Domínguez acredita que o talento individual é vital para superar o jejum ofensivo do Atlético-MG.Foto: Reprodução da Internet
Eduardo Domínguez, o Barba, recorreu a Lionel Messi e Pep Guardiola para explicar a fase ofensiva do Atlético-MG. A declaração foi dada depois da derrota por 2 a 0 para o Botafogo, na quarta-feira (4), pelo Campeonato Brasileiro.
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O treinador argentino afirmou que uma equipe pode apresentar bom funcionamento coletivo, construir jogadas e levar seus jogadores à área, mas ainda depender da capacidade individual para concluir as oportunidades. A análise ocorreu em um momento de jejum ofensivo do Galo, que não marcou nos três últimos jogos.
Domínguez usou o Barcelona comandado por Guardiola como referência de uma equipe reconhecida pela organização tática. Mesmo naquele time, segundo o técnico, o talento de Messi era necessário para transformar o volume de jogo em gols.
“Às vezes são os nomes individuais, mas dentro de uma estrutura”, afirmou o treinador. Na sequência, ele mencionou que Messi marcou 91 gols em 2012, número utilizado para ilustrar o peso de um jogador decisivo dentro de um sistema coletivo.
Para Barba, a estrutura ajuda o atleta a receber a bola em condições favoráveis e a chegar à área, mas não elimina a responsabilidade da execução no momento da finalização. A comparação, portanto, foi apresentada como uma explicação para as dificuldades do Atlético, e não como crítica isolada ao modelo de jogo.
Domínguez também destacou a importância de jogadores capazes de resolver lances por conta própria. Ao comentar situações vividas pelo Atlético, citou Fred e relembrou jogadas do clássico contra o Cruzeiro em que a qualidade individual foi determinante para o controle da bola e o chute ao gol.
“Nós podemos ajudá-lo, o time, que chegue com possibilidades até a grande área ou como entrar na grande área. Depois, é individual”, declarou Barba. Ele acrescentou que não treinou especificamente a forma como o jogador dominou, girou e finalizou em um dos lances mencionados.
A fala indica a distinção feita pelo técnico entre aquilo que pode ser preparado coletivamente e a decisão tomada pelo atleta em frações de segundo. A equipe pode criar o cenário para a jogada, mas a conclusão depende da técnica, da leitura e da confiança de quem participa do lance.
Como está o momento ofensivo do Atlético?
O Atlético-MG chega ao próximo compromisso sem balançar as redes nas três partidas anteriores. O dado aumenta a pressão sobre o setor ofensivo, especialmente porque o time tem uma desvantagem para reverter na semifinal da Copa do Brasil.
No jogo de ida contra o Grêmio, o Galo perdeu por 2 a 0. A segunda partida está marcada para sábado (7), na Arena MRV, e exigirá uma reação ofensiva para que o time continue na disputa pela vaga na decisão.
O cenário da classificação é objetivo: uma vitória atleticana por três gols de diferença garante a passagem direta à final. Se o triunfo for por dois gols, a decisão será levada para os pênaltis. Qualquer vantagem inferior mantém o Grêmio à frente no confronto.
Barba demonstrou confiança na reação
Apesar de reconhecer a dificuldade da semifinal, Domínguez afirmou confiar nos jogadores do Atlético-MG. O treinador classificou o confronto com o Grêmio como muito duro, citou a capacidade do adversário e a experiência de seu comandante, mas disse acreditar que o elenco pode reagir.
“Vai ser muito difícil. Contra um time capacitado, um treinador muito experiente. Vai ser uma chave muito dura, mas eu confio nos meus jogadores”, afirmou.
A declaração mantém o foco do treinador na busca por maior eficiência, sem reduzir o problema a uma mudança de organização. Para Barba, o Atlético precisa criar as condições coletivas e, ao mesmo tempo, encontrar jogadores capazes de transformar as oportunidades em gols no momento decisivo.
Assim, a referência a Messi serviu para contextualizar o diagnóstico do argentino após a derrota para o Botafogo: a estrutura pode levar o time até a área, mas o desempenho individual será fundamental para que o Atlético reverta a desvantagem diante do Grêmio.