Cuca esfria negociações de Rubens e avalia Cebolinha no Santos
Após vencer o Internacional, técnico do Santos aponta entraves financeiros para contratar Rubens e deixa futuro de Everton Cebolinha nas mãos da diretoria.
O Santos deve reduzir as expectativas por reforços de impacto nesta janela de transferências. Após a vitória por 3 a 2 sobre o Internacional, no Beira-Rio, o técnico Cuca afirmou que a contratação de Rubens, do Dínamo Moscou, não deve avançar e tratou com cautela a possibilidade de chegada de Everton Cebolinha, do Flamengo.
As duas negociações estão ligadas à tentativa do clube de qualificar o elenco sem assumir o custo de uma compra definitiva. Cuca reconheceu que o grupo ainda tem carências, principalmente na lateral esquerda, mas indicou que as decisões dependem da diretoria e da situação financeira santista.
Compra de Rubens trava plano para a lateral
Rubens é um jogador conhecido por Cuca desde o período em que ambos trabalharam no Atlético-MG. O atleta atua como lateral-esquerdo e também pode exercer funções no meio-campo, característica que agrada ao treinador. O problema, segundo o comandante, é que o Santos precisaria comprar o jogador que pertence ao Dínamo Moscou.
Em entrevista coletiva após o duelo com o Internacional, Cuca foi direto ao comentar o negócio. O técnico afirmou que não poderia criar expectativa na torcida e avaliou que a operação “não vai acontecer”, justamente porque exigiria uma aquisição em definitivo.
A busca por um lateral ganhou urgência depois que Escobar recebeu o terceiro cartão amarelo e ficou suspenso para o próximo compromisso do Campeonato Brasileiro, contra o Cruzeiro. O treinador citou Rafael Gonzaga, Luan Peres e João Ananias como alternativas para a posição.
Rafael Gonzaga aparece como uma opção formada no elenco, embora ainda jovem. Luan Peres já desempenhou a função anteriormente, enquanto João Ananias poderia ser deslocado de sua posição de origem. Cuca reconheceu que algumas dessas alternativas representam improvisações, mas afirmou confiar nos jogadores disponíveis.
Antes de voltar a considerar Rubens, o Santos também tentou repatriar Emerson Palmieri. A possibilidade não avançou porque o Olympique de Marselha não aceitou liberar o jogador sem compensação financeira, cenário incompatível com o momento econômico do clube paulista.
Cebolinha depende de diretoria e decisão do atacante
O nome de Everton Cebolinha foi tratado de maneira diferente por Cuca. O treinador elogiou a capacidade individual do atacante, destacando o jogo no um contra um, mas deixou claro que não participa diretamente das tratativas. Para ele, a contratação depende do aval da diretoria e da disposição do próprio jogador.
Cebolinha tem vínculo com o Flamengo até o fim da temporada, e o Santos demonstrou interesse em contar com o atleta. A preferência indicada nas informações de bastidores, porém, seria por uma transferência para a Europa ou para algum mercado fora do Brasil. Entre as opções no futebol brasileiro, o jogador teria sinalizado inclinação pelo Grêmio.
Por isso, embora Cuca considere o atacante um nome desejado por praticamente qualquer equipe, o treinador não apresentou a negociação como algo próximo de um acerto. A avaliação pública foi de que a eventual chegada dependeria de fatores que estão fora do alcance da comissão técnica.
O modelo de mercado adotado pelo Santos tem priorizado jogadores que possam chegar por empréstimo ou sem a necessidade de pagamento pela aquisição dos direitos. Lima, Arthur e Rodinei são citados como exemplos de reforços contratados dentro dessa lógica.
Vitória teve cobrança no intervalo
A entrevista de Cuca ocorreu depois de uma vitória importante, mas com um segundo tempo que gerou preocupação. O Santos abriu 3 a 0 no Beira-Rio e ainda contou com a expulsão de Matheus Bahia, do Internacional, no primeiro tempo. Mesmo em vantagem numérica, porém, a equipe sofreu pressão após o intervalo.
O treinador revelou que fez uma cobrança forte no vestiário para evitar que os jogadores diminuíssem o ritmo. Na avaliação de Cuca, o adversário teria de se esforçar ainda mais para compensar a desvantagem numérica, e qualquer relaxamento poderia recolocar o Internacional na partida.
O alerta não impediu a reação do time gaúcho. O Colorado marcou duas vezes e transformou uma partida aparentemente controlada em um confronto tenso até os minutos finais. A defesa santista conseguiu preservar o resultado, mas a atuação reforçou a necessidade de manter concentração mesmo quando o placar e as circunstâncias são favoráveis.
Outro ponto observado pelo técnico foi a estreia de Arthur. O volante entrou no segundo tempo no lugar de Caballero, com a missão de aumentar a posse de bola e oferecer mais controle ao meio-campo. Cuca utilizou o jogador em uma função mais avançada, como meia, porque ele ainda busca recuperar a condição física ideal para atuar como primeiro ou segundo volante.
O treinador também ressaltou a versatilidade de Arthur e disse que o atleta se dispõe a desempenhar qualquer uma das três funções do meio-campo. A adaptação amplia as possibilidades para a sequência da temporada, especialmente em um elenco que ainda tenta equilibrar limitações financeiras e necessidades esportivas.
O próximo compromisso do Santos será contra o Atlético-MG, na Vila Belmiro, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa Sul-Americana. Há possibilidade de Lucas Veríssimo retornar à equipe. O zagueiro ficou fora da partida contra o Internacional após sofrer uma entorse no tornozelo.