Tomás Cuello viveu uma mudança significativa em sua temporada pelo Atlético-MG. O atacante argentino marcou o gol que confirmou a classificação do clube para as quartas de final da Copa Sul-Americana e, com o lance, assumiu isoladamente a artilharia do time no ano. O camisa 28 chegou a sete gols na temporada depois de balançar as redes diante do Bragantino.
O gol teve peso duplo para o jogador. Além de contribuir diretamente para a continuidade do Atlético-MG na competição continental, o argentino consolidou uma reação individual que ganhou força nas últimas partidas. Antes de voltar a marcar, Cuello atravessava um jejum de 17 jogos sem gols.
A sequência sem balançar as redes contrastava com a responsabilidade ofensiva esperada de um atacante. A resposta veio em um intervalo curto. Desde o fim da seca, Cuello marcou quatro vezes em apenas três partidas, desempenho que alterou sua trajetória recente e o colocou no topo da lista de goleadores do Galo na temporada.
Cuello muda o ritmo no ataque
A retomada começou com uma atuação de destaque contra o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro. Naquela partida, o atacante marcou duas vezes. O desempenho encerrou o período de 17 jogos sem gols e abriu espaço para uma sequência mais produtiva.
O argentino voltou a marcar diante do Bragantino pela Sul-Americana. O gol foi novamente importante porque apareceu em um confronto que valia a permanência do Atlético-MG no torneio. Com a classificação assegurada, Cuello passou a reunir, na mesma sequência, produção individual e participação em um resultado decisivo para a equipe.
O número de quatro gols em três partidas inclui os dois feitos contra o Grêmio e os tentos anotados nos duelos com o Bragantino. A série também explica a ascensão do jogador na artilharia atleticana. Ao alcançar sete gols no ano, ele se isolou como o principal goleador do clube no período considerado pela reportagem.
Gol decisivo na Sul-Americana
O gol diante do Bragantino foi descrito como decisivo para a classificação do Atlético-MG às quartas de final. A atuação permitiu ao time avançar na competição continental, enquanto Cuello ganhou protagonismo no momento mais importante de sua sequência recente.
A partida também marcou uma virada na percepção sobre o momento do atacante. O jejum de 17 jogos havia deixado Cuello distante das redes, mas a sequência posterior mostrou uma resposta rápida. Em três jogos, ele marcou quatro vezes e participou diretamente de uma classificação internacional do Galo.
Mesmo com o gol determinante, Cuello não tratou a própria atuação como perfeita. Após o jogo, o atacante avaliou que não teve uma partida muito boa no aspecto da construção das jogadas. A análise revela que o jogador separou o valor do gol de uma avaliação mais ampla sobre seu desempenho em campo.
Atacante mantém autocrítica
Em entrevista depois do confronto, Cuello afirmou ser uma pessoa autocrítica. O jogador reconheceu limitações na construção, mas também destacou que, para um atacante, marcar é sempre positivo. A declaração foi acompanhada por uma postura de cautela em relação à fase goleadora.
“Sou um cara autocrítico. Hoje não foi uma partida muito boa em termos de construção, mas o que fica é o gol. Para um atacante, é sempre bom. Fico feliz por isso, mas é o que eu sempre falo: pés no chão e seguir trabalhando”, declarou o camisa 28.
A fala indica que Cuello não pretende transformar a sequência em motivo para relaxamento. Embora tenha marcado quatro vezes em três partidas e assumido a artilharia do Atlético-MG na temporada, o atacante ressaltou a necessidade de continuar trabalhando e manter os pés no chão.
O argentino também relacionou o período de poucos gols às tarefas que desempenhava em campo. Segundo sua avaliação, as funções táticas exercidas durante os jogos ajudaram a explicar a dificuldade para finalizar as jogadas. A observação apresenta a seca como parte de uma dinâmica coletiva, e não apenas como um problema de eficiência individual.
Foco coletivo no Atlético-MG
Mesmo celebrando o momento pessoal, Cuello colocou o desempenho do Atlético-MG como prioridade. O atacante valorizou o fato de ter marcado, mas associou o gol ao objetivo mais amplo da equipe: avançar na Sul-Americana. A classificação para as quartas de final foi o principal resultado da partida contra o Bragantino.
Essa postura aparece tanto na comemoração do gol quanto na avaliação feita depois do confronto. O jogador reconheceu a importância de voltar a marcar, especialmente depois de 17 partidas de jejum, mas evitou apresentar a própria artilharia como uma conquista isolada do restante do elenco.
Para o Atlético-MG, a sequência de Cuello representa uma alternativa ofensiva em um momento de disputa continental. O atacante marcou duas vezes contra o Grêmio, pelo Brasileirão, e voltou a fazer gols diante do Bragantino, adversário que também esteve ligado ao lance responsável pela classificação do Galo na Sul-Americana.
A evolução recente não apaga o período anterior, mas muda os números mais próximos do jogador. O argentino saiu de uma série sem gols para quatro tentos em três partidas. Com sete no total da temporada, passou a liderar a artilharia do clube e ganhou relevância na campanha atleticana.
Artilharia ganha novo líder
O sétimo gol de Cuello estabeleceu uma marca individual dentro do Atlético-MG. O camisa 28 se isolou na artilharia do Galo na temporada, posição alcançada depois de uma sequência que começou contra o Grêmio e prosseguiu nos jogos com o Bragantino.
Mais do que o número acumulado, a distribuição dos gols ajuda a dimensionar a fase. Foram dois gols em uma partida do Campeonato Brasileiro e outros dois em confrontos da Sul-Americana, de acordo com as informações disponíveis. A produção ocorreu em diferentes competições e incluiu um gol com efeito direto na classificação internacional.
Cuello, entretanto, prefere não projetar a sequência para além do que já aconteceu. A autocrítica sobre a atuação contra o Bragantino e o pedido por “pés no chão” mostram que o atacante reconhece a importância do momento, mas não o trata como garantia para os próximos jogos.
O cenário atual reúne três elementos objetivos: o fim de um jejum de 17 partidas, quatro gols em três jogos e a liderança isolada da artilharia do Atlético-MG na temporada. A classificação às quartas de final da Sul-Americana completa o quadro e dá peso coletivo à reação do argentino.
Assim, Cuello deixa o confronto com o Bragantino como um dos principais personagens recentes do Galo. O gol decisivo confirmou a vaga na competição continental, enquanto a marca de sete gols reforçou seu papel entre os jogadores de frente do Atlético-MG. A continuidade da boa fase, porém, dependerá do trabalho que o próprio atacante disse querer manter.