Tomás Cuello continuará no Atlético-MG. O clube mineiro recusou a segunda proposta apresentada pelo CSKA Moscou pelo atacante argentino e decidiu preservar no elenco um dos principais nomes da equipe em 2026. A nova investida chegou na quarta-feira (9), quando os russos tentavam concluir a operação antes do fim da janela local.
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Vitor HugoEntrou durante o jogo
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Os valores divulgados para a oferta foram de 18 milhões de euros, quantia superior a R$ 106 milhões, além da previsão de um percentual ao Atlético em uma eventual venda futura do jogador. A informação sobre os termos foi publicada inicialmente pela Itatiaia e também atribuída ao jornalista Cesar Luis Merlo. Mesmo com a valorização em relação à primeira tentativa, a diretoria atleticana não autorizou a transferência.
O interesse do CSKA ganhou força nos momentos finais do período permitido para contratações internacionais por clubes russos. A janela se encerraria na quinta-feira (10), o que reduzia o tempo disponível para exames, documentos e assinatura de contrato. A recusa do Atlético, portanto, ocorreu em uma etapa decisiva da negociação e deixou o clube de Moscou sem espaço amplo para alterar o desfecho.
Oferta russa subiu, mas não mudou a decisão do Atlético
A primeira proposta apresentada pelo CSKA era de 15 milhões de euros pela totalidade dos direitos econômicos de Cuello, valor estimado em aproximadamente R$ 88 milhões nas reportagens sobre o caso. Na segunda investida, o clube russo acrescentou 3 milhões de euros ao montante fixo e manteve a possibilidade de participação atleticana em uma negociação futura.
A diferença financeira não foi suficiente para convencer o Atlético a liberar o argentino durante a temporada. A avaliação interna levou em conta o peso esportivo de Cuello no elenco e o momento vivido pelo atleta em Belo Horizonte. Com contrato válido até 2028, o atacante também oferece ao clube segurança contratual para permanecer no planejamento de médio prazo.
A manutenção do jogador não representa a chegada de uma nova peça, mas evita uma perda importante para Eduardo Domínguez. Cuello se tornou uma alternativa frequente para acelerar as jogadas pelos lados, participar da construção ofensiva e dar profundidade ao ataque. Sua permanência conserva uma opção já adaptada ao modelo de jogo e às exigências da comissão técnica.
Números colocam Cuello no topo da produção ofensiva
A negociação ocorreu justamente durante a melhor fase estatística do argentino desde sua chegada ao Atlético-MG. Aos 26 anos, ele soma sete gols e sete assistências em 41 partidas na temporada. Os sete gols fazem de Cuello o principal goleador do time em 2026, segundo os números apresentados nas reportagens que informaram a negociação com o CSKA.
A contribuição do atacante, porém, vai além das finalizações. Cuello também atua na criação das jogadas e funciona como uma saída para o time quando a equipe busca atacar pelos corredores. A combinação entre gols, assistências e participação na construção aumentou sua importância dentro do grupo e ajudou a explicar por que a diretoria não tratou a oferta superior a R$ 100 milhões como suficiente.
O momento individual ainda se conecta à necessidade de o Atlético manter alternativas para a sequência do calendário. Ao rejeitar a proposta, o clube evita reformular o setor ofensivo durante a temporada e mantém um jogador que já ocupa papel relevante na dinâmica da equipe. A decisão também impede que a comissão técnica perca, de imediato, um dos atletas mais produtivos do elenco.
Trajetória no Brasil antecede vínculo até 2028
Cuello foi revelado pelo Atlético Tucumán, da Argentina, e chegou ao futebol brasileiro em 2020, contratado pelo Red Bull Bragantino. No clube paulista, integrou a campanha que terminou com o vice-campeonato da Copa Sul-Americana de 2021. O Bragantino perdeu a decisão para o Athletico-PR, equipe que contrataria o atacante no ano seguinte.
Em Curitiba, o argentino participou das campanhas que levaram o Athletico-PR aos títulos do Campeonato Paranaense de 2023 e 2024. O desempenho pelo Furacão chamou a atenção do Atlético-MG, que acertou a contratação do jogador em janeiro do ano passado. Desde então, Cuello passou a construir espaço no projeto esportivo alvinegro.
O vínculo até 2028 dá ao Atlético margem para manter o atacante sem a necessidade de aceitar uma negociação feita sob pressão do calendário. Também reforça a posição do clube de priorizar a composição do elenco para os compromissos restantes da temporada, em vez de transformar a proposta russa em uma venda imediata.
Argentino segue à disposição para a sequência
A decisão foi tomada após a derrota do Atlético-MG por 2 a 0 para o São Paulo. Na quarta-feira (9), o time tinha compromisso marcado contra o Santos, na Vila Belmiro, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa Sul-Americana, com início previsto para as 19h.
Cuello, assim, permanece integrado ao grupo comandado por Eduardo Domínguez e à disposição para a disputa continental e os demais jogos do calendário. A presença do atacante mantém uma das referências ofensivas da equipe em um período de compromissos importantes.
O CSKA valorizou o jogador ao elevar a oferta inicial, mas o Atlético manteve sua avaliação esportiva e recusou a segunda investida. Sem a transferência, Cuello continua em Belo Horizonte, com contrato longo, produção ofensiva relevante e participação assegurada no planejamento alvinegro para a sequência da temporada.