Giorgian De Arrascaeta será operado nesta quinta-feira (1º), no Rio de Janeiro, depois de fraturar o punho esquerdo durante o amistoso entre Uruguai e Coreia do Sul. A partida foi disputada na segunda-feira (28), em Seul, e o meia tem retorno ao Brasil previsto para a tarde desta quarta-feira (30).
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2 × 1 Brasileirão Série A
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Agustín RossiTitular
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ArrascaetaTitular
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Ayrton LucasTitular
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Gonzalo PlataTitular
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Guillermo VarelaTitular
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Jorge CarrascalTitular
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JorginhoTitular
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Léo OrtizTitular
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Léo PereiraTitular
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PedroTitular
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Saúl ÑíguezTitular
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Alex SandroEntrou durante o jogo
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Bruno HenriqueEntrou durante o jogo
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Joaquín FreitasEntrou durante o jogo
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Luiz AraújoEntrou durante o jogo
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Nicolás de la CruzEntrou durante o jogo
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O desembarque está programado para as 16h. Na manhã seguinte, o jogador será internado para passar pelos exames pré-operatórios e, na sequência, será submetido ao procedimento. Fernando Sassaki, chefe do Departamento Médico do Flamengo, conduzirá a cirurgia ao lado de Roberto Feres, especialista em lesões desse tipo.
A operação foi confirmada pelo Flamengo, mas o clube ainda não divulgou um prazo oficial para a volta do camisa 10. A duração da recuperação dependerá do resultado do procedimento, da resposta do organismo e das avaliações realizadas nas próximas semanas.
Prazo estimado ameaça jogos contra o Estudiantes
A lesão coloca Arrascaeta sob risco de desfalcar o Flamengo em um dos trechos mais importantes da temporada. O clube tem pela frente a semifinal da Libertadores contra o Estudiantes, da Argentina. O primeiro confronto está previsto para 15 de outubro, e o segundo será realizado no dia 22.
Uma projeção inicial de aproximadamente seis semanas, considerando a cirurgia como o início da recuperação, foi apresentada como referência para casos semelhantes. A estimativa não é um cronograma oficial do Flamengo e pode sofrer alterações de acordo com a evolução do atleta.
Se esse intervalo for mantido, o uruguaio não teria tempo suficiente para participar dos dois jogos da semifinal. Para estar disponível no duelo de ida, por exemplo, teria apenas 17 dias entre a operação e a partida. Mesmo em uma recuperação acelerada, o retorno não depende apenas da consolidação da fratura: Arrascaeta ainda precisará ser liberado para treinar, recuperar ritmo e passar pela transição física antes de voltar a atuar.
A eventual classificação para a decisão abriria uma janela mais ampla. A final da Libertadores está marcada para 28 de novembro, no Uruguai. O período adicional pode melhorar a perspectiva de participação, mas não representa garantia, já que a presença do meia dependerá da condição clínica e da autorização médica.
Na prática, o Flamengo perde uma de suas principais referências técnicas justamente durante a preparação para os mata-matas. Arrascaeta atua em uma faixa central do campo e tem papel relevante na criação das jogadas, mas o clube ainda não indicou publicamente qual será a solução escolhida para substituí-lo. A comissão técnica terá de reorganizar o setor ofensivo enquanto aguarda informações mais precisas.
Fratura interrompe sequência de convocações com problemas físicos
O novo problema também reacende um histórico de jogadores do Flamengo que retornaram de compromissos internacionais com lesões ou dores. O episódio mais grave ocorreu em 2024, quando Pedro rompeu o ligamento do joelho esquerdo durante um treinamento da seleção brasileira.
O atacante ficou 221 dias afastado e só voltou a ser relacionado pelo Flamengo em abril de 2025. Na ocasião, o clube acionou a Fifa em busca de indenização pelo período em que o jogador ficou fora de atividade.
Rodrigo Caio voltou da seleção brasileira com dores no joelho direito em 2020, e exames identificaram edema ósseo na região. Na mesma temporada, Pedro foi cortado de uma convocação por dores musculares no adutor da coxa direita, embora uma avaliação posterior não tenha apontado lesão.
O volante chileno Erick Pulgar sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo durante um amistoso contra o Marrocos, em 2022. Dois anos depois, teve uma lesão muscular durante outra convocação. Gerson também sentiu dores na coxa em uma partida contra a Colômbia, caso que provocou tensão entre o Flamengo e a Confederação Brasileira de Futebol.
Arrascaeta aparece de forma recorrente nesse levantamento. Desde 2020, o meia teve cinco episódios de lesão enquanto defendia o Uruguai e, de acordo com o levantamento citado na apuração sobre o caso, ficou fora de 18 partidas do Flamengo por esse motivo.
Antes da fratura no punho, o uruguaio havia enfrentado problemas musculares na coxa esquerda, na coxa direita e na panturrilha direita. Entre esses episódios estão uma lesão na panturrilha durante a Copa do Mundo, um problema na coxa direita em março do ano passado, um estiramento na mesma região em outubro de 2021 e uma lesão na coxa esquerda em outubro de 2020.
Clube espera a cirurgia para atualizar o cenário
A ocorrência atual tem natureza diferente das lesões musculares que marcaram parte do histórico recente do jogador. Trata-se de uma fratura no punho esquerdo que exigirá intervenção cirúrgica antes do começo da fase mais detalhada da recuperação.
Por isso, o Flamengo ainda evita estabelecer uma data para o retorno. O primeiro passo será concluir a operação e acompanhar as avaliações iniciais. Somente com a evolução clínica será possível definir quando Arrascaeta poderá iniciar a recuperação funcional, voltar aos treinamentos e, posteriormente, disputar partidas.
Até que novas informações sejam divulgadas, o meia é desfalque confirmado nas atividades do elenco. A ausência obriga o Flamengo a planejar os próximos compromissos sem uma de suas peças centrais, enquanto o departamento médico trabalha para determinar o impacto real da lesão sobre a sequência da temporada.