O empate por 1 a 1 com o Atlético-MG, na terça-feira (25), pelas quartas de final da Copa do Brasil, deixou o Cruzeiro diante de um alerta que não havia aparecido em nenhum outro momento da temporada. A equipe sofreu gol pela sexta partida consecutiva em 2026, sequência inédita no ano. O problema atravessa dois trabalhos diferentes: começou em compromissos disputados sob o comando de Tite e continuou depois da chegada de Artur Jorge.
A marca não representa apenas uma estatística isolada. Ela aparece justamente quando o clube mineiro disputa partidas eliminatórias e precisa de maior regularidade para continuar avançando. O Cruzeiro ainda tem a classificação à semifinal da Copa do Brasil em aberto, mas terá de atuar novamente sem a vantagem de ter vencido o primeiro confronto. O resultado no Mineirão não definiu um favorito para a vaga.
Defesa celeste perde a regularidade
Até o clássico contra o Atlético-MG, o Cruzeiro não havia passado em 2026 por uma série tão longa sofrendo pelo menos um gol por jogo. O levantamento foi publicado pelo Zeiro, veículo que acompanha o clube. A sequência chama atenção porque não ficou limitada a uma competição específica ou a adversários de menor expressão. Ela também alcançou o principal torneio continental disputado pela equipe na temporada.
O período de instabilidade defensiva inclui os dois jogos das oitavas de final da Copa Libertadores contra o Flamengo. No primeiro encontro, realizado no Mineirão, o placar terminou empatado em 1 a 1. Na partida de volta, no Maracanã, o time carioca venceu por 2 a 1 e eliminou o Cruzeiro da competição.
O adversário daquele mata-mata era o atual campeão da Libertadores e tinha um dos elencos mais fortes do futebol brasileiro, segundo a publicação. Esse fator ajuda a explicar o grau de dificuldade dos confrontos, mas não elimina o fato de que o Cruzeiro foi vazado nas duas partidas. A equipe não conseguiu encerrar nenhum dos duelos com a defesa intacta e deixou a competição continental após a derrota no Rio de Janeiro.
Depois da eliminação, a dificuldade para evitar gols continuou presente. A sequência alcançou os compromissos seguintes e terminou, até o momento, no clássico válido pela Copa do Brasil. A repetição do problema transforma a defesa em uma das principais questões para Artur Jorge administrar no período decisivo da temporada.
Clássico expôs falha decisiva
O Cruzeiro teve um desempenho suficiente para sair na frente no Mineirão. Keny Arroyo marcou o gol da equipe, que também conseguiu controlar boa parte das ações do confronto. A vantagem, porém, não foi mantida até o apito final. O Atlético-MG encontrou espaço em uma jogada iniciada depois de uma perda de posse do time celeste.
O empate saiu aos 23 minutos do segundo tempo. Renan Lodi apareceu dentro da área e finalizou para deixar o placar em 1 a 1. De acordo com a apuração publicada pelo Zeiro, o Atlético-MG havia produzido poucas chegadas consideradas efetivas até aquele momento, mas aproveitou a oportunidade criada para mudar a configuração do jogo.
O lance concentra dois pontos de atenção para o Cruzeiro. O primeiro é a necessidade de proteger melhor a bola em zonas que podem oferecer ao adversário uma transição rápida. O segundo está relacionado à capacidade de sustentar resultados favoráveis até o encerramento. A equipe marcou, controlou trechos relevantes do clássico, mas acabou sofrendo o gol que impediu a vitória.
Não há indicação, na fonte, de que o problema esteja ligado a um único jogador ou a uma alteração específica na formação. O que está confirmado é a sequência coletiva de partidas com gols sofridos e a ocorrência de uma falha de posse no lance que originou o empate. Qualquer mudança individual ou tática para o jogo de volta ainda não foi informada no material disponível.
Artur Jorge assume desafio imediato
O treinador Artur Jorge passou a ter uma preocupação adicional à frente do Cruzeiro. A sequência começou antes de seu trabalho, mas permanece sob seu comando e ganhou peso depois do empate no clássico. O técnico precisará buscar soluções para tornar o sistema defensivo mais seguro sem perder a capacidade de criar e controlar partidas, característica apresentada pela equipe em parte do duelo contra o Atlético-MG.
A dificuldade não está resumida ao número de gols sofridos. Ao permitir que todos os seis jogos da série terminassem com a defesa vazada, o Cruzeiro também deixou de alcançar o resultado necessário para encerrar a partida sem conceder oportunidades convertidas pelo adversário. Em mata-matas, essa margem pode ser determinante, porque um gol altera a estratégia e aumenta a necessidade de buscar o placar.
Na Libertadores, os gols sofridos contra o Flamengo contribuíram para a eliminação do Cruzeiro. Na Copa do Brasil, o empate em casa não produziu uma desvantagem definitiva, mas retirou da Raposa a possibilidade de chegar ao segundo jogo sustentando uma vitória. O duelo de volta será decisivo para estabelecer qual dos dois clubes avançará à semifinal.
O resultado também manteve o confronto equilibrado do ponto de vista da classificação. Como não houve vencedor no primeiro encontro, o Cruzeiro precisará buscar a classificação na partida de volta. A fonte não informa a data, o horário ou o local do próximo duelo, nem apresenta detalhes sobre eventuais desfalques, suspensões ou alterações previstas nas equipes.
Copa do Brasil mantém disputa aberta
O jogo de ida mostrou que o Cruzeiro tem capacidade para incomodar o Atlético-MG e construir uma vantagem durante a partida. Keny Arroyo colocou a equipe no comando do placar, e o time celeste teve maior domínio em boa parte do clássico. A questão será transformar esse controle em um resultado que não seja desfeito por erros de transição ou de posse.
Para interromper a série negativa, o Cruzeiro terá de terminar o confronto de volta sem sofrer gols. Essa possibilidade também está diretamente ligada à classificação: uma atuação defensiva mais consistente pode ajudar o clube a avançar, enquanto uma nova falha pode deixar o adversário em condição de decidir a vaga. O material disponível, porém, não informa qual resultado será necessário em detalhes nem apresenta regras específicas para eventual desempate.
A eliminação na Libertadores e o empate na abertura das quartas da Copa do Brasil colocam os gols sofridos como um ponto recorrente em confrontos de alta importância. Ainda assim, a sequência não permite concluir, isoladamente, que o Cruzeiro tenha perdido competitividade. Contra o Atlético-MG, a equipe saiu na frente e controlou parte do jogo. O dado indica, com segurança, que o time não tem conseguido combinar esse desempenho com uma partida sem ser vazado.
O trabalho de Artur Jorge, portanto, terá como uma das prioridades a redução dos espaços oferecidos após perdas de bola. A correção precisa ocorrer sem desconsiderar o que funcionou no clássico, principalmente a capacidade de marcar e impor controle em determinados momentos. O desafio é fazer com que esses aspectos positivos não sejam anulados por uma única oportunidade concedida.
A próxima atuação pela Copa do Brasil reunirá duas metas para a Raposa: continuar viva na competição e encerrar a maior sequência de gols sofridos do Cruzeiro em 2026. O empate deixou a disputa completamente aberta. Até que o confronto de volta seja realizado, a marca de seis jogos consecutivos sendo vazado permanecerá como o principal alerta defensivo da equipe.