A derrota para a Chapecoense intensificou críticas à decisão de Marcão em não relacionar Jemmes.Foto: Reprodução da Internet
A ausência de Jemmes entre os relacionados do Fluminense para o jogo contra a Chapecoense tornou-se um dos principais pontos de discussão após a derrota por 2 a 1, no último sábado (24). O zagueiro não ficou apenas fora da equipe titular: também não apareceu no banco de reservas, apesar de o setor defensivo ter contado com desfalques importantes.
O confronto foi disputado na Arena Condá, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Thiago Silva foi poupado pela comissão técnica, enquanto Juan Pablo Freytes, conhecido como Millán, estava lesionado. Com essas baixas, Marcão escalou Igor Rabello e Ignácio como titulares na zaga e manteve Jemmes fora da relação por opção técnica.
A escolha ganhou repercussão porque reduziu as alternativas disponíveis para uma posição que já começava a partida desfalcada. Caso fosse relacionado, Jemmes poderia ser uma opção durante o jogo, ainda que não tivesse iniciado a partida. A decisão, no entanto, indicou que o jovem defensor estava atrás de outras alternativas na avaliação da comissão técnica naquele momento.
Crítica questiona a hierarquia da zaga
O jornalista Venê Casagrande, do SBT Rio, contestou publicamente a decisão de Marcão. Na análise, ele defendeu que Jemmes deveria receber mais oportunidades e avaliou que o jogador poderia estar à frente de Igor Rabello na disputa por espaço no elenco.
A crítica foi apresentada como uma comparação esportiva entre os dois defensores, e não como uma desvalorização do trabalho de Rabello. Venê afirmou que gosta do zagueiro, mas considera que Jemmes oferece características mais compatíveis com a proposta de jogo adotada pelo Fluminense sob o comando de Marcão.
Entre os aspectos citados está a velocidade. A avaliação é de que esse atributo pode ser útil para uma equipe que tenta atuar com a linha defensiva mais adiantada e participar da construção das jogadas desde o campo de defesa. Nesse modelo, a capacidade de recuperação e a mobilidade dos zagueiros ganham importância, especialmente quando o time ocupa mais espaço no campo adversário.
Venê também recuperou a impressão positiva deixada por Jemmes no começo da temporada. Segundo o jornalista, o zagueiro havia sido elogiado por atuações anteriores, o que reforçaria a cobrança por uma sequência maior. A ausência diante da Chapecoense, portanto, foi interpretada como uma oportunidade não aproveitada para testar novamente o jogador em um cenário de necessidade.
O ponto levantado não estabelece que Jemmes tenha sido escolhido como titular em qualquer partida seguinte, nem confirma uma mudança na ordem dos zagueiros. A discussão está relacionada à opção específica de deixá-lo fora da lista contra a Chapecoense e ao entendimento de que ele poderia ser uma alternativa mais adequada em determinadas circunstâncias.
Momento do Fluminense ampliou a repercussão
A derrota em Chapecó deu mais peso ao debate. O Fluminense permaneceu com 51 pontos no Brasileirão e perdeu uma partida apontada na apuração como um confronto diante do lanterna da competição. O resultado aumentou a pressão sobre o time na reta final do campeonato e fez com que as decisões da comissão técnica passassem a ser examinadas com mais atenção.
O revés ocorreu poucos dias depois da eliminação para o Palmeiras na semifinal da Libertadores. Com a queda no torneio continental, o Campeonato Brasileiro passou a concentrar a sequência competitiva do clube. A equipe precisa reagir para seguir na disputa por uma vaga na competição continental de 2027, contexto que torna cada escolha de escalação mais relevante.
Dentro desse cenário, a composição da defesa virou um dos temas de cobrança. Thiago Silva foi preservado contra a Chapecoense, e Millán não estava disponível por causa de lesão. A combinação desses fatores poderia abrir espaço para uma alternativa diferente, mas Marcão optou por iniciar com Igor Rabello e Ignácio e não levar Jemmes ao banco.
A decisão não permite concluir, isoladamente, que o treinador tenha descartado o zagueiro ou definido uma mudança permanente na hierarquia do setor. Também não há confirmação de que a ausência tenha sido motivada por qualquer problema físico ou disciplinar. O material disponível aponta apenas uma escolha técnica para aquela partida.
Internacional será o próximo teste
O Fluminense terá o Internacional como próximo adversário. O duelo está marcado para esta quarta-feira (28), às 19h30, no Maracanã, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Será a primeira oportunidade para observar se Marcão mantém a formação utilizada em Chapecó ou amplia as opções para a defesa.
Até a divulgação da lista oficial de relacionados, não existe confirmação sobre o retorno de Jemmes ao grupo. Uma eventual convocação não significaria automaticamente uma vaga entre os titulares, mas mostraria que o zagueiro voltou a ser considerado para compor o banco e participar das alternativas do treinador.
Da mesma forma, a manutenção de Jemmes fora da relação poderia prolongar o questionamento sobre sua posição na disputa interna. A resposta de Marcão dependerá das condições dos demais defensores e da avaliação feita para o confronto no Maracanã. Por enquanto, a única decisão confirmada é a tomada em Chapecó: mesmo com duas ausências no setor, Jemmes não foi relacionado por opção técnica.
O contexto da derrota e da pressão sobre o Fluminense foi abordado em Fluminense perde para a lanterna Chapecoense e vê alerta aumentar. A próxima lista de jogadores será, assim, o primeiro indicativo sobre os efeitos práticos da cobrança por mais espaço ao zagueiro.