O Flamengo não conseguiu superar o Estudiantes, gerando críticas à atuação de Leonardo Jardim.Foto: Reprodução da Internet
O empate por 0 a 0 entre Estudiantes e Flamengo, na noite de quinta-feira (15), deixou a semifinal da Libertadores sem vantagem para nenhum dos lados e provocou críticas à atuação de Leonardo Jardim. O jornalista Renato Maurício Prado usou as redes sociais para contestar a postura do treinador durante a partida e o tempo levado para alterar a equipe.
Disputado no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, o jogo de ida foi marcado pelo maior volume do time argentino. O Flamengo encontrou dificuldades para sair da pressão, produziu pouco no ataque e terminou o confronto sem conseguir transformar a posse de bola em oportunidades claras.
A avaliação de Renato Maurício Prado se concentrou especialmente na postura de Jardim à beira do campo. O jornalista afirmou que não aguenta mais ver o técnico com as mãos nos bolsos durante os jogos e também criticou a demora para realizar substituições. A manifestação ocorreu apesar de o Rubro-Negro ter conseguido deixar a Argentina sem sofrer gols.
Estudiantes domina as ações no primeiro tempo
O desempenho do Flamengo na etapa inicial esteve abaixo do esperado. O Estudiantes ocupou mais o campo de ataque, ganhou disputas e dificultou a circulação da equipe brasileira. A produção ofensiva rubro-negra foi limitada, com Bruno Henrique pouco acionado no setor mais avançado.
Os números das finalizações ajudam a dimensionar a diferença entre as equipes. O Estudiantes concluiu 12 vezes, enquanto o Flamengo teve apenas duas finalizações. A estatística não resultou em vantagem no placar para os argentinos, mas reforçou a dificuldade brasileira para construir jogadas capazes de ameaçar o gol adversário.
O jogo aéreo também apareceu como um problema para o time de Jardim. O Flamengo perdeu diversas disputas pelo alto e permitiu que o adversário mantivesse a pressão próxima da área defendida por Agustín Rossi. A equipe argentina, no entanto, não conseguiu concluir sua superioridade em gol durante os 45 minutos iniciais.
Mudanças no ataque não alteram o roteiro
Jardim iniciou a partida com Bruno Henrique no lugar de Pedro, uma escolha que não produziu o efeito ofensivo esperado. O atacante participou pouco das ações de ataque, e o Flamengo não encontrou um caminho consistente para fazer a bola chegar ao último terço do campo.
Durante o confronto, Samuel Lino e Carrascal também foram utilizados pelas laterais na tentativa de ampliar as alternativas ofensivas. As mudanças, porém, não transformaram o cenário. O time brasileiro continuou com baixa produção e não conseguiu assumir o controle territorial diante de um Estudiantes mais agressivo.
A dificuldade permaneceu depois do intervalo. O Flamengo seguiu cedendo espaços e viu Rossi ser exigido em momentos de pressão. Aos 33 minutos do segundo tempo, Alex Sandro precisou afastar uma bola que tinha direção do gol, em uma das jogadas mais perigosas da etapa final.
Foi nesse contexto que a demora nas substituições se tornou um dos principais alvos da crítica de Renato Maurício Prado. Para o jornalista, o treinador demorou a buscar respostas para uma equipe que não conseguia atacar com regularidade nem reduzir o domínio do adversário.
Arbitragem e tensão aumentam no segundo tempo
Além da atuação das equipes, a arbitragem do paraguaio Juan Gabriel Benítez também foi questionada. O árbitro demorou a mostrar cartões amarelos em um primeiro tempo de entradas fortes e disputas intensas, o que contribuiu para a sensação de tensão no confronto.
Lucas Paquetá esteve envolvido em dois momentos de reclamação. Em uma jogada, teve o calção puxado sem que a infração fosse marcada. Mais tarde, o meio-campista ficou perto de ser expulso depois de acertar uma cotovelada em Piovi.
Os episódios aumentaram o cuidado exigido do Flamengo em uma partida física, na qual o Estudiantes manteve a iniciativa por longos períodos. Mesmo sob pressão, a equipe brasileira conseguiu evitar o gol argentino e preservou o empate até o apito final.
Resultado deixa a disputa aberta
O 0 a 0 não traduz a distribuição de forças apresentada em La Plata, já que o Estudiantes criou mais e finalizou em maior número. Ainda assim, a falta de gols impediu que os argentinos levassem vantagem para a sequência da semifinal. O Flamengo, por sua vez, saiu com um resultado que mantém a disputa indefinida, mas com sinais claros de que precisará melhorar sua produção ofensiva.
A atuação também recolocou as decisões de Jardim no centro do debate. A escolha por Bruno Henrique, o baixo envolvimento do ataque e a demora para mexer na equipe foram os pontos mais associados à crítica publicada por Renato Maurício Prado. A cobrança se soma à necessidade de o treinador encontrar soluções para um time que teve poucas finalizações e passou boa parte do jogo se defendendo.
O relato completo sobre a pressão suportada pelo Flamengo e os alertas deixados para a sequência da semifinal está em Flamengo segura pressão, mas deixa alerta para decisão no Maracanã. Com o confronto ainda sem vencedor, a resposta da equipe no próximo encontro será determinante para definir quem avançará à final da Libertadores.