Cruzeiro toma decisão quente com relação a transferências em 2027
Diretoria quer evitar o pagamento de salários de jogadores emprestados e avaliará saídas por critérios financeiros; Gabriel Rojas está entre os casos possíveis.
Cruzeiro adotará critérios financeiros rigorosos para transferências em 2027, afetando empréstimos e salários.Foto: Reprodução da Internet
O Cruzeiro prepara uma mudança na condução do elenco para 2027. A diretoria pretende adotar critérios financeiros mais rígidos para autorizar empréstimos e saídas de jogadores, com a intenção de deixar de pagar salários de atletas cedidos temporariamente a outras equipes.
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A informação foi divulgada pelo Zeiro, com base em um relato do perfil Novas Rocha. Segundo a publicação, a orientação já teria sido comunicada internamente aos jogadores. O clube, porém, ainda não apresentou publicamente um regulamento detalhado nem informou quais atletas seriam diretamente afetados.
A principal alteração prevista está relacionada ao modelo de empréstimo utilizado pelo Cruzeiro. Em operações anteriores, o clube podia continuar responsável por parte dos vencimentos mesmo depois de o jogador ser cedido. Para 2027, a diretoria quer evitar que esse tipo de acordo mantenha despesas com profissionais que não estejam atuando pela equipe celeste.
Saídas dependerão de vantagem financeira
Com a nova diretriz, o desejo do atleta de deixar a Toca da Raposa não deverá ser suficiente para garantir uma liberação. A equipe interessada também precisará apresentar condições consideradas favoráveis ao Cruzeiro, especialmente em relação ao pagamento ou à divisão dos salários.
A avaliação deverá considerar ainda o retorno sobre o investimento feito pelo clube. Na prática, a diretoria pretende analisar se o empréstimo reduzirá custos, se permitirá recuperar parte dos valores empregados na contratação ou se contribuirá para uma solução esportiva e financeira mais equilibrada.
O objetivo não seria impedir todas as cessões, mas mudar o padrão de decisão. Um empréstimo poderá continuar sendo considerado quando houver benefício claro para o Cruzeiro. O que a diretoria pretende evitar são operações em que o jogador deixa o elenco, mas a SAF continua arcando com uma parcela relevante da folha sem receber uma compensação proporcional.
Essa política pode atingir atletas que perderam espaço com o técnico Artur Jorge ou que ainda enfrentam dificuldades de adaptação ao futebol brasileiro. Nesses casos, a direção deverá combinar a avaliação da comissão técnica com a análise do custo de permanência e das condições apresentadas por possíveis destinos.
Gabriel Rojas aparece entre os casos a serem avaliados
O lateral-esquerdo Gabriel Rojas é citado como um dos jogadores que podem passar por essa análise. O argentino reconheceu dificuldades de adaptação ao Brasil, mencionando o idioma e a falta de sequência desde sua chegada ao Cruzeiro.
Em entrevista à rádio DSports, Rojas afirmou que começou recebendo oportunidades, mas não alcançou a quantidade de minutos que esperava. O jogador também declarou que a situação seria discutida em dezembro e que seria necessário avaliar o que seria melhor para sua carreira e para o clube.
O futuro do lateral argentino foi deixado em aberto para dezembro, sem confirmação de que a saída já esteja decidida. O Racing foi mencionado como um possível destino, mas não há, no material disponível, confirmação de proposta oficial ou de negociação em andamento com a equipe argentina.
Assim, uma eventual transferência ou cessão de Rojas dependeria de novos movimentos. Caso o jogador manifeste interesse em sair, o Cruzeiro deverá considerar sua utilização esportiva, o processo de adaptação, a situação contratual e as condições financeiras oferecidas pelo possível destino.
A fala do lateral não representa, por si só, um pedido formal de empréstimo ou uma definição sobre seu futuro. Ela apenas colocou o atleta entre os nomes cuja situação pode ser reavaliada durante o planejamento da próxima temporada.
Reorganização do futebol influencia o planejamento
A revisão dos empréstimos ocorre em meio a uma reorganização do departamento de futebol. Paulinho passou a exercer uma função de liderança e deverá participar de decisões relacionadas à montagem do elenco, às permanências e às negociações de jogadores.
Artur Jorge também indicou que o desempenho individual e coletivo na reta final da temporada será levado em conta para a formação do grupo de 2027. Dessa maneira, a avaliação não deverá se limitar ao interesse do atleta em buscar outro clube. Rendimento, espaço na equipe e adequação ao planejamento esportivo também estarão entre os fatores considerados.
A diretoria busca, portanto, aproximar as decisões esportivas do controle orçamentário. Jogadores sem participação frequente podem ser liberados, mas a operação precisará produzir algum efeito positivo nas contas do Cruzeiro. A intenção é reduzir despesas com salários e, ao mesmo tempo, proteger o valor dos ativos pertencentes ao clube.
Até agora, não foram divulgados percentuais salariais, valores mínimos, prazos ou outros parâmetros objetivos para definir quando um empréstimo será considerado vantajoso. Também não existe uma lista oficial de atletas que serão colocados no mercado ou obrigatoriamente envolvidos em futuras cessões.
Por isso, a mudança deve ser tratada como uma orientação de gestão para 2027, e não como uma decisão definitiva sobre Gabriel Rojas. A definição dos casos dependerá da avaliação da comissão técnica, da manifestação dos jogadores e das propostas concretas que chegarem ao Cruzeiro.
O clube também ainda não confirmou publicamente todos os detalhes da política. O que está indicado é uma tentativa de interromper operações que mantenham a responsabilidade salarial sobre atletas emprestados e de exigir maior retorno financeiro nas próximas saídas.