O empate por 1 a 1 com o Atlético-MG, na terça-feira (25), pelas quartas de final da Copa do Brasil, deixou o Cruzeiro diante de um alerta que não havia aparecido em nenhum outro momento da temporada. A equipe sofreu gol pela sexta partida consecutiva em 2026, sequência inédita no ano. O problema atravessa dois trabalhos diferentes: começou em compromissos disputados sob o comando de Tite e continuou depois da chegada de Artur Jorge.
NOTAS DA TORCIDA
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1 × 1 Copa do Brasil
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Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
Fabrício BrunoTitular
Média6,5
FagnerTitular
Média7,0
GersonTitular
Média6,5
Jonathan JesusTitular
Média7,5
Kaio JorgeTitular
Média6,0
Keny ArroyoTitular
Média9,0
Lucas RomeroTitular
Média8,0
Lucas VillalbaTitular
Média8,5
Matheus PereiraTitular
Média7,0
Otávio CostaTitular
Média7,0
WesleyTitular
Média6,5
Bruno RodriguesEntrou durante o jogo
Média6,0
João CostaEntrou durante o jogo
Média6,5
João MarceloEntrou durante o jogo
Média7,0
Matheus HenriqueEntrou durante o jogo
Média6,5
Neyser VillarealEntrou durante o jogo
Média6,0
WilliamEntrou durante o jogo
Média6,0
✓ Resultado final baseado em 34 voto(s) da torcida.
A marca não representa apenas uma estatística isolada. Ela aparece justamente quando o clube mineiro disputa partidas eliminatórias e precisa de maior regularidade para continuar avançando. O Cruzeiro ainda tem a classificação à semifinal da Copa do Brasil em aberto, mas terá de atuar novamente sem a vantagem de ter vencido o primeiro confronto. O resultado no Mineirão não definiu um favorito para a vaga.
Defesa celeste perde a regularidade
Até o clássico contra o Atlético-MG, o Cruzeiro não havia passado em 2026 por uma série tão longa sofrendo pelo menos um gol por jogo. O levantamento foi publicado pelo Zeiro, veículo que acompanha o clube. A sequência chama atenção porque não ficou limitada a uma competição específica ou a adversários de menor expressão. Ela também alcançou o principal torneio continental disputado pela equipe na temporada.
O período de instabilidade defensiva inclui os dois jogos das oitavas de final da Copa Libertadores contra o Flamengo. No primeiro encontro, realizado no Mineirão, o placar terminou empatado em 1 a 1. Na partida de volta, no Maracanã, o time carioca venceu por 2 a 1 e eliminou o Cruzeiro da competição.
O adversário daquele mata-mata era o atual campeão da Libertadores e tinha um dos elencos mais fortes do futebol brasileiro, segundo a publicação. Esse fator ajuda a explicar o grau de dificuldade dos confrontos, mas não elimina o fato de que o Cruzeiro foi vazado nas duas partidas. A equipe não conseguiu encerrar nenhum dos duelos com a defesa intacta e deixou a competição continental após a derrota no Rio de Janeiro.
Depois da eliminação, a dificuldade para evitar gols continuou presente. A sequência alcançou os compromissos seguintes e terminou, até o momento, no clássico válido pela Copa do Brasil. A repetição do problema transforma a defesa em uma das principais questões para Artur Jorge administrar no período decisivo da temporada.
Clássico expôs falha decisiva
O Cruzeiro teve um desempenho suficiente para sair na frente no Mineirão. Keny Arroyo marcou o gol da equipe, que também conseguiu controlar boa parte das ações do confronto. A vantagem, porém, não foi mantida até o apito final. O Atlético-MG encontrou espaço em uma jogada iniciada depois de uma perda de posse do time celeste.
O empate saiu aos 23 minutos do segundo tempo. Renan Lodi apareceu dentro da área e finalizou para deixar o placar em 1 a 1. De acordo com a apuração publicada pelo Zeiro, o Atlético-MG havia produzido poucas chegadas consideradas efetivas até aquele momento, mas aproveitou a oportunidade criada para mudar a configuração do jogo.
