O Atlético-MG estuda levar ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) o lance que marcou o início do clássico contra o Cruzeiro, pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil. A diretoria alvinegra entende que a entrada de Kaio Jorge em Ruan deveria ter recebido uma avaliação mais rigorosa da arbitragem e do VAR.
A jogada aconteceu logo nos primeiros minutos do confronto. O atacante do Cruzeiro atingiu o zagueiro do Atlético-MG quando Ruan estava no ar. Na queda, o defensor bateu a cabeça no gramado e precisou deixar a partida aos 18 minutos, depois de sentir tontura.
Ruan deixa clássico após queda
O impacto obrigou a comissão técnica atleticana a substituir Ruan ainda no começo do duelo. A saída interrompeu a participação do zagueiro no primeiro encontro entre os rivais pelas quartas de final da Copa do Brasil. O material disponível não informa qual jogador entrou em seu lugar nem apresenta detalhes adicionais sobre a atuação do defensor antes do lance.
Segundo Paulo Bracks, vice-presidente de futebol do Atlético-MG, Ruan não teve nenhum problema grave diagnosticado depois da ocorrência. O dirigente também informou que o atleta já tinha previsão de alta. A atualização reduziu a preocupação inicial provocada pela queda, mas não encerrou a insatisfação do clube com a jogada.
A reclamação atleticana se concentra na forma como o lance foi conduzido durante a partida. Para o clube, houve uma falta cometida por Kaio Jorge e uma falha da arbitragem ao não tratar a entrada com maior rigor. A diretoria também questiona o fato de o VAR não ter chamado o árbitro para uma nova análise.
Paulo Bracks afirmou que o Atlético-MG pretende pedir uma segunda avaliação do episódio ao STJD. A intenção, de acordo com o dirigente, é verificar se a jogada pode ser enquadrada como infração disciplinar. O clube ainda aparece na apuração como avaliando o recurso, sem confirmação no material sobre a apresentação formal de uma denúncia ou representação.
O vice-presidente de futebol do Galo classificou a entrada como uma ação de “maldade e deslealdade” e disse que o Atlético não aceitaria esse tipo de situação. A declaração foi feita ao comentar a preocupação com a integridade física do zagueiro, que deixou o gramado após bater a cabeça.
Na avaliação de Bracks, a rivalidade entre Atlético-MG e Cruzeiro não deveria interferir na análise do contato. O dirigente ressaltou que os envolvidos são colegas de profissão e colocou a segurança dos jogadores acima da disputa entre os clubes. A manifestação reforçou o tom de indignação adotado pelo Atlético após o clássico.
O dirigente também declarou que poderia ter acontecido algo mais grave. A afirmação foi associada à queda de Ruan e à ausência de uma revisão do lance durante o jogo. O clube, portanto, pretende transferir a discussão para a esfera disciplinar, onde espera que a jogada seja examinada novamente.
Arbitragem e VAR entram na reclamação
A principal crítica não está restrita à atitude de Kaio Jorge. O Atlético-MG sustenta que a arbitragem falhou ao não avaliar a entrada de maneira mais severa e menciona especificamente a ausência de intervenção do VAR. Para o Galo, a revisão poderia ter permitido uma decisão diferente ainda durante a partida de ida.
O texto da reclamação apresentado por Bracks não informa qual punição o clube pretende pedir ao tribunal nem qual foi a decisão disciplinar tomada em campo. Também não há, na fonte, a identificação da equipe de arbitragem ou uma manifestação oficial do Cruzeiro, de Kaio Jorge, da comissão técnica celeste ou da organização da competição sobre a jogada.
Por isso, a medida ainda depende da análise do Atlético-MG e dos procedimentos que eventualmente serão adotados perante o STJD. O que está confirmado é que a direção considera o lance passível de exame e vê a participação do tribunal como caminho para uma segunda avaliação.
Empate mantém confronto aberto
Apesar da controvérsia e da substituição de Ruan, o primeiro jogo terminou empatado por 1 a 1 no Mineirão. O resultado deixou a disputa pelas quartas de final da Copa do Brasil em aberto para o segundo confronto entre os clubes.
A classificação será decidida na Arena MRV. Conforme a informação disponível, a equipe que vencer o segundo jogo avançará à próxima fase. A fonte não informa a data da partida de volta, a escalação prevista, eventuais desfalques ou a situação disciplinar dos demais atletas envolvidos no confronto.
O empate impede que qualquer um dos rivais leve vantagem no placar agregado antes da volta. Assim, além da discussão encaminhada pelo Atlético-MG sobre a jogada entre Kaio Jorge e Ruan, os clubes terão de definir a vaga dentro de campo. O resultado do Mineirão mantém a necessidade de uma vitória no próximo encontro para garantir a classificação.
Para o Atlético, a preocupação imediata passou a incluir a condição de Ruan, embora Paulo Bracks tenha informado que não foi diagnosticado nenhum problema grave. O episódio também abriu uma frente institucional, com a possibilidade de o clube buscar no STJD uma avaliação disciplinar que não ocorreu durante a partida.
Até o momento, o material consultado confirma a intenção do Atlético-MG de questionar o lance, a avaliação de Bracks sobre a conduta de Kaio Jorge, a substituição de Ruan aos 18 minutos e o empate por 1 a 1. Não há confirmação sobre a decisão final do tribunal, sobre eventual punição ao atacante ou sobre a presença do zagueiro no jogo de volta.