Com apenas seis pontos no returno, Corinthians aumenta risco de rebaixamento na Série A.Foto: Reprodução da Internet
O Corinthians chegou a um ponto crítico no Campeonato Brasileiro. Com apenas seis pontos somados em 13 partidas do segundo turno, o clube igualou a pior campanha de uma equipe em um returno desde que a Série A passou a ser disputada por 20 times, em 2006. O desempenho coloca o Timão diante de um alerta histórico na luta contra o rebaixamento.
O levantamento citado pelo Gato Mestre, do ge, aponta que a campanha corintiana é igual à do Juventude no segundo turno de 2022. Naquele ano, a equipe gaúcha também conquistou somente seis pontos na metade final do campeonato e terminou rebaixada para a Série B. A comparação aumenta a preocupação, embora o Corinthians ainda tenha partidas suficientes para evitar o mesmo desfecho.
Campanha do Corinthians despencou no returno
O Corinthians ocupa a 18ª colocação, com 33 pontos, e está dois pontos atrás do Internacional, primeiro time fora da zona de rebaixamento. Restam seis rodadas para o fim da competição, período em que cada resultado pode alterar diretamente a composição da parte inferior da tabela.
A equipe também atravessa uma sequência de dez rodadas sem vencer no Brasileirão. Desde o triunfo por 1 a 0 sobre o Red Bull Bragantino, em 9 de agosto, pela 22ª rodada, o time acumulou nove derrotas e um empate. Nesse intervalo, foram apenas um ponto conquistado em 30 possíveis.
Além da quantidade de derrotas, o rendimento recente fez o Corinthians perder posições e se aproximar cada vez mais da zona de descenso. O cenário ajuda a explicar por que a campanha do segundo turno se tornou um dos principais motivos de apreensão entre os torcedores.
O caso do Juventude serve como referência negativa para o momento corintiano. Em 2022, o clube gaúcho fez 16 pontos no primeiro turno, mas somou somente seis no returno. Ao final daquela edição, terminou na última posição, com 22 pontos, e caiu para a segunda divisão.
O Corinthians já alcançou a mesma pontuação ruim na segunda metade do campeonato, mas ainda tem seis compromissos pela frente. Por isso, a marca não determina o destino da equipe. Ela, no entanto, mostra o tamanho da reação necessária para que o time não encerre a temporada com um dos piores segundos turnos da história recente do Brasileirão.
A sequência sem vitórias também pesa nas projeções matemáticas. De acordo com o levantamento do Gato Mestre, o Corinthians aparece com 41,62% de probabilidade de rebaixamento. O percentual é apresentado no contexto de uma equipe que vem somando poucos pontos e não consegue interromper a série de resultados negativos.
Próximo jogo é tratado como decisivo
O próximo compromisso do Corinthians será contra o Mirassol, na sexta-feira, dia 30, às 20h, na Neo Química Arena. O adversário também está envolvido na disputa pela permanência na primeira divisão, o que dá ao confronto peso adicional na corrida contra a queda.
Além da necessidade de pontuar, o duelo representa uma oportunidade de o Corinthians voltar a vencer diante de sua torcida e interromper a série de dez rodadas sem triunfo. Um novo resultado negativo pode ampliar a pressão sobre o elenco, a comissão técnica e a diretoria.
Depois da partida contra o Mirassol, o Timão enfrentará o São Paulo no último jogo antes da pausa para a Data Fifa. Internamente, a avaliação é de que somar pontos nos dois compromissos será fundamental para reduzir a tensão e melhorar a posição na tabela.
Seedorf ainda busca reação no comando
A chegada de Clarence Seedorf ainda não foi suficiente para mudar a trajetória do Corinthians no campeonato. Sob o comando do treinador, a equipe continua sem conseguir encerrar a sequência negativa, fator que aumenta a cobrança sobre o trabalho realizado nesta reta final.
O técnico precisa encontrar respostas rapidamente, já que o calendário oferece apenas seis oportunidades para o clube recuperar terreno. A prioridade é transformar o desempenho em pontos, especialmente em confrontos contra adversários que também lutam para permanecer na Série A.
O momento do clube já havia sido associado à crise vivida sob Seedorf, cenário detalhado em análise anterior sobre a situação do Corinthians no Z4. Agora, a repetição da pior campanha de um returno desde 2006 acrescenta um componente histórico à pressão.
Corinthians ainda pode evitar marca histórica
Apesar da situação delicada, o Corinthians não está condenado a repetir o desfecho do Juventude. A equipe tem seis partidas para superar a marca de seis pontos no returno e, principalmente, deixar as últimas posições da classificação. Para isso, precisará interromper uma sequência que já dura mais de dois meses.
A reação passa por recuperar a capacidade de pontuar e aproveitar os confrontos diretos ou decisivos na luta contra o rebaixamento. O jogo com o Mirassol será o primeiro teste dessa tentativa de recuperação. Se o time não responder, a marca negativa poderá deixar de ser apenas uma comparação estatística e se tornar um sinal ainda mais forte do risco de queda.