O lance concentra dois pontos de atenção para o Cruzeiro. O primeiro é a necessidade de proteger melhor a bola em zonas que podem oferecer ao adversário uma transição rápida. O segundo está relacionado à capacidade de sustentar resultados favoráveis até o encerramento. A equipe marcou, controlou trechos relevantes do clássico, mas acabou sofrendo o gol que impediu a vitória.
Não há indicação, na fonte, de que o problema esteja ligado a um único jogador ou a uma alteração específica na formação. O que está confirmado é a sequência coletiva de partidas com gols sofridos e a ocorrência de uma falha de posse no lance que originou o empate. Qualquer mudança individual ou tática para o jogo de volta ainda não foi informada no material disponível.
Artur Jorge assume desafio imediato
O treinador Artur Jorge passou a ter uma preocupação adicional à frente do Cruzeiro. A sequência começou antes de seu trabalho, mas permanece sob seu comando e ganhou peso depois do empate no clássico. O técnico precisará buscar soluções para tornar o sistema defensivo mais seguro sem perder a capacidade de criar e controlar partidas, característica apresentada pela equipe em parte do duelo contra o Atlético-MG.
A dificuldade não está resumida ao número de gols sofridos. Ao permitir que todos os seis jogos da série terminassem com a defesa vazada, o Cruzeiro também deixou de alcançar o resultado necessário para encerrar a partida sem conceder oportunidades convertidas pelo adversário. Em mata-matas, essa margem pode ser determinante, porque um gol altera a estratégia e aumenta a necessidade de buscar o placar.
Na Libertadores, os gols sofridos contra o Flamengo contribuíram para a eliminação do Cruzeiro. Na Copa do Brasil, o empate em casa não produziu uma desvantagem definitiva, mas retirou da Raposa a possibilidade de chegar ao segundo jogo sustentando uma vitória. O duelo de volta será decisivo para estabelecer qual dos dois clubes avançará à semifinal.
O resultado também manteve o confronto equilibrado do ponto de vista da classificação. Como não houve vencedor no primeiro encontro, o Cruzeiro precisará buscar a classificação na partida de volta. A fonte não informa a data, o horário ou o local do próximo duelo, nem apresenta detalhes sobre eventuais desfalques, suspensões ou alterações previstas nas equipes.
Copa do Brasil mantém disputa aberta
O jogo de ida mostrou que o Cruzeiro tem capacidade para incomodar o Atlético-MG e construir uma vantagem durante a partida. Keny Arroyo colocou a equipe no comando do placar, e o time celeste teve maior domínio em boa parte do clássico. A questão será transformar esse controle em um resultado que não seja desfeito por erros de transição ou de posse.
Para interromper a série negativa, o Cruzeiro terá de terminar o confronto de volta sem sofrer gols. Essa possibilidade também está diretamente ligada à classificação: uma atuação defensiva mais consistente pode ajudar o clube a avançar, enquanto uma nova falha pode deixar o adversário em condição de decidir a vaga. O material disponível, porém, não informa qual resultado será necessário em detalhes nem apresenta regras específicas para eventual desempate.
A eliminação na Libertadores e o empate na abertura das quartas da Copa do Brasil colocam os gols sofridos como um ponto recorrente em confrontos de alta importância. Ainda assim, a sequência não permite concluir, isoladamente, que o Cruzeiro tenha perdido competitividade. Contra o Atlético-MG, a equipe saiu na frente e controlou parte do jogo. O dado indica, com segurança, que o time não tem conseguido combinar esse desempenho com uma partida sem ser vazado.
O trabalho de Artur Jorge, portanto, terá como uma das prioridades a redução dos espaços oferecidos após perdas de bola. A correção precisa ocorrer sem desconsiderar o que funcionou no clássico, principalmente a capacidade de marcar e impor controle em determinados momentos. O desafio é fazer com que esses aspectos positivos não sejam anulados por uma única oportunidade concedida.
A próxima atuação pela Copa do Brasil reunirá duas metas para a Raposa: continuar viva na competição e encerrar a maior sequência de gols sofridos do Cruzeiro em 2026. O empate deixou a disputa completamente aberta. Até que o confronto de volta seja realizado, a marca de seis jogos consecutivos sendo vazado permanecerá como o principal alerta defensivo da equipe.
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