A saída de Adonis Frías para o Atlas, do México, obrigou o Santos a rever as opções disponíveis para a defesa. Com o clube impedido momentaneamente de registrar reforços por causa do transfer ban, o técnico Cuca passou a olhar com mais atenção para uma solução que já apresentou resultados recentes: a utilização de Willian Arão como zagueiro.
NOTAS DA TORCIDA
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0 × 3 Brasileirão Série A
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Álvaro BarrealTitular
Média7,3
Christian OlivaTitular
Média7,0
Gabriel BarbosaTitular
Média8,3
Gabriel BrazãoTitular
Média7,0
Gonzalo EscobarTitular
Média6,3
Gustavo CaballeroTitular
Média6,3
Igor ViníciusTitular
Média6,0
João SchmidtTitular
Média6,7
Luan PeresTitular
Média7,0
NeymarTitular
Média9,0
Willian ArãoTitular
Média8,3
Benjamín RollheiserEntrou durante o jogo
Média8,0
Gustavo HenriqueEntrou durante o jogo
Média7,3
João AnaniasEntrou durante o jogo
Média6,0
RonyEntrou durante o jogo
Média6,7
ThacianoEntrou durante o jogo
Média6,7
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Contratado inicialmente para atuar no meio-campo, Arão foi deslocado para a linha defensiva nas duas últimas partidas do Santos. A mudança ocorreu diante do Macará, pela Copa Sul-Americana, e do Vasco, pelo Campeonato Brasileiro. Nos dois compromissos, o jogador formou dupla com Luan Peres e recebeu avaliação positiva da comissão técnica.
A adaptação também teve reflexo no setor ofensivo. Os dois primeiros gols de Arão com a camisa santista foram marcados justamente no período em que ele passou a atuar como defensor. O dado aumenta o peso da experiência recente e faz com que a improvisação deixe de ser vista apenas como uma alternativa emergencial.
Arão responde à oportunidade defensiva
A escolha de Cuca não surgiu sem precedente. Arão já havia desempenhado a função de zagueiro durante a passagem pelo Flamengo. Em 2020, sob o comando de Rogério Ceni, o jogador atuou também na defesa e fez parte do elenco que conquistou o Campeonato Brasileiro naquela temporada.
Essa experiência anterior ajuda a explicar por que o treinador santista recorreu ao volante em um momento de redução das opções. A movimentação não representa uma mudança definitiva de posição confirmada pelo clube, mas indica que Arão pode ganhar mais minutos na zaga enquanto o elenco não for ampliado e outros jogadores não estiverem disponíveis.
No Santos, o atleta passou a ser observado por uma característica que vai além da função original. A capacidade de atuar em mais de um setor oferece a Cuca uma alternativa interna para montar a equipe. Em vez de depender exclusivamente de um substituto de origem para Frías, o treinador pode utilizar um jogador que já conhece o funcionamento do meio-campo e possui histórico recente como defensor.
Venda de Frías reduz opções
A transferência de Adonis Frías para o Atlas foi acertada por US$ 3,7 milhões, valor estimado em cerca de R$ 20 milhões. O Santos ainda manteve participação em uma futura negociação do jogador. A operação, entretanto, deixou uma lacuna no planejamento defensivo para a sequência da temporada.
O problema esportivo se torna mais sensível porque o Santos continua sem poder registrar novos reforços enquanto o transfer ban estiver vigente. Assim, Cuca precisa trabalhar com os nomes que já estão no elenco. A saída de Frías reduz a margem de escolha e torna a versatilidade de Arão mais relevante nas decisões para os próximos jogos.
Além de Arão e Luan Peres, o treinador tem os jovens João Ananias e João Alencar como alternativas para compor a defesa. A presença dos dois jogadores amplia as possibilidades de escalação, mas a boa resposta de Arão nas partidas recentes pode fazer com que ele passe a disputar espaço de maneira mais frequente.
Macará testa nova formação
A necessidade de definir a defesa já aparece na partida contra o Macará, marcada para esta quinta-feira, 20 de agosto, no Equador. O duelo vale uma vaga nas quartas de final da Copa Sul-Americana e será o segundo encontro entre as equipes nesta fase da competição.
O Santos venceu o primeiro jogo por 2 a 1, na Vila Belmiro. Com esse resultado, um empate no Equador é suficiente para confirmar a classificação santista. A situação coloca a formação defensiva sob atenção, especialmente depois da saída de Frías e da possibilidade de Cuca manter Arão entre os titulares.
Nos confrontos anteriores contra Macará e Vasco, Arão atuou ao lado de Luan Peres. A repetição dessa dupla pode representar uma escolha baseada no desempenho recente, mas a fonte não confirma a escalação do Santos para o jogo no Equador. As alternativas disponíveis incluem também João Ananias e João Alencar.
Para Cuca, a questão não se limita à partida contra o Macará. O treinador precisa encontrar uma configuração que possa ser utilizada ao longo da temporada, considerando a ausência de Frías e a restrição para inscrever jogadores. Nesse quadro, cada atuação de Arão na defesa serve também como avaliação para a sequência do trabalho.
Veríssimo se aproxima do retorno
Outra possibilidade para o setor é o retorno de Lucas Veríssimo. O zagueiro está na etapa final da transição física depois de se recuperar de uma lesão muscular na panturrilha esquerda. A comissão técnica trabalha com a expectativa de contar novamente com o defensor no confronto diante do Mirassol, no fim de semana.
Veríssimo não atua desde 1º de agosto, quando participou do empate por 0 a 0 com o Remo. Caso seja liberado, ele voltará a oferecer uma opção importante para a defesa santista e poderá reduzir parte da pressão sobre Cuca na montagem do setor.
Ainda assim, o retorno do zagueiro não elimina o efeito da transferência de Frías. O Santos perdeu uma alternativa e permanece sem a possibilidade momentânea de registrar contratações. Por isso, a comissão técnica precisa conciliar a recuperação de Veríssimo com a avaliação dos jogadores que estão em condições de atuar.
Arão, nesse cenário, aparece como uma peça de ligação entre a necessidade imediata e o planejamento para os próximos compromissos. Ele chegou ao clube para reforçar o meio-campo, mas apresentou rendimento suficiente na zaga para ser considerado uma alternativa concreta. Os gols marcados na nova função acrescentam um elemento ofensivo à mudança, embora o principal impacto esteja na recomposição das opções defensivas.
A decisão de manter ou não o jogador na defesa dependerá das escolhas de Cuca, da condição física de Veríssimo e das alternativas formadas por Luan Peres, João Ananias e João Alencar. O que já está definido é que a saída de Frías alterou o planejamento do Santos e fez a polivalência de Arão ganhar espaço no elenco.