Pedro Morisco será titular da Seleção Brasileira no amistoso contra a Índia, neste sábado (3), às 11h (de Brasília), em Calcutá. A confirmação de Carlo Ancelotti garante a estreia do goleiro do Coritiba pela equipe principal e completa a utilização dos 26 jogadores convocados para os três compromissos desta Data Fifa.
O duelo será o último da sequência iniciada com os dois amistosos diante da Austrália. Além de marcar o primeiro encontro entre Brasil e Índia, a partida representa mais uma etapa de avaliação no começo do ciclo para a Copa do Mundo de 2030. O treinador italiano indicou que a observação não ficará restrita ao jogo deste sábado.
Ancelotti levou nove jogadores sem partidas anteriores pela Seleção principal. Oito já receberam minutos nos confrontos com a Austrália, e Morisco era o único que ainda aguardava uma oportunidade. Com a escalação em Calcutá, o técnico terá colocado todo o grupo à disposição em campo durante a programação.
Nos dois jogos contra os australianos, 25 atletas participaram de pelo menos oito minutos. A quantidade representa quase metade dos 54 jogadores utilizados por Ancelotti nas 17 partidas anteriores à atual sequência, período que começou no empate sem gols com o Equador e terminou na derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo.
Os novos nomes incorporados ao grupo são Otávio, Morisco, Matheuzinho, Arthur Dias, Mauro Júnior, Jair, Vitor Reis, Gabriel Bontempo, Breno Bidon e Martinelli. Como o levantamento dos estreantes considera os atletas que receberam a primeira oportunidade nesta etapa, o grupo reúne nove jogadores inéditos na Seleção principal: Otávio e Morisco no gol; Matheuzinho, Arthur Dias e Mauro Júnior nas laterais; Jair e Vitor Reis na defesa; e Gabriel Bontempo, Breno Bidon e Martinelli no meio-campo.
Na vitória por 4 a 2 sobre a Austrália, Breno Bidon e Arthur Dias fizeram suas estreias, com poucos minutos em campo. Martinelli também jogou pela primeira vez pela equipe principal, mas foi utilizado mais cedo na partida. Outros quatro estreantes haviam participado do empate por 1 a 1 no primeiro confronto com os australianos.
Índia oferece cenário para novas avaliações
A Índia ocupa a 138ª posição no ranking da Fifa e será o adversário de pior colocação enfrentado pelo Brasil desde a chegada de Ancelotti. O contexto pode facilitar a observação de alternativas, mas não elimina a necessidade de acompanhar o desempenho dos jogadores em compromissos de maior exigência.
O treinador já promoveu sete mudanças entre as escalações dos dois encontros com a Austrália. A entrada de Morisco é a alteração confirmada para o amistoso em Calcutá. Raphinha, por sua vez, deixou o jogo mais recente por causa de um desconforto muscular na coxa direita e foi substituído por precaução. A comissão técnica ainda avaliaria a condição do atacante, e a possibilidade de preservação permanecia aberta.
A delegação brasileira tem viagem prevista para Calcutá nesta quinta-feira (1º). O compromisso contra a Índia, portanto, servirá simultaneamente para testar o goleiro do Coritiba, observar outras mudanças e concluir a participação de todos os convocados nesta Data Fifa.
Também há um componente de comparação no planejamento. Dos 26 atletas chamados, 11 atuam no futebol brasileiro, sinal de que o treinador ampliou o olhar para além dos jogadores já estabelecidos no exterior. A presença de nomes jovens e de atletas que trabalham nos clubes do país aumenta o número de opções acompanhadas pela comissão técnica neste início de ciclo.
Testes continuarão na convocação de novembro
O amistoso não será tratado como uma avaliação definitiva para os jogadores. Ancelotti afirmou que a prioridade é buscar ou construir uma nova geração capaz de acompanhar a Seleção no futuro próximo, com a Copa América e a Copa do Mundo entre os objetivos do trabalho. Para o técnico, os atletas precisam aproveitar as oportunidades, mas o acompanhamento ocorrerá ao longo do tempo.
“A prioridade é buscar ou construir uma nova geração de futebolistas que possam acompanhar a Seleção no futuro próximo, que é a Copa América e a Copa do Mundo”, declarou Ancelotti. Depois da vitória sobre a Austrália, ele reforçou que os amistosos não funcionam como uma prova isolada e disse estar confiante nos jovens e em outros jogadores que devem aparecer na próxima convocação.
A última convocação do ano está prevista para a segunda quinzena de outubro, com os amistosos de novembro contra Japão e Singapura, ambos em Singapura. A programação dará ao treinador novas partidas para observar os atletas que estrearam agora e testar outros nomes que ainda não foram chamados.
Morisco, portanto, estreia em um jogo que tem valor imediato para sua experiência internacional, mas também integra um processo mais amplo de formação do elenco. Depois de utilizar 25 jogadores em dois confrontos e confirmar o goleiro como titular, Ancelotti encerra esta etapa com uma base mais extensa de observação e mantém aberta a disputa por espaço nas próximas convocações.