O Atlético-MG enfrentará o Boca Juniors na final da Copa Sul-Americana no dia 21 de novembro.Foto: Reprodução da Internet
O Atlético-MG está novamente na final da Copa Sul-Americana. Mesmo derrotado pelo Montevideo City Torque por 2 a 0 nesta quarta-feira, no Estádio Centenário, em Montevidéu, o time mineiro avançou porque havia vencido o jogo de ida por 3 a 0, na Arena MRV. O placar agregado terminou em 3 a 2 para o Galo.
A decisão será contra o Boca Juniors, em 21 de novembro, no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla, na Colômbia. O horário ainda depende de confirmação da Conmebol. Com a classificação, o Atlético-MG disputará a segunda final consecutiva do torneio e terá uma nova oportunidade de conquistar um título inédito.
City Torque pressiona, mas encontra Gabriel Delfim
O time uruguaio começou a partida tentando diminuir rapidamente a desvantagem. Com maior presença no campo ofensivo, o City Torque criou as principais oportunidades do primeiro tempo e exigiu bastante do goleiro Gabriel Delfim, que assumiu a titularidade durante a recuperação de Everson.
A primeira defesa importante ocorreu aos 11 minutos. Depois de uma cobrança de escanteio, a bola sobrou para Obregón, que finalizou de primeira. Delfim reagiu bem e evitou o gol. Pouco depois, Silvera arriscou de fora da área, mas o goleiro atleticano novamente se esticou para espalmar.
O clube uruguaio ainda teve outras tentativas de longa distância, enquanto o Atlético-MG procurava controlar o resultado construído no primeiro jogo. Aos 36 minutos, Delfim se atrapalhou ao tentar sair jogando e perdeu a bola para Salomón Rodríguez. O atacante finalizou, mas o goleiro conseguiu se recuperar e fez outra intervenção decisiva.
A atuação do arqueiro foi importante para manter o Atlético-MG à frente no confronto agregado. O City Torque terminou a partida com volume ofensivo superior, mas encontrou dificuldades para transformar a pressão em gols antes da reta final.
Atlético-MG acerta o travessão e perde Alan Franco
O Galo teve sua melhor oportunidade no começo do segundo tempo. Cuello recebeu pelo lado direito e tocou para o meio. Reinier finalizou colocado, mas a bola acertou o travessão. O lance quase ampliou a vantagem brasileira e poderia ter reduzido a tensão que passou a marcar o confronto.
O City Torque continuou avançando e chegou a criar uma nova situação perigosa logo após o intervalo. Em uma jogada de ataque, Obregón finalizou de longe e Lyanco precisou tirar a bola em cima da linha. A equipe mineira passou a se defender mais próxima da própria área, enquanto os donos da casa aumentavam a quantidade de cruzamentos e chutes.
A situação ficou mais complicada para o Atlético-MG aos 28 minutos. Alan Franco, que já tinha cartão amarelo, recebeu a segunda advertência após cometer falta e foi expulso. Com um jogador a menos, o Galo precisou suportar a pressão uruguaia durante os minutos finais.
Dois gols no fim não mudam a classificação
O City Torque finalmente abriu o placar aos 43 minutos. Após uma bola levantada na área, a defesa atleticana não conseguiu afastar. Cáceres participou da jogada e Kevin Silva apareceu na pequena área para completar e fazer 1 a 0.
O segundo gol saiu pouco depois, em cobrança de escanteio. Gary Kagelmacher ganhou pelo alto e cabeceou com força, mandando a bola para o ângulo esquerdo de Gabriel Delfim. O resultado igualava a disputa da partida, mas ainda não era suficiente para eliminar o Atlético-MG, que havia construído uma vantagem de três gols no primeiro encontro.
Mesmo com o crescimento do adversário nos minutos derradeiros, o Galo conseguiu evitar uma reação ainda maior. A derrota encerrou a semifinal com preocupação pelo desempenho fora de casa, mas não impediu a classificação para a decisão continental.
Segunda final seguida e reencontro com o Boca
O Atlético-MG alcança a decisão da Sul-Americana pelo segundo ano consecutivo. Em 2025, a equipe brasileira empatou sem gols com o Lanús no tempo normal e perdeu nos pênaltis por 5 a 4. A nova final representa, portanto, outra chance de levantar a taça pela primeira vez.
O adversário será o Boca Juniors, que eliminou o Vasco na semifinal. O clube argentino perdeu por 1 a 0 em La Bombonera, mas venceu por 3 a 1 no Maracanã e garantiu a vaga. Bicampeão da competição, com títulos em 2004 e 2005, o Boca buscará ampliar sua história no torneio.
Este será o nono confronto entre Atlético-MG e Boca Juniors. Até aqui, os argentinos venceram três vezes, houve quatro empates e o Galo ganhou apenas um duelo, pelas quartas de final da Copa Mercosul de 2000. A final em Barranquilla será o primeiro encontro entre os clubes em uma decisão da Sul-Americana.
O palco da partida também terá um significado especial para a competição. Desde a adoção da final única nas competições sul-americanas de clubes, em 2019, será a primeira vez que a decisão será disputada na Colômbia. O Estádio Metropolitano é a casa do Junior de Barranquilla e passou por obras de modernização para receber o evento.
Segundo as informações divulgadas sobre o projeto, o estádio recebeu investimento estimado em 45 milhões de dólares. A capacidade prevista passou de 45.994 para 60 mil lugares, e o gramado foi preparado com uma combinação de grama natural e sintética.
Galo volta a atenção para o Brasileirão
Antes da final continental, o Atlético-MG terá compromissos importantes no calendário nacional. O próximo jogo será contra o Flamengo, na segunda-feira, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Maracanã. A partida está prevista para as 20h.
O clube ainda disputa a Copa do Brasil e enfrentará o Grêmio na semifinal. Assim, a classificação diante do City Torque mantém o Atlético-MG vivo em três frentes. Na Sul-Americana, entretanto, o time precisará corrigir os problemas apresentados no Uruguai, especialmente a dificuldade para conter a pressão adversária e a expulsão de Alan Franco, que será desfalque na decisão contra o Boca Juniors.