O Botafogo avançou nas negociações para vender o meia-atacante uruguaio Santi Rodríguez ao Columbus Crew, dos Estados Unidos. O acordo ainda não foi concluído, porque restam detalhes a serem ajustados entre os clubes. O jogador, porém, já acertou as bases salariais com a equipe que disputa a Major League Soccer (MLS).
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A possível transferência ocorre depois de uma passagem marcada por expectativas que não se confirmaram no futebol brasileiro. Santi Rodríguez foi contratado pelo Botafogo no início de 2025, com a responsabilidade de ocupar o espaço deixado por Thiago Almada. A função aumentou a expectativa sobre o uruguaio, que chegava ao Rio de Janeiro após apresentar números expressivos nos Estados Unidos.
Santi Rodríguez perdeu espaço no Botafogo
A adaptação ao novo clube, contudo, não resultou em uma sequência regular. O uruguaio passou a ser pouco utilizado e perdeu espaço na equipe comandada por Franclim Carvalho. A falta de oportunidades se tornou um dos principais elementos para que a negociação com o Columbus Crew ganhasse força no mercado.
Em um recorte recente citado na apuração, Santi Rodríguez foi relacionado para 13 dos 19 jogos do Botafogo. Mesmo quando apareceu entre os convocados, teve participação limitada: começou somente quatro dessas partidas como titular. Os números ajudam a dimensionar a redução de espaço do jogador dentro do elenco alvinegro.
Depois da pausa no calendário, o meia participou de poucos minutos em compromissos contra Santos, Vitória e Cruzeiro. A utilização principalmente no decorrer das partidas não alterou sua situação na equipe. O uruguaio continuou distante de uma presença constante entre os titulares, enquanto a diretoria passou a avaliar uma mudança definitiva.
Questionamento contra o Cruzeiro
A relação com a comissão técnica também teve um episódio de desconforto. Durante a partida contra o Cruzeiro, Santi Rodríguez questionou a comissão quando foi chamado para entrar nos minutos finais. A informação não indica uma ruptura pública, mas o episódio ocorreu em um período no qual o atleta já demonstrava insatisfação com o pouco tempo em campo.
Na partida seguinte contra o Fluminense, o uruguaio ficou fora da relação por opção técnica. A ausência reforçou a possibilidade de saída e contribuiu para que o estafe do jogador começasse a procurar uma solução no mercado da bola. Desde então, o retorno aos Estados Unidos passou a ser uma alternativa concreta para o futuro do atleta.
O Columbus Crew aparece como o destino em negociação. A equipe norte-americana já chegou a um entendimento salarial com Santi Rodríguez, mas esse acerto individual não encerra o processo. Ainda é necessário que Botafogo e Columbus Crew concluam os termos da transferência. Até o momento, os valores envolvidos no acordo entre os clubes não foram divulgados.
Investimento do Botafogo no uruguaio
O Botafogo contratou Santi Rodríguez junto ao New York City, também dos Estados Unidos. O investimento informado foi de US$ 15 milhões fixos, valor equivalente a R$ 85,6 milhões na cotação da época. O contrato ainda previa até US$ 2 milhões em bônus, estimados em R$ 96,8 milhões no mesmo período.
O vínculo assinado na chegada ao futebol brasileiro tem validade até dezembro de 2028. A diretoria alvinegra também incluiu uma multa rescisória elevada, estabelecida em 80 milhões de euros, aproximadamente R$ 450 milhões na cotação atual. Essa cláusula foi definida como forma de proteção ao investimento realizado pelo clube.
A multa prevista no contrato, entretanto, não determina automaticamente quanto o Botafogo receberá em uma eventual venda ao Columbus Crew. O negócio entre as duas equipes terá condições próprias, que ainda estão em negociação. Por isso, o valor de 80 milhões de euros não deve ser tratado como preço da possível transferência para a MLS.
Desempenho ficou abaixo da expectativa
A produção de Santi Rodríguez no Botafogo ficou distante daquela apresentada antes da mudança para o Brasil. Em 2024, pelo New York City, o jogador disputou 40 partidas, marcou 16 gols e forneceu seis assistências. O desempenho foi um dos motivos para o clube carioca apostar em sua contratação no começo de 2025.
Com a camisa alvinegra, os números foram mais modestos. Segundo o levantamento citado na apuração, o uruguaio participou de 57 jogos, marcou três gols e registrou seis assistências. A diferença entre as duas passagens é um dos elementos que ajudam a explicar a avaliação de uma transferência definitiva, especialmente diante da perda de espaço no elenco.
Os dados não resumem sozinhos a trajetória do meia, mas mostram a dificuldade para repetir no Botafogo o impacto ofensivo exibido na MLS. No New York City, Santi Rodríguez terminou 2024 com participação direta em 22 gols. No clube brasileiro, foram nove contribuições em 57 partidas, considerando gols e assistências apontados no levantamento.
Retorno aos Estados Unidos está próximo
Se os detalhes restantes forem resolvidos, a venda encerrará um ciclo de pouco mais de um ano no Botafogo. Santi Rodríguez chegou ao Rio de Janeiro em fevereiro de 2025, quando assinou o contrato que o vinculou ao clube até o fim de 2028. A permanência, inicialmente projetada para várias temporadas, pode terminar antes do prazo previsto no documento.
O eventual retorno aos Estados Unidos recolocará o uruguaio no ambiente em que viveu seu melhor momento recente. Foi pelo New York City que ele construiu a temporada de maior destaque mencionada na apuração, com 16 gols e seis assistências em 2024. O Columbus Crew, agora, surge como o clube interessado em contar novamente com o jogador na MLS.
Para o Botafogo, a negociação representa a possibilidade de encaminhar uma saída definitiva para um atleta que não conseguiu se firmar na formação principal. A diretoria ainda precisa concluir os termos financeiros e contratuais com o Columbus Crew antes de confirmar a operação. Até que isso aconteça, Santi Rodríguez segue vinculado ao clube carioca.
A negociação também evidencia a distância entre o planejamento feito na contratação e o espaço efetivamente conquistado pelo jogador. A chegada foi associada à necessidade de substituir Thiago Almada, enquanto a passagem terminou com poucas oportunidades, participação reduzida e produção ofensiva abaixo do desempenho anterior. O desfecho, portanto, depende apenas da formalização dos pontos que ainda estão em aberto entre os clubes.