O Corinthians não concluirá a venda de André Luiz ao Nottingham Forest na janela de transferências da Premier League. O presidente Osmar Stabile confirmou a permanência do volante após o clube inglês não responder à contraproposta apresentada pelo time paulista. O mercado britânico para chegadas foi encerrado na terça-feira, dia 1º, às 19h no horário de Brasília.
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Em entrevista à Rádio Energia 97 FM, Stabile afirmou que a primeira oferta do Forest ficou abaixo de 15 milhões de euros, além de 3 milhões de euros condicionados ao cumprimento de metas. O Corinthians considerou os termos insuficientes e apresentou uma nova condição financeira. Até a declaração do dirigente, os ingleses ainda avaliavam a resposta, mas não haviam retornado ao clube brasileiro.
O valor inicialmente divulgado para a negociação era diferente. Informações publicadas na Inglaterra apontavam que o Nottingham Forest poderia desembolsar aproximadamente 13,6 milhões de libras, quantia estimada em cerca de R$ 95 milhões. O presidente corintiano, contudo, negou que a proposta tivesse alcançado os valores mais altos divulgados e tratou o negócio como inviável dentro do prazo da janela inglesa.
A confirmação não encerra completamente a possibilidade de transferência em 2026. O próprio Stabile mencionou que ainda existem mercados internacionais com períodos de contratação em andamento. Qualquer novo acordo, porém, dependerá de interesse formal de outro clube e da definição de valores que atendam às expectativas do Corinthians.
Olympiacos aparece como possível alternativa à operação
Uma das alternativas citadas no entorno da negociação envolve o Olympiacos, da Grécia. O clube grego e o Nottingham Forest pertencem ao empresário Evangelos Marinakis, circunstância que poderia permitir que o jogador fosse registrado por uma instituição ligada ao mesmo grupo empresarial. A janela de transferências da Grécia permanece aberta até 15 de setembro.
Essa possibilidade não significa que a transferência esteja encaminhada. Para o negócio avançar, seria necessário que o Olympiacos demonstrasse interesse, que o Corinthians aceitasse os termos e que todas as partes definissem o formato da operação. As informações disponíveis apontam apenas a existência de uma alternativa após o fechamento do mercado inglês, sem confirmação de acordo entre os clubes.
O Corinthians detém 70% dos direitos econômicos de André Luiz. A participação do clube nos direitos do volante é um dos elementos considerados nas negociações e limita o valor que poderia ser integralmente recebido pelo time paulista. O atleta tem 20 anos e estreou profissionalmente em setembro de 2025, na vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense.
Oferta do Milan foi recusada no começo do ano
A tentativa de negociação com o Forest ocorre meses depois de o Corinthians rejeitar uma proposta do Milan. O clube italiano ofereceu 17 milhões de euros por 70% dos direitos econômicos de André. O acordo também previa que o Corinthians mantivesse 20% dos direitos em uma eventual venda futura do jogador.
Na cotação considerada na época, a operação poderia alcançar aproximadamente R$ 104 milhões. A diretoria corintiana decidiu não assinar a transferência, apostando na possibilidade de obter uma quantia superior em uma negociação posterior. As tratativas com o Forest, entretanto, não chegaram aos mesmos valores indicados na oferta italiana.
Diogo Silva, empresário de André, criticou a condução das conversas e classificou como equivocada a decisão de recusar a proposta do Milan. Em entrevista reproduzida por veículos como O Tempo e ge, o agente afirmou que o Corinthians não poderia rejeitar um negócio de 17 milhões de euros e, depois, não receber ofertas próximas desse patamar.
O representante também questionou o conhecimento da diretoria sobre o mercado europeu. Para Silva, o preço de um atleta é estabelecido pelo mercado, e não por comparações internas ou expectativas do clube. O empresário defendeu maior preparação para negociar com instituições estrangeiras e afirmou que, depois de abrir tratativas, o Corinthians deveria conduzir o processo com mais cuidado para preservar a própria imagem diante dos interessados.
Além do Milan e do Forest, o Olympiacos também apareceu entre os clubes que demonstraram interesse no meio-campista. Conforme os valores publicados por O Tempo, o time grego teria trabalhado com uma oferta de 10 milhões de euros, enquanto a proposta atribuída ao clube inglês foi de 12 milhões de euros. A versão apresentada pelo presidente corintiano, porém, indica que os números do Forest ficaram abaixo de 15 milhões de euros, com bônus adicionais. A diferença entre os valores divulgados permanece relevante para compreender por que a negociação não avançou.
Lesão interrompeu sequência de André com Fernando Diniz
André vinha ganhando espaço no elenco do Corinthians nesta temporada e era utilizado com frequência pelo técnico Fernando Diniz. A sequência foi interrompida em 6 de agosto, quando o volante sofreu uma lesão de grau 2 no músculo posterior da coxa direita. Na última atualização disponível, ele já havia iniciado trabalhos com bola sob acompanhamento da equipe de fisioterapia.
Antes da lesão, o jogador também passou por um período de queda de rendimento e perdeu espaço em algumas partidas. No duelo contra o Platense, pela Libertadores, permaneceu no banco durante os 90 minutos por decisão da comissão técnica. A situação esportiva se somou às dificuldades do mercado e reduziu a força da negociação em um momento no qual o Corinthians buscava definir o futuro do atleta.
O volante ainda teve problemas disciplinares durante o período. Em um clássico contra o Palmeiras, na Neo Química Arena, foi expulso depois de fazer um gesto obsceno. O Corinthians aplicou multa equivalente a 10% do salário, e o caso foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva. André foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, relacionado a conduta contrária à disciplina ou à ética esportiva.
Desde a estreia no time profissional, André soma 47 partidas, sendo 31 como titular, sete gols e duas assistências, conforme os dados do Meu Timão. Ele integrou os elencos campeões da Copa do Brasil de 2025 e da Supercopa do Brasil de 2026, participando das duas decisões.
A permanência também ocorre em meio à necessidade financeira do Corinthians. O clube convive com uma dívida estimada em R$ 2,8 bilhões e projetava arrecadar R$ 151 milhões com transferências em 2026. A venda de jogadores é, portanto, uma fonte relevante de receita, mas a diretoria não aceitou concluir o negócio com o Forest nas condições apresentadas. André seguirá no elenco pelo menos nesta janela, enquanto eventuais tratativas dependerão da abertura de outros mercados e de uma proposta considerada adequada pelo clube.