O balanço de Artur Jorge sobre o trabalho no Cruzeiro combina satisfação com a campanha no Campeonato Brasileiro e frustração pelos resultados nos torneios eliminatórios. O técnico português assumiu a equipe em um momento de forte pressão, quando o time ocupava a lanterna da Série A, e conseguiu conduzi-la para a disputa por uma vaga no G-5.
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3 × 1 Brasileirão Série A
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FagnerTitular
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Gabriel RojasTitular
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GersonTitular
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João MarceloTitular
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Kaio JorgeTitular
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Keny ArroyoTitular
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Lucas RomeroTitular
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Matheus HenriqueTitular
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Matheus PereiraTitular
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Otávio CostaTitular
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João CostaEntrou durante o jogo
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Lucas VillalbaEntrou durante o jogo
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Luciano RodríguezEntrou durante o jogo
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WesleyEntrou durante o jogo
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Zé LucasEntrou durante o jogo
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A recuperação no campeonato nacional é o principal argumento utilizado pelo treinador para avaliar positivamente sua passagem pela Toca da Raposa. Quando chegou ao clube, o Cruzeiro havia somado apenas quatro pontos nas oito primeiras rodadas. A partir da nona jornada, segundo Artur Jorge, o desempenho da equipe passou a estar entre os melhores da competição.
O contraste entre os dois momentos alterou a perspectiva do clube na temporada. A equipe deixou de lutar apenas para se afastar da parte inferior da tabela e passou a mirar uma classificação para a próxima edição da Libertadores. Para o técnico, confirmar esse objetivo seria suficiente para considerar o trabalho satisfatório.
Brasileirão virou a principal referência do trabalho
Artur Jorge separa o período anterior à sua chegada da campanha construída sob seu comando. Em declaração reproduzida pelo Zeiro, o treinador afirmou que não pode ser responsabilizado pelo desempenho acumulado nas rodadas iniciais e destacou os resultados obtidos desde que assumiu o time.
“Pode soar como arrogância, mas não tenho culpa do que ficou para trás (antes da chegada dele). Cheguei na nona rodada e, desde a nona rodada, somo a melhor equipe da Série A em termos de pontos corridos”, declarou.
A fala mostra que o português considera o recorte desde a nona rodada mais adequado para medir a evolução do Cruzeiro. A equipe partiu de uma situação de quatro pontos em oito jogos e passou a disputar posições próximas da zona de classificação continental. O desempenho no restante do campeonato, portanto, ganhou peso não apenas pelos pontos conquistados, mas também pela mudança de objetivo esportivo.
A reação no Brasileirão, contudo, ainda precisava ser confirmada pela posição final na tabela. A briga pelo G-5 representava uma possibilidade concreta de transformação da recuperação em classificação para a Libertadores, mas o objetivo dependia da manutenção do rendimento até o encerramento da competição.
Eliminações impediram um balanço totalmente positivo
Apesar da evolução na Série A, o Cruzeiro não avançou na Copa do Brasil nem na Libertadores. As quedas reduziram as possibilidades de disputar títulos na temporada e afetaram a avaliação geral do trabalho de Artur Jorge. O treinador reconhece que o progresso no campeonato não apaga o impacto dos resultados nos mata-matas.
As duas competições tinham peso adicional porque ofereciam caminhos diferentes para uma campanha de maior alcance. Na Copa do Brasil, a equipe buscava seguir viva em um torneio nacional de eliminação direta. Na Libertadores, o objetivo era avançar na principal competição continental. Com as eliminações, o Brasileirão passou a concentrar a atenção esportiva do clube.
Artur Jorge afirmou que esperava mais dos torneios eliminatórios e admitiu que os resultados tiveram efeito sobre o trabalho desenvolvido com o elenco. “Posto isso, como posso não estar satisfeito? Obviamente, queria mais e tinha mais ambições. Temos a frustração (pelas eliminações), porque impacta no trabalho”, completou.
A declaração expõe os dois lados do momento vivido pelo Cruzeiro. A recuperação no campeonato sustenta a avaliação de que houve melhora significativa desde a chegada do português. Ao mesmo tempo, a ausência de avanço nas competições de mata-mata impede que o balanço seja tratado como plenamente positivo.
Vaga continental passou a definir o desfecho
Depois das eliminações, a classificação para a próxima Libertadores se tornou o principal objetivo ainda disponível para o Cruzeiro na temporada. Para Artur Jorge, alcançar essa meta daria consequência prática à reação iniciada a partir da nona rodada e ajudaria a consolidar a mudança de patamar do time no Brasileirão.
O clube saiu de uma campanha que o colocava na lanterna e passou a competir por uma posição entre os primeiros colocados. Essa mudança foi o aspecto mais valorizado pelo treinador, especialmente porque ocorreu depois de um início com apenas quatro pontos em oito partidas. Ainda assim, o resultado final dependeria da capacidade de transformar o bom recorte de desempenho em classificação efetiva.
O cenário também altera a forma de medir a temporada. Sem a possibilidade de conquistar a Copa do Brasil ou a Libertadores, o Campeonato Brasileiro tornou-se a principal medida para o encerramento do ciclo. Uma vaga continental atenderia à meta indicada por Artur Jorge; uma colocação inferior manteria a recuperação como um ponto positivo, mas sem o mesmo desfecho esportivo.
O balanço apresentado pelo treinador, portanto, não ignora nenhuma das partes da campanha. Artur Jorge defende que o Cruzeiro evoluiu de maneira expressiva no Brasileirão desde sua chegada, mas reconhece que as eliminações ficaram abaixo das ambições do clube. A reta final da Série A seria responsável por definir se a reação terminaria com uma vaga na Libertadores e por estabelecer o peso de cada resultado na avaliação do trabalho.