A saída de Adonis Frías para o Atlas, do México, obrigou o Santos a rever as opções disponíveis para a defesa. Com o clube impedido momentaneamente de registrar reforços por causa do transfer ban, o técnico Cuca passou a olhar com mais atenção para uma solução que já apresentou resultados recentes: a utilização de Willian Arão como zagueiro.
OFERTAS PARA A TORCIDA
Ofertas podem mudar no Mercado Livre
Camisa Santos Umbro Oficial 26/27 TorcedorDe R$ 399,90
Contratado inicialmente para atuar no meio-campo, Arão foi deslocado para a linha defensiva nas duas últimas partidas do Santos. A mudança ocorreu diante do Macará, pela Copa Sul-Americana, e do Vasco, pelo Campeonato Brasileiro. Nos dois compromissos, o jogador formou dupla com Luan Peres e recebeu avaliação positiva da comissão técnica.
A adaptação também teve reflexo no setor ofensivo. Os dois primeiros gols de Arão com a camisa santista foram marcados justamente no período em que ele passou a atuar como defensor. O dado aumenta o peso da experiência recente e faz com que a improvisação deixe de ser vista apenas como uma alternativa emergencial.
Arão responde à oportunidade defensiva
A escolha de Cuca não surgiu sem precedente. Arão já havia desempenhado a função de zagueiro durante a passagem pelo Flamengo. Em 2020, sob o comando de Rogério Ceni, o jogador atuou também na defesa e fez parte do elenco que conquistou o Campeonato Brasileiro naquela temporada.
Essa experiência anterior ajuda a explicar por que o treinador santista recorreu ao volante em um momento de redução das opções. A movimentação não representa uma mudança definitiva de posição confirmada pelo clube, mas indica que Arão pode ganhar mais minutos na zaga enquanto o elenco não for ampliado e outros jogadores não estiverem disponíveis.
No Santos, o atleta passou a ser observado por uma característica que vai além da função original. A capacidade de atuar em mais de um setor oferece a Cuca uma alternativa interna para montar a equipe. Em vez de depender exclusivamente de um substituto de origem para Frías, o treinador pode utilizar um jogador que já conhece o funcionamento do meio-campo e possui histórico recente como defensor.
Venda de Frías reduz opções
A transferência de Adonis Frías para o Atlas foi acertada por US$ 3,7 milhões, valor estimado em cerca de R$ 20 milhões. O Santos ainda manteve participação em uma futura negociação do jogador. A operação, entretanto, deixou uma lacuna no planejamento defensivo para a sequência da temporada.
O problema esportivo se torna mais sensível porque o Santos continua sem poder registrar novos reforços enquanto o transfer ban estiver vigente. Assim, Cuca precisa trabalhar com os nomes que já estão no elenco. A saída de Frías reduz a margem de escolha e torna a versatilidade de Arão mais relevante nas decisões para os próximos jogos.
Além de Arão e Luan Peres, o treinador tem os jovens João Ananias e João Alencar como alternativas para compor a defesa. A presença dos dois jogadores amplia as possibilidades de escalação, mas a boa resposta de Arão nas partidas recentes pode fazer com que ele passe a disputar espaço de maneira mais frequente.
Macará testa nova formação
A necessidade de definir a defesa já aparece na partida contra o Macará, marcada para esta quinta-feira, 20 de agosto, no Equador. O duelo vale uma vaga nas quartas de final da Copa Sul-Americana e será o segundo encontro entre as equipes nesta fase da competição.
O Santos venceu o primeiro jogo por 2 a 1, na Vila Belmiro. Com esse resultado, um empate no Equador é suficiente para confirmar a classificação santista. A situação coloca a formação defensiva sob atenção, especialmente depois da saída de Frías e da possibilidade de Cuca manter Arão entre os titulares.
Nos confrontos anteriores contra Macará e Vasco, Arão atuou ao lado de Luan Peres. A repetição dessa dupla pode representar uma escolha baseada no desempenho recente, mas a fonte não confirma a escalação do Santos para o jogo no Equador. As alternativas disponíveis incluem também João Ananias e João Alencar.
Para Cuca, a questão não se limita à partida contra o Macará. O treinador precisa encontrar uma configuração que possa ser utilizada ao longo da temporada, considerando a ausência de Frías e a restrição para inscrever jogadores. Nesse quadro, cada atuação de Arão na defesa serve também como avaliação para a sequência do trabalho.
Veríssimo se aproxima do retorno
Outra possibilidade para o setor é o retorno de Lucas Veríssimo. O zagueiro está na etapa final da transição física depois de se recuperar de uma lesão muscular na panturrilha esquerda. A comissão técnica trabalha com a expectativa de contar novamente com o defensor no confronto diante do Mirassol, no fim de semana.
Veríssimo não atua desde 1º de agosto, quando participou do empate por 0 a 0 com o Remo. Caso seja liberado, ele voltará a oferecer uma opção importante para a defesa santista e poderá reduzir parte da pressão sobre Cuca na montagem do setor.
Ainda assim, o retorno do zagueiro não elimina o efeito da transferência de Frías. O Santos perdeu uma alternativa e permanece sem a possibilidade momentânea de registrar contratações. Por isso, a comissão técnica precisa conciliar a recuperação de Veríssimo com a avaliação dos jogadores que estão em condições de atuar.
Arão, nesse cenário, aparece como uma peça de ligação entre a necessidade imediata e o planejamento para os próximos compromissos. Ele chegou ao clube para reforçar o meio-campo, mas apresentou rendimento suficiente na zaga para ser considerado uma alternativa concreta. Os gols marcados na nova função acrescentam um elemento ofensivo à mudança, embora o principal impacto esteja na recomposição das opções defensivas.
A decisão de manter ou não o jogador na defesa dependerá das escolhas de Cuca, da condição física de Veríssimo e das alternativas formadas por Luan Peres, João Ananias e João Alencar. O que já está definido é que a saída de Frías alterou o planejamento do Santos e fez a polivalência de Arão ganhar espaço no elenco.