a Chapecoense, enquanto a retomada direta no Brasileirão ocorrerá na visita ao Flamengo.