O Flamengo recebeu uma nova punição da Conmebol pelo uso de bombas e sinalizadores no Maracanã. A infração ocorreu no empate por 1 a 1 com o Independiente del Valle, em 17 de setembro, e resultou em multa de US$ 10 mil, valor estimado em cerca de R$ 50 mil. Além da sanção financeira, o clube foi formalmente advertido pela entidade.
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A decisão foi tomada pela Unidade Disciplinar da Conmebol e considerou que o Rubro-Negro voltou a cometer uma infração relacionada à utilização de artefatos pirotécnicos nesta edição da Libertadores. O caso ganha peso porque o próximo compromisso do time como mandante no torneio será justamente no Maracanã, pela volta da semifinal contra o Estudiantes.
Reincidência aumentou a punição
O enquadramento ocorreu com base no artigo 12.2, alínea “c”, do Código Disciplinar de 2026. O dispositivo trata da proibição de sinalizadores, fogos de artifício e outros materiais pirotécnicos dentro dos estádios. A Conmebol também aplicou o artigo 27, relacionado à reincidência de infrações.
O antecedente do Flamengo havia sido registrado em abril, na vitória por 4 a 1 sobre o Independiente Medellín, também no Maracanã. Na ocasião, o clube recebeu multa de US$ 8 mil pelo uso de artefatos semelhantes. Com a repetição da conduta, o valor da nova penalidade subiu para US$ 10 mil.
A decisão não permite recurso, de acordo com o material divulgado sobre o caso. O pagamento não será feito por meio de uma cobrança convencional: a quantia será descontada dos valores que o Flamengo tem a receber da Conmebol pelos direitos de transmissão e pelo patrocínio da Libertadores.
A advertência formal não determina, por si só, a perda do mando de campo nem a realização de partidas com portões fechados. Até o momento, as punições mencionadas ao Flamengo por ocorrências de pirotecnia nesta edição da competição ficaram restritas a multas financeiras.
O aviso, porém, registra oficialmente a repetição do comportamento e pode ser considerado em um eventual novo processo disciplinar. A responsabilidade esportiva atribuída ao clube decorre dos fatos ocorridos em suas partidas, mesmo quando os objetos são utilizados por torcedores nas arquibancadas.
O Maracanã aparece nos dois episódios que originaram as multas. O estádio recebeu a partida contra o Independiente Medellín, em abril, e também foi palco do empate com o Independiente del Valle, em setembro. Por isso, o cenário voltará a exigir atenção especial na organização do confronto continental contra o Estudiantes.
O jogo de ida da semifinal está previsto para 15 de outubro, na Argentina. A volta será realizada no Maracanã em 22 de outubro, às 21h30. O vencedor dos dois confrontos garantirá uma vaga na decisão da Libertadores.
Flamengo acumula outras sanções
Considerando as demais penalidades aplicadas pela Conmebol nesta edição da Libertadores, o Flamengo soma US$ 78 mil em multas. Esse cálculo não inclui a punição individual de US$ 40 mil aplicada ao técnico Leonardo Jardim, que aparece separadamente no histórico disciplinar do clube.
A nova multa, portanto, faz parte de um conjunto mais amplo de sanções recebidas durante o torneio. Embora o efeito imediato seja financeiro, a advertência acrescenta uma consequência institucional: uma nova ocorrência poderá ser analisada diante de um histórico recente de reincidência.
Antes da semifinal, o Flamengo ainda tem compromisso pelo Campeonato Brasileiro diante do Santos, marcado para 8 de outubro. Depois dessa partida, a equipe concentrará a preparação nos duelos com o Estudiantes, enquanto o clube também precisará reforçar o controle sobre a entrada e o uso de materiais proibidos no estádio.
Com a punição, a Conmebol deixa claro que o comportamento registrado no Maracanã não será tratado como um episódio isolado. O Flamengo terá de cumprir as próximas partidas continentais sob um alerta disciplinar mais evidente, especialmente no reencontro com sua torcida pela definição de uma vaga na final.