Domínguez pondera mudanças na escalação do Atlético-MG para equilibrar clássico contra o Cruzeiro e semifinais.Foto: Reprodução da Internet
O Atlético-MG inicia uma sequência que pode influenciar os rumos da temporada em duas competições. Após perder por 3 a 2 para o Flamengo, na segunda-feira (26), no Maracanã, o time encara o Cruzeiro nesta quinta-feira (29), na Arena MRV, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Poucos dias depois, viaja a Porto Alegre para enfrentar o Grêmio na partida de ida da semifinal da Copa do Brasil.
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O intervalo reduzido entre os compromissos fez Eduardo Domínguez considerar mais de uma possibilidade para o clássico. O treinador argentino ainda não confirmou a escalação e avalia se será necessário mesclar a equipe para controlar o desgaste físico. Ao mesmo tempo, a proximidade entre Atlético e Cruzeiro na tabela e a rivalidade do confronto impedem que o jogo seja tratado como uma etapa secundária.
A derrota para o Flamengo, que marcou no fim e reassumiu a liderança do Campeonato Brasileiro, abriu a maratona de três partidas em sete dias. O resultado também aumentou a necessidade de o Atlético buscar uma resposta rápida, embora a prioridade imediata da comissão técnica seja analisar as condições dos jogadores antes de decidir quem começa o clássico. Veja o contexto daquele duelo em Flamengo vence Atlético-MG no fim e reassume liderança.
Domínguez ainda não definiu o tamanho das mudanças
Depois do jogo no Rio de Janeiro, Domínguez reconheceu que o calendário precisa entrar no cálculo da escalação. A possibilidade de preservar titulares não foi descartada, mas também não há indicação de que o Atlético utilizará uma formação alternativa completa. A decisão dependerá da resposta física do elenco e das avaliações feitas pela comissão técnica nos dias que antecedem a partida.
“Tenho que considerar isso (mesclar o time devido à agenda corrida). Mas também sabemos que jogamos um clássico. Se você faz uma coisa e não acontece o que pensava, é um clássico. Temos que jogar e pensar nisso. Depois, chegará a partida da semifinal. Passo a passo, no dia a dia. Agora, temos que pensar no clássico”, afirmou o treinador após a derrota para o Flamengo.
A declaração indica que o argentino pretende evitar uma antecipação do planejamento para a Copa do Brasil. Embora o confronto com o Grêmio esteja no horizonte, a orientação pública é concentrar a preparação no Cruzeiro. Só depois do clássico o Atlético poderá direcionar todos os esforços para o mata-mata nacional.
Na prática, o treinador precisa equilibrar duas necessidades. De um lado, uma sequência pesada pode exigir a redução da carga de alguns atletas. De outro, o clássico será disputado em casa contra um adversário direto pelas primeiras posições. A escolha não se resume, portanto, a descansar jogadores: envolve manter força competitiva sem comprometer o compromisso seguinte.
Clássico vale aproximação do G-4
O duelo tem impacto direto na classificação. O Cruzeiro ocupa a terceira colocação, com 54 pontos, enquanto o Atlético aparece em sexto, com 50. A diferença de quatro pontos transforma a partida em uma oportunidade de aproximação para o time alvinegro na reta final do Campeonato Brasileiro.
Uma vitória na Arena MRV faria a vantagem cruzeirense cair para apenas um ponto. Esse cenário não colocaria o Atlético à frente do rival, mas reduziria significativamente a distância entre as equipes e aumentaria a importância dos jogos seguintes. Um empate manteria a diferença atual, enquanto uma derrota permitiria ao Cruzeiro ampliar a margem no confronto direto pela parte superior da tabela.
O mando de campo também aparece como um dos elementos destacados por Domínguez. O Atlético terá o apoio da torcida em sua arena, fator que reforça a necessidade de disputar o clássico com concentração mesmo diante da preocupação com o desgaste. Para o treinador, a rivalidade e a situação esportiva tornam inadequado encarar o compromisso apenas como preparação para a semifinal.
“É um clássico. Jogamos na nossa casa, com nosso torcedor. Temos que preparar também para frente, na semifinal. Mas a cabeça estará onde tem que estar. Estamos somente a quatro pontos deles, que estão na terceira colocação”, declarou o técnico.
Próximo passo será definido após a avaliação física
O Atlético chega ao confronto pressionado a administrar uma semana de alta exigência sem perder competitividade. A equipe precisa lidar com o desgaste do jogo contra o Flamengo, com o clássico mineiro e, na sequência, com a viagem para Porto Alegre. O período curto entre as partidas deixa pouco espaço para recuperação e preparação específica.
Se Domínguez escolher preservar parte dos titulares, jogadores que vêm sendo utilizados como alternativas poderão receber mais minutos. Caso mantenha a base principal, o Atlético apostará na força máxima para tentar diminuir a distância para o Cruzeiro, mas terá de administrar o impacto físico antes do duelo com o Grêmio. As fontes não informam quais atletas podem ser poupados nem apresentam uma escalação provável definida.
Também não há confirmação de alterações táticas ou de uma equipe considerada titular para o clássico. Até o momento, a informação sustentada é que Domínguez avalia as opções e pretende tomar a decisão com base nas condições do elenco. O treinador, porém, deixou claro que a semifinal não fará o grupo perder de vista o compromisso mais próximo.
Atlético-MG e Cruzeiro se enfrentam na quinta-feira (29), às 19h30 (de Brasília), na Arena MRV, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. O clássico reunirá equipes separadas por quatro pontos e será o primeiro teste do Atlético em uma sequência de três jogos decisivos em sete dias. A definição da escalação dependerá da análise física dos jogadores e da escolha final de Domínguez entre preservar peças ou apostar na formação mais forte disponível.