O Flamengo terá de lidar com a ausência de Giorgian De Arrascaeta em uma etapa importante da temporada. O meia desembarcou no Rio de Janeiro no dia 30 com o braço esquerdo imobilizado e será submetido a uma cirurgia no punho na manhã desta quinta-feira (1º).
O procedimento foi definido depois da fratura sofrida pelo uruguaio durante o amistoso entre Uruguai e Coreia do Sul, disputado na segunda-feira (28), em Seul. Arrascaeta deixou a concentração da seleção antes do fim da Data Fifa e retornou ao Brasil para dar continuidade ao tratamento no Flamengo.
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ArrascaetaTitular
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Jorge CarrascalTitular
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JorginhoTitular
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Léo OrtizTitular
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PedroTitular
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Saúl ÑíguezTitular
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Alex SandroEntrou durante o jogo
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Bruno HenriqueEntrou durante o jogo
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Joaquín FreitasEntrou durante o jogo
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Luiz AraújoEntrou durante o jogo
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Nicolás de la CruzEntrou durante o jogo
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Na chegada ao Aeroporto Internacional do Galeão, o camisa 10 falou rapidamente sobre a situação. “Estou bem. Operar amanhã e voltar rapidamente”, afirmou o jogador antes de deixar o local.
Lesão ocorreu após atuação decisiva pelo Uruguai
Arrascaeta foi titular na vitória uruguaia por 4 a 1 sobre a Coreia do Sul e teve participação direta em dois gols. O meia deu a assistência para Darwin Núñez abrir o placar e marcou o segundo gol da equipe, em uma finalização de fora da área.
O problema aconteceu aos 32 minutos do segundo tempo. Arrascaeta escorregou durante a partida, caiu no gramado e passou a sentir dores no punho. Exames realizados ainda na Coreia do Sul identificaram a fratura e apontaram a necessidade de cirurgia.
A lesão é descrita pelo departamento médico do Flamengo como uma fratura do rádio distal. Antes de voltar ao Brasil, o jogador foi retirado da programação da seleção uruguaia para iniciar a preparação do procedimento com o clube.
Arrascaeta será internado na manhã de quinta-feira para realizar os últimos exames antes da operação. A cirurgia terá o acompanhamento de Fernando Sassaki, chefe do departamento médico rubro-negro, e de Roberto Feres, especialista nesse tipo de lesão.
Placa e parafusos devem estabilizar o punho
Segundo Sassaki, o objetivo da cirurgia é reposicionar o osso fraturado e fixá-lo com uma placa presa por parafusos. A estabilização imediata permite que a equipe médica inicie a reabilitação com mais liberdade de movimentos, respeitando a cicatrização e os exames feitos depois da operação.
O médico explicou que, em alguns casos, a fratura pode ser tratada de maneira conservadora, com uma imobilização que se estende da axila até o punho. Para um atleta, porém, esse tipo de proteção pode dificultar atividades básicas da preparação física e do futebol.
Uma imobilização mais extensa interfere, por exemplo, na corrida e na capacidade de preparar o corpo para uma finalização, movimento que exige a extensão do cotovelo. Com a cirurgia, o Flamengo poderá avaliar posteriormente o uso de uma órtese mais curta para proteger a região operada.
“A cirurgia vai permitir que o atleta fique já com o braço liberado. E aí a gente consegue ter uma reabilitação mais adequada, permitindo movimentos mais livres. Biomecanicamente isso é melhor para o atleta. E é melhor para manter o seu condicionamento físico”, explicou Sassaki.
A opção pelo procedimento não elimina a necessidade de cautela no processo de recuperação. A estabilização do osso favorece o trabalho físico, mas a liberação para exercícios específicos, treinamentos com o elenco e partidas dependerá da resposta do punho ao tratamento.
Prazo de retorno ainda não foi estabelecido
O Flamengo não divulgou uma data oficial para a volta de Arrascaeta. Sassaki citou uma média de seis a oito semanas para casos desse tipo em atletas, mas ressaltou que o período não deve ser tratado como uma previsão definitiva para o uruguaio.
A estimativa poderá ser ajustada conforme os exames pós-operatórios e a evolução clínica. Por isso, ainda não é possível afirmar em qual partida o meia estará novamente à disposição. A prioridade inicial é concluir a cirurgia, acompanhar a cicatrização e definir gradualmente as etapas da reabilitação.
Na prática, Arrascaeta ficará afastado das atividades do elenco no começo do tratamento. O clube poderá manter trabalhos voltados ao condicionamento físico, dentro dos limites estabelecidos pelo departamento médico, mas a participação em atividades com bola dependerá de novas avaliações.
Flamengo terá decisões pela frente
A ausência ocorre antes de uma sequência relevante para o clube. O Flamengo tem a semifinal da Libertadores contra o Estudiantes no calendário, com o primeiro confronto previsto para 15 de outubro, e continua envolvido na disputa do Campeonato Brasileiro, competição em que aparece na liderança conforme a situação registrada no material de apuração.
O afastamento também retira da equipe uma de suas principais referências técnicas. Além da função de criação, Arrascaeta vinha de uma atuação de destaque pela seleção uruguaia, com gol e assistência no amistoso internacional.
Sem o camisa 10 durante a fase inicial da recuperação, a comissão técnica terá de reorganizar o meio-campo para os compromissos que estiverem dentro do período de ausência. As fontes não indicam qual jogador será escolhido para ocupar a vaga nem apresentam uma formação alternativa definida.
O cenário, portanto, ainda depende de duas informações: o resultado da cirurgia e a resposta do jogador nas primeiras semanas de tratamento. Só depois dessas etapas o Flamengo poderá atualizar o cronograma e avaliar a possibilidade de contar com Arrascaeta em partidas decisivas da temporada.