Botafogo deverá avaliar o desempenho de Arthur Cabral antes de decidir sua permanência em 2027.Foto: Reprodução da Internet
O Botafogo terá de avaliar mais do que a duração do contrato antes de decidir se Arthur Cabral continuará no elenco em 2027. O centroavante voltou a passar por um período de baixa produção ofensiva e alcançou 15 partidas consecutivas sem marcar no empate por 1 a 1 com o Coritiba, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.
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A sequência recolocou o jogador no centro do debate interno sobre o planejamento da próxima temporada. Arthur tem vínculo com o clube até 2028, mas o contrato não assegura sua permanência no grupo que será montado para 2027. A diretoria pretende analisar o rendimento do atacante ao fim da temporada e cruzar essa avaliação com as necessidades do setor ofensivo.
O tema ganhou força justamente porque Arthur ocupa uma posição importante na equipe. Ele foi contratado para ser uma das referências do ataque alvinegro e assumiu uma responsabilidade ainda maior após a saída de Igor Jesus para o Nottingham Forest, da Inglaterra. Mesmo com participação frequente, porém, não conseguiu transformar a presença em campo em gols nas últimas rodadas.
Jejum se repete em período de cobrança
O último gol de Arthur Cabral foi marcado em 17 de maio, na vitória do Botafogo por 3 a 1 sobre o Corinthians. Naquela partida, o centroavante balançou as redes três vezes. Desde então, foi titular em 14 dos 15 compromissos que compõem a atual série sem gols e não registrou assistências no intervalo.
A marca também chama atenção por repetir um cenário vivido pelo atacante em 2025. Na temporada passada, Arthur passou igualmente 15 jogos sem marcar. O fim daquela sequência ocorreu na última rodada do Brasileirão, quando ele fez um gol na vitória por 4 a 2 sobre o Fortaleza, no estádio Nilton Santos.
A repetição não elimina a importância do jogador na temporada, mas evidencia a dificuldade de manter regularidade como finalizador. Arthur ainda é o vice-artilheiro do Botafogo em 2026, com nove gols. Ao todo, desde a chegada ao clube, soma 70 partidas, 14 gols e quatro assistências. Os números sustentam sua relevância no elenco, embora o jejum atual tenha aumentado a pressão por uma resposta imediata.
Atacante participou do lance do gol em Curitiba
Diante do Coritiba, Arthur não marcou, mas teve participação na jogada que terminou no gol de Danilo. O atacante também esteve envolvido em um lance importante da partida: após revisão do VAR, um empurrão em Jacy levou à anulação de um gol da equipe paranaense.
O empate permitiu que o Botafogo evitasse a derrota fora de casa, mas o time não conseguiu buscar a virada. A atuação de Arthur, portanto, teve elementos de contribuição para a equipe, porém não afastou a principal cobrança direcionada ao centroavante: a falta de gols em uma sequência que já dura 15 jogos.
A participação na construção das jogadas é um aspecto considerado na análise do desempenho, mas não substitui a produção esperada de um jogador contratado para liderar o ataque. A discussão sobre seu futuro não se resume a um único jogo ou ao resultado em Curitiba. Ela envolve a sequência recente, a utilização como titular e o rendimento acumulado desde a chegada ao clube.
Investimento e alternativas estarão na análise
Arthur foi contratado em junho de 2025, quando o Botafogo pagou 15 milhões de euros ao Benfica, de Portugal. O valor foi informado na época como equivalente a R$ 95 milhões. O investimento faz parte do contexto que será levado em consideração pela diretoria, mas não determina sozinho a decisão sobre a composição do elenco.
No início de 2026, o atacante chegou a ficar perto de um acordo com o Corinthians. A negociação, entretanto, não avançou dentro do prazo. Desde então, ele permaneceu no Botafogo e continuou sendo utilizado com frequência, mesmo convivendo com oscilações de desempenho.
A situação do centroavante será analisada dentro de uma reformulação mais ampla. O Botafogo tem jogadores emprestados a outros clubes com contratos previstos para terminar ao longo do fim de 2026. Segundo levantamento publicado pela Bolavip, a SAF possui 12 atletas cedidos e precisará definir o destino daqueles cujos vínculos se encerram ainda neste ano.
Entre os jogadores que podem voltar estão Artur, Jeffinho, Segovinha e Rwan Cruz, além de outros atletas emprestados a equipes brasileiras e estrangeiras. As situações são diferentes: alguns perderam espaço no elenco principal, enquanto outros foram cedidos para ganhar experiência e sequência. A diretoria terá de decidir entre reintegrações, novos empréstimos ou negociações definitivas.
Essa movimentação influencia a avaliação sobre Arthur porque o clube precisará dimensionar as alternativas disponíveis para o ataque. O retorno de jogadores emprestados não significa, por si só, que eles serão aproveitados, mas amplia o número de opções que a SAF deverá considerar na montagem do grupo de 2027. A concorrência interna e a necessidade de reforçar a posição estarão entre os fatores do planejamento.
Resposta nas rodadas finais pode influenciar decisão
O contrato até 2028 mantém Arthur ligado ao Botafogo e impede que sua saída seja tratada como definida. No momento, o cenário é de análise interna, sem confirmação de uma negociação para deixar o clube. A diretoria deverá observar o desempenho nas rodadas restantes antes de tomar uma decisão definitiva.
Interromper o jejum pode fortalecer a posição do atacante no planejamento, especialmente porque ele ainda aparece entre os principais goleadores da equipe na temporada. Se a sequência continuar, porém, a comissão e os dirigentes terão de discutir com mais profundidade se o jogador consegue oferecer a regularidade esperada para ocupar o posto de referência do ataque.
O próximo passo, portanto, será acompanhar a resposta de Arthur em campo, sem transformar a avaliação em uma sentença antecipada. A permanência em 2027 continua aberta, e a definição dependerá da combinação entre produção esportiva, necessidades do elenco e alternativas que o Botafogo terá à disposição ao final da temporada.