Jonathan Calleri explicou por que decidiu estender seu contrato com o São Paulo até 2028 em um dos períodos mais delicados da história recente do clube. Em entrevista à ESPN, o atacante argentino reconheceu que existem dificuldades econômicas e atrasos em compromissos com o elenco, mas afirmou que os problemas administrativos não mudam a postura dos jogadores quando a partida começa.
NOTAS DA TORCIDA
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2 × 1 Brasileirão Série A
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ArturTitular
Média7,0
Aurélio ButaTitular
Média6,0
DanielzinhoTitular
Média8,0
Domingos DuarteTitular
Média8,0
Gustavo SantanaTitular
Média7,0
IagoTitular
Média6,0
LucianoTitular
Média9,0
Marcos AntônioTitular
Média9,0
RafaelTitular
Média7,0
Robert ArboledaTitular
Média7,0
SabinoTitular
Média7,0
André SilvaEntrou durante o jogo
Média6,0
DjhordneyEntrou durante o jogo
Média6,0
FerreirinhaEntrou durante o jogo
Média6,0
Lucas RamonEntrou durante o jogo
Média8,0
Pablo MaiaEntrou durante o jogo
Média7,0
✓ Resultado final baseado em 16 voto(s) da torcida.
A renovação foi oficializada em agosto, após uma negociação iniciada meses antes. De acordo com Calleri, as conversas atravessaram mudanças no departamento de futebol, incluindo a saída do antigo diretor Rui Costa, alterações na comissão técnica e um ambiente interno marcado por incertezas. O centroavante também disse que muitas informações publicadas durante o processo não refletiam o que de fato ocorria nas tratativas.
Apesar da instabilidade, o acordo manteve no elenco um dos principais símbolos do São Paulo. O novo vínculo garante a permanência do camisa 9 até 2028 e prolonga uma relação que, segundo o próprio jogador, deixou de ser apenas profissional ao longo do tempo.
Identificação com o clube foi decisiva
Calleri apresentou a renovação como uma escolha ligada ao sentimento construído desde seu retorno ao clube. O argentino afirmou que considera o São Paulo sua casa e se descreveu como um torcedor são-paulino dentro de campo. A declaração foi acompanhada do reconhecimento de que sua ligação com a equipe aumentou com a convivência diária, mesmo sem ter sido formado em Cotia ou nascido no Brasil.
O atacante destacou a gratidão por continuar no Morumbis e tratou a extensão do contrato como consequência do vínculo criado com a instituição. A decisão ocorreu enquanto o clube enfrentava mudanças internas e cobranças fora das quatro linhas, fatores que tornaram a negociação mais longa do que o esperado.
O argentino também rejeitou a ideia de que o dinheiro seja o principal motivo para os jogadores continuarem no São Paulo. Na avaliação dele, vários atletas do elenco tiveram oportunidades de receber salários maiores em outros lugares, mas escolheram permanecer por razões esportivas e pessoais. Calleri disse que conhecia as dívidas da instituição quando assinou o novo compromisso.
Atrasos não alteram comportamento nos jogos
O São Paulo vive dificuldades financeiras e possui pendências com integrantes do elenco, situação reconhecida por Calleri durante a entrevista. O jogador, porém, afirmou que os atrasos ficam fora do campo quando a equipe entra em ação.
Na explicação do centroavante, a concentração passa a estar na bola, nos companheiros e na tentativa de marcar. A avaliação é que os problemas do clube não impedem o grupo de competir pela vitória e pela glória do São Paulo. O discurso separa a insatisfação com a situação financeira da responsabilidade assumida pelos atletas durante as partidas.
Essa postura foi defendida em meio a uma crise que não se limita às contas do clube. Em janeiro, Julio Casares foi afastado da presidência em meio a suspeitas relacionadas à gestão, enquanto o São Paulo passou a ser alvo de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público, conforme as informações reunidas pela Nação Tricolor. As mudanças políticas se somaram às dificuldades econômicas e às alterações no futebol.
O depoimento de Calleri, portanto, expõe dois lados do momento vivido pelo clube. Fora do campo, existem atrasos, mudanças internas e pressão institucional. Dentro dele, o atacante sustenta que o elenco procura manter o foco no desempenho e nos objetivos esportivos, sem deixar que as pendências administrativas determinem a atitude durante os 90 minutos.
Vitória no Brasileirão ameniza pressão esportiva
O São Paulo chegava à entrevista depois de vencer o Red Bull Bragantino por 1 a 0 pelo Campeonato Brasileiro. O resultado levou a equipe aos 30 pontos e à 11ª colocação da competição, com cinco pontos de vantagem sobre a zona de rebaixamento.
A vitória ofereceu um alívio esportivo em um momento de forte cobrança e abriu a possibilidade de o time iniciar uma reação no torneio. O próximo compromisso citado para o Tricolor era contra o Atlético-MG, no Morumbis, neste sábado, dia 5. A partida aparecia como oportunidade de transformar o triunfo anterior em uma sequência positiva.
Para Calleri, a permanência até 2028 representa a continuidade de uma referência ofensiva em uma temporada marcada por dificuldades. A extensão do vínculo não elimina os problemas financeiros nem resolve as mudanças institucionais, mas assegura ao São Paulo a presença de um jogador identificado com a torcida e com peso dentro do elenco.
Calleri mantém papel de referência tricolor
Desde que passou a defender o clube, o argentino construiu uma imagem de protagonismo entre os torcedores. O LANCE o identifica como um dos principais jogadores do São Paulo e registra que ele se tornou o segundo maior artilheiro estrangeiro da história da equipe. O atacante também ficou associado ao bordão “Toca no Calleri que é gol”, criado pela torcida.
Esse reconhecimento ajuda a dimensionar o impacto esportivo da renovação. Em vez de perder uma referência durante um período de reorganização, o São Paulo mantém um centroavante experiente e um dos atletas mais ligados à identidade recente do clube.
A decisão, segundo o próprio Calleri, foi tomada com conhecimento das dificuldades econômicas enfrentadas pela instituição. Sua justificativa combina a identificação construída com a camisa tricolor e a convicção de que os jogadores devem preservar o compromisso competitivo quando entram em campo. Assim, o novo contrato até 2028 se torna também uma demonstração pública de vínculo em meio à crise que atravessa o São Paulo